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O choque neurogênico, em contraste com o choque hipovolêmico, caracteriza-se por
taquicardia associada à hipotensão arterial sistêmica.
bradicardia associada à hipotensão arterial sistêmica.
taquicardia associada à hipertensão arterial sistêmica.
bradicardia associada à hipertensão arterial sistêmica.
frequência cardíaca normal e pressão arterial normal.
Homem de 66 anos apresenta quadro de 1 semana com tosse, dor torácica pleurítica e febre baixa. Ele tem doença pulmonar obstrutiva crônica e histórico de tabagismo de 60 maços-anos. A radiografia de tórax revela um infiltrado discreto no lobo inferior direito, sem derrame pleural. A microscopia do escarro revela numerosos cocos Gram-negativos, muitos em pares.
Nesse paciente, a conduta de escolha é
ciprofloxacino.
claritromicina.
trimetoprima-sulfametoxazol.
amoxicilina/clavulanato.
sintomáticos e reavaliação em 72 horas.
Homem de 62 anos, portador de linfoma difuso de grandes células B, iniciou seu primeiro ciclo de quimioterapia há 36 horas. Ele chega ao pronto atendimento por apresentar náuseas intensas, vômitos, dor abdominal difusa e sensação de fraqueza generalizada. Relata que, desde a noite anterior, urinou pouco, apesar de estar tentando manter boa hidratação oral, conforme recomendado pelo oncologista. No exame físico: Estado geral: cansado, mas orientado; PA: 104 x 66 mmHg; FC: 112 bpm; FR: 22 irpm; SpO2: 96% em ar ambiente. Sem sinais de congestão pulmonar. Abdome levemente doloroso, sem peritonismo. Extremidades perfundidas, sem edema, e sem sinais de desidratação grave. Os exames laboratoriais mostram: Potássio: 6,3 mEq/L; Fósforo: 6,8 mg/dL; Cálcio: 7,1 mg/dL; Ácido úrico: 12,7 mg/dL; Creatinina: 2,1 mg/dL (basal 1,0 mg/dL); DHL: 2.100 U/L; ECG: ondas T apiculadas difusas. A oncologia já havia prescrito hidratação endovenosa, nas primeiras 24 horas após a quimioterapia, com adesão parcial. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, porém com clara piora da função renal e distúrbios metabólicos graves.
Considerando o quadro clínico e laboratorial, qual é a conduta prioritária apropriada nesse momento, além da administração de gluconato de cálcio?
Administrar alopurinol e ampliar hidratação endovenosa.
Administrar diurético para estimular diurese.
Indicar hemodiálise imediata por injúria renal aguda.
Iniciar rasburicase e manter hidratação vigorosa EV.
Restringir potássio e fósforo