Questões de Concurso sobre Clínica Geral

 
 
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Paciente do sexo masculino, 42 anos, apresenta dor lombar inflamatória há 2 anos. Ao exame físico, teste de Schöber reduzido e expansão torácica diminuída. RX mostra sacroileíte grau III bilateral. Exame complementar de HLA-B27 positivo. Após 6 meses de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINE) sem melhora, mantém dor e rigidez. Qual a melhor conduta terapêutica neste momento?


A

Iniciar metotrexato.


B

Iniciar anti-TNF (fator de necrose-tumoral).


C

Aumentar a dose do AINE.


D

Iniciar corticóide sistêmico em alta dose.


E

Iniciar tocilizumab (inibidor de interleucina 6).

Paciente do sexo feminino, 18 anos, apresenta-se ao pronto socorro com quadro de rebaixamento do nível de consciência, hálito cetônico, e dor abdominal importante, além de diarreia. Cita ainda que vinha apresentando poliúria e polidipsia. Quanto ao provável diagnóstico assinale a alternativa CORRETA:


A

O ácido hidroxi-butírico pode não ser detectado por fitas urinárias.


B

É esperada acidose metabólica com anion gap diminuído.


C

O mecanismo fisiopatológico da doença é controlado inicialmente com uso de insulina e potássio.


D

Pacientes com DM2 não podem apresentar o quadro citado.


E

É mais prevalente em idosos quando comparado com jovens.

O AUDIT-C é uma versão curta do teste de triagem de problemas relacionados ao álcool (Alcohol Use Disorders Identification Test), composta por três perguntas que ajudam o médico no rastreio de pacientes que possam se beneficiar de intervenções. Uma pergunta deste teste é:


A

Qual a quantidade de doses que você ingere em um dia típico de consumo?


B

Você tem se sentido culpado pela forma/quantidade que bebe?


C

Você precisa beber para reduzir sintomas de ressaca/abstinência?


D

Você já sofreu trauma físico em decorrência da ingesta de álcool?


E

Outras pessoas já se incomodaram pela forma como você bebe?

Identifique parâmetro fisiológico diretamente monitorado para avaliação ventilação:


A

Saturação de potássio sérico.


B

Pressão arterial diastólica.


C

Oximetria de pulso e gasometria arterial.


D

Posição da cânula venosa.


E

Frequência cardíaca basal.

A síndrome paraneoplásica que se caracteriza por ser síndrome imunomediada, do tipo miastenia, com fraqueza que, geralmente, afeta os membros e poupa os músculos ocular e bulbar. É pré-sináptica, resultando da liberação deficiente de acetilcolina das terminações nervosas, sendo que um anticorpo IgG está envolvido, é a síndrome de:


A

Guillain-Barré.


B

Eaton-Lambert.


C

Degeneração cerebelar aguda.


D

Dermatomiosite.


E

Opsoclono-mioclônica.

Assinale a recomendação na abordagem da anafilaxia aguda:


A

Administrar anti-histamínico oral exclusivamente.


B

Suspender alimentação e monitorar.


C

Injetar adrenalina intramuscular imediatamente.


D

Iniciar soro antibacteriano IV.


E

Aplicar nebulização isotônica.

Homem de 32 anos, previamente hígido, apresenta quadro de tosse seca, sibilos e sensação de opressão torácica há 6 meses. Os sintomas são predominantemente noturnos e desencadeados por exposição a poeira doméstica, ocorrendo mais de duas vezes por semana, porém não diariamente. Espirometria mostra relação VEF₁/CVF = 0,72 e aumento do VEF₁ de 15% e 250 mL após broncodilatador.


Com base na estratégia preferencial recomendada pelo GINA 2024–2025, o tratamento inicial mais adequado para esse paciente é:


A

prescrever apenas broncodilatador β₂-agonista de curta duração (SABA) sob demanda, por se tratar de asma leve;


B

iniciar como monoterapia, corticosteroide inalatório (CI) de manutenção diária em baixa dose, sem broncodilatador de alívio prescrito;


C

utilizar combinação de corticoide inalatório (formoterol) em baixa dose como medicação única de alívio e manutenção;


D

iniciar apenas tratamento sintomático e reavaliar com nova espirometria em três meses;


E

prescrever montelucaste como monoterapia de manutenção, reservando o corticosteroide inalatório (CI) para falha terapêutica.

Homem de 68 anos é trazido ao pronto-socorro por familiares devido a quadro de confusão mental, sonolência progressiva e vômitos há três dias. Familiares relatam que o paciente vem apresentando emagrecimento de aproximadamente 12 kg nos últimos quatro meses, astenia progressiva, dor óssea em região lombar e tosse seca persistente. Nega tabagismo ou etilismo. Nega uso de suplementos vitamínicos, antiácidos contendo cálcio ou diuréticos. Ao exame físico: paciente letárgico mas responsivo a estímulos verbais, Glasgow 14 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), desidratado com mucosas secas, pressão arterial 102 x 68 mmHg, frequência cardíaca 96 bpm, frequência respiratória 16 incursões por minuto, temperatura axilar 36,8 °C, saturação periférica de oxigênio 94% em ar ambiente. Exame cardiovascular e pulmonar sem alterações significativas à ausculta. Abdômen flácido, indolor, sem massas ou visceromegalias.


Exames laboratoriais iniciais:

• hemograma com hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 13-17 g/dL)

• volume corpuscular médio 88 fL (VR: 80-100 fL)

• leucócitos 9.200/mm³ sem desvio

• plaquetas 185.000/mm³


Função renal:

• ureia 78 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)

• creatinina 2,1 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)


Eletrólitos:

• sódio 136 mEq/L

• potássio 3,8 mEq/L

• cloreto 98 mEq/L


Cálcio total 15,2 mg/dL (VR: 8,5-10,5 mg/dL).

Albumina sérica 3,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).

Fósforo 2,1 mg/dL (VR: 2,5-4,5 mg/dL).

Magnésio 1,8 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L).

Cálcio corrigido pela albumina: 15,6 mg/dL.

Fosfatase alcalina 420 UI/L (VR: 30-120 UI/L).

Gasometria venosa: pH 7,42, bicarbonato 26 mEq/L.

Glicemia 118 mg/dL.

Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência cardíaca 94 bpm, intervalo PR 160 ms, intervalo QT 360 ms, intervalo QTc 420 ms (VR: até 440 ms em homens).

Radiografia de tórax evidencia massa em lobo superior direito de aproximadamente 4 cm com espiculação e pequeno derrame pleural à direita.


A conduta inicial apropriada para investigação etiológica da hipercalcemia e tratamento da condição que acomete o paciente é:


A

solicitar dosagem de paratormônio intacto, vitamina D (25-hidroxivitamina D e 1,25-di-hidroxivitamina D), eletroforese de proteínas séricas com imunofixação e cadeias leves livres no soro; iniciar hidratação vigorosa com solução salina isotônica 200 a 300 mL por hora, administrar furosemida 40 mg intravenoso a cada 12 horas para aumentar excreção renal de cálcio e programar ultrassonografia de paratireoides;


B

solicitar dosagem de 1,25-di-hidroxivitamina D, enzima conversora de angiotensina sérica, eletroforese de proteínas e tomografia computadorizada de tórax de alta resolução; iniciar hidratação com solução salina isotônica, administrar prednisona 60 mg por dia via oral e programar biópsia transbrônquica para confirmação diagnóstica de sarcoidose;


C

solicitar dosagem de paratormônio intacto, cálcio urinário de 24 horas, relação cálcio-creatinina urinária e cintilografia de paratireoides com sestamibi; iniciar reposição volêmica com solução salina isotônica e programar cirurgia de paratireoidectomia urgente nas próximas 24 horas devido a hipercalcemia grave sintomática;


D

solicitar dosagem de hormônio estimulante da tireoide, tiroxina livre, anticorpos antitireoidianos e captação de iodo radioativo pela tireoide; iniciar hidratação venosa com solução salina isotônica, administrar propiltiouracil 200 mg via oral três vezes ao dia e propranolol 40 mg via oral três vezes ao dia para controle da tireotoxicose;


E

solicitar dosagem de paratormônio intacto, proteína relacionada ao paratormônio, 25-hidroxivitamina D e 1,25-di-hidroxivitamina D; iniciar hidratação com solução salina isotônica 200 a 300 mL por hora ajustada para manter débito urinário 100 a 150 mL por hora e administrar calcitonina 4 unidades por kg subcutânea e ácido zoledrônico 4 mg intravenoso em 15 minutos.

Mulher de 38 anos, personal trainer, procura atendimento ambulatorial por fadiga progressiva e dispneia aos esforços leves há oito meses. Mantém dieta balanceada, com consumo adequado de carnes vermelhas e vegetais. Menstruações regulares (ciclos de 28 dias, fluxo moderado por 6 dias). Refere episódios ocasionais de distensão abdominal pós-prandial e fezes amolecidas 2-3 vezes por semana, que atribui a “intestino sensível”. Nega sangramentos digestivos evidentes ou perda ponderal significativa. Já realizou três ciclos de sulfato ferroso oral (40 mg de ferro elementar, 3x/dia) nos últimos 6 meses, com melhora discreta e transitória da hemoglobina (máximo: 10,2 g/dL). Ao exame físico: palidez cutaneomucosa ++/4+ e glossite atrófica.


Exames laboratoriais:

• hemoglobina 9,6 g/dL,

• VCM 72 fL,

• HCM 24 pg,

• RDW 18% (aumentado),

• ferro sérico 32 mcg/dL (VR: 50-170),

• ferritina 8 ng/mL (VR: 15-150),

• saturação de transferrina 12% (VR: 20-50%)

• sangue oculto nas fezes negativo (três amostras).


Com base nos achados clínicos e laboratoriais, o diagnóstico e a conduta inicial mais adequados, conforme as diretrizes atuais, são:


A

anemia ferropriva secundária a sangramento uterino funcional; solicitar ultrassonografia transvaginal e considerar DIU com levonorgestrel;


B

gastrite atrófica autoimune com deficiência combinada de ferro e vitamina B12; solicitar dosagem de B12, gastrina sérica e anticorpo anticélula parietal;


C

doença celíaca com má absorção de ferro; solicitar sorologia para antitransglutaminase tecidual IgA e IgA total;


D

anemia ferropriva refratária a ferro oral (IRIDA – iron-refractory iron deficiency anemia); iniciar reposição com ferro parenteral e solicitar dosagem de hepcidina;


E

síndrome de má absorção por supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO); solicitar teste respiratório de hidrogênio expirado e considerar antibioticoterapia empírica.

Mulher de 48 anos procura atendimento médico para avaliação de rotina. Refere ganho ponderal progressivo nos últimos anos, com aumento da circunferência abdominal. Nega consumo regular de bebidas alcoólicas (consome esporadicamente em festas, não ultrapassando 20g de etanol/semana). Não faz uso de medicações hepatotóxicas.


Ao exame físico: IMC 32 kg/m², circunferência abdominal 96 cm, pressão arterial 138 x 88 mmHg; restante do exame físico sem particularidades.


Exames laboratoriais:

• glicemia de jejum 118 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)

• hemoglobina glicada 6,2% (VR: <5,7%)

• AST 48 U/L (VR: 10-40 U/L)

• ALT 62 U/L (VR: 10-40 U/L)

• relação AST/ALT 0,77

• fosfatase alcalina 88 U/L (VR: 40-150 U/L)

• GGT 72 U/L (VR: 8-61 U/L)

• bilirrubina total 0,8 mg/dL (VR: 0,3-1,2 mg/dL)

• albumina 4,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL)

• colesterol total 238 mg/dL

• HDL 38 mg/dL (VR: >40 mg/dL em mulheres)

• triglicerídeos 185 mg/dL (VR: <150 mg/dL)

• Plaquetas 220.000/mm³ (VR: 150.000-400.000/mm³)

• sorologias para hepatites B e C negativas

• ferritina 180 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL em mulheres)

• anticorpos antinucleares (FAN) negativo

• anticorpo antimitocôndria (AMA) negativo


Ultrassonografia de abdômen superior: fígado com dimensões aumentadas e ecotextura difusamente hiperecogênica, compatível com esteatose hepática moderada a acentuada; vesícula biliar, vias biliares, pâncreas e baço sem alterações. Escore FIB-4 calculado: 1,33.


A conduta apropriada para essa paciente é:


A

realizar elastografia transitória por ultrassom (VCTE) para avaliação não invasiva de fibrose hepática;


B

solicitar biópsia hepática para estadiamento definitivo da fibrose, considerando o valor indeterminado do FIB-4;


C

acompanhar clinicamente com ultrassonografia de abdômen anual, sem necessidade de investigação adicional para fibrose;


D

iniciar tratamento com ácido ursodesoxicólico e reavaliar a função hepática em seis meses;


E

solicitar ressonância magnética de abdômen com contraste para melhor caracterização da esteatose hepática.

Um homem de 26 anos apresenta dor em fossa ilíaca direita há 18 horas, anorexia, febre baixa e náuseas. Ao realizar exame, constata-se que há defesa localizada e sinal de Blumberg discreto. Hemograma com leucocitose e neutrofilia. A tomografia evidencia apêndice inflamado com pequena coleção periapendicular e gás extraluminal restrito, sem peritonite difusa. A equipe define como tratamento inicial e estratégia para reduzir as complicações, antibioticoterapia adequada e controle do foco, pois diante do cenário, outras alternativas podem aumentar o risco de complicações. Diante disso, indique a conduta mais apropriada:


A

Apendicectomia imediata por via aberta.


B

Apenas administração de líquidos.


C

Antibiótico e alta ambulatorial.


D

Antibiótico e drenagem percutânea.


E

Observação clínica sem antibiótico.

No que se refere ao tratamento dos acidentes causados por serpentes do gênero Philodryas, especialmente Philodryas olfersii, assinale a alternativa correta:


A

O tratamento baseia-se prioritariamente na administração obrigatória de soro antibotrópico, uma vez que seus benefícios clínicos já estão plenamente comprovados em acidentes humanos.


B

O tratamento dos acidentes por Philodryas olfersii consiste exclusivamente em medidas cirúrgicas locais, sendo contraindicado o uso de qualquer tipo de soroterapia.


C

O tratamento nos casos de acidentes por Philodryas olfersii é sintomático, sendo o uso de soro antibotrópico formalmente contraindicado devido à ausência de antígenos comuns com serpentes do gênero Bothrops.


D

O tratamento nos casos de acidentes por Philodryas olfersii é sintomático. Tem sido relatada experimentalmente a neutralização da ação hemorrágica do veneno de Philodryas pelo soro antibotrópico. Este fato sugere a presença de antígenos comuns aos venenos dessas serpentes e algumas espécies de Bothrops.


E

O tratamento dos acidentes por colubrídeos deve sempre incluir soroterapia específica, independentemente da gravidade do quadro clínico apresentado.

Homem, 67 anos, hipertenso e diabético, é conduzido ao pronto-socorro com história de febre há 3 dias, tosse produtiva, prostração e piora progressiva do estado geral. Nas últimas 12 horas, apresentou confusão mental e redução da diurese. Na avaliação tem-se:


  1. Via aérea pérvia.
  2. Murmúrio vesicular simétrico, crepitações em base esquerda, taquipneia, SpO₂:90% em ar ambiente.
  3. Pulsos filiformes, extremidades frias, tempo de enchimento capilar de 5 segundos.
  4. Escala de coma de Glasgow 13 (abertura ocular 3, resposta verbal 4, resposta motora 6), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits focais.
  5. Sem lesões cutâneas evidentes.
  6. Sinais vitais: PA: 82×46 mmHg (PAM:58 mmHg), FC: 122 bpm, FR: 30 irpm, temperatura: 38,9 °C.
  7. Diurese nas últimas 4 horas: 40 mL.


Exames laboratoriais iniciais apresentam:

  1. Lactato: 4,8 mmol/L, Leucócitos: 19.500/mm³ (desvio à esquerda), creatinina: 2,1 mg/dL (basal 1,0).
  2. Gasometria: acidose metabólica.


Ecocardiograma à beira do leito:

  1. Derrame pericárdico moderado (lâmina de 12 mm).
  2. Função ventricular esquerda preservada.
  3. Ausência de colapso de câmaras direitas.
  4. Variação respiratória normal da veia cava inferior.


Considerando o caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.


A

O paciente apresenta um choque de etiologia mista: distributivo pelo componente séptico e obstrutivo devido ao tamponamento cardíaco.


B

A coleta de culturas deve ser realizada anteriormente à administração de antibioticoterapia.


C

A droga vasoativa de escolha para esse paciente é a noradrenalina.


D

A oligúria (40 mL nas últimas 4 horas) é um sinal de hipoperfusão renal e disfunção orgânica associada ao choque.


E

A acidose metabólica observada na gasometria é compatível com hipoperfusão tecidual e hiperlactatemia.

Homem de 56 anos, acompanhado na UBS, em bom estado geral, sem doença sistêmica aguda ou internações recentes, refere fadiga, sonolência e ganho de peso. Nega uso de medicações. Exames laboratoriais, repetidos e confirmados, mostram: TSH = 1,1 mUI/L (VR: 0,4–4,5 mUI/L) e T4 livre = 0,7 ng/dL (VR: 0,9–1,7 ng/dL). Qual é a interpretação correta do quadro?


A

Hipotireoidismo primário.


B

Hipotireoidismo central.


C

Hipotireoidismo subclínico.


D

Síndrome do eutireoidiano doente.


E

Variação fisiológica sem relevância clínica.

A gasometria com pH: 7,59, bicarbonato: 30 mEq/L e pCO2: 31 mmHg mostra distúrbio misto, provavelmente encontrado em paciente que apresenta


A

insuficiência renal aguda + tromboembolismo pulmonar.


B

uso crônico de diurético de alça + quadro agudo de ansiedade.


C

myasthenia gravis + vômitos intensos.


D

diabetes mellitus descompensado + asma leve.


E

pielonefrite aguda + sepse.

Um paciente de 25 anos veio para uma avaliação clínica para participação em uma meia maratona. O achado de exame físico que mais preocupa para a sua liberação é:


A

Índice de massa corpórea de 28 Kg/m².


B

Desdobramento de segunda bulha em área pulmonar.


C

Arritmia respiratória.


D

Hiperfonese da primeira bulha em área mitral.


E

Pectus carinatum.

Homem de 52 anos, operador de máquinas, assintomático, com história de tabagismo pesado, é submetido a exame periódico ocupacional. O médico identifica espirometria com VEF₁/CVF reduzido, sem limitação funcional importante, e radiografia de tórax normal. Segundo os princípios da saúde ocupacional na APS e da vigilância em saúde, qual é a conduta mais adequada?


A

Afastamento imediato do trabalho por risco ocupacional.


B

Orientação, registro longitudinal e acompanhamento clínico.


C

Notificação compulsória de doença relacionada ao trabalho.


D

Solicitação obrigatória de tomografia de tórax.


E

Encaminhamento direto para aposentadoria por invalidez.

Durante uma crise aguda de gota, o objetivo principal do tratamento é a redução imediata dos níveis de ácido úrico sérico com o uso de alopurinol ou febuxostate.


C

Certo


E

Errado

Um paciente de 60 anos, obeso, hipertenso e diabético em tratamento irregular, é encaminhado para hospital de referência com relato de síncope, hipotensão e extremidades frias. A companheira do paciente relata que ele apresentava febre, associada a uma lesão fétida em região próxima do ânus, que piorou nos últimos dias. De acordo com o diagnóstico mais provável para esse caso, pode-se constatar que a:


A

biópsia, em casos como esse, não é importante, já que é um caso claro de gangrena de Fournier


B

indicação cirúrgica deve ser conduzida após paciente apresentar reposta antimicrobiana


C

alteração do estado mental, taquipneia, taquicardia e febre alta sugerem sepse por microrganismos anaeróbios


D

orquiectomia quase nunca é necessária, visto que os testículos possuem o seu próprio suprimento sanguíneo independente da fáscia comprometida do escroto


E

conduta inicial deve ser com reposição volêmica vigorosa, iniciar cefazolina e encaminhar o paciente à unidade de terapia intensiva. Caso o paciente não responda à ressuscitação volêmica, aminas devem ser iniciadas

No tratamento da anemia ferropriva com sulfato ferroso oral, a administração do medicamento juntamente com fontes de vitamina C, como suco de laranja, melhora sua absorção intestinal.


C

Certo


E

Errado

 
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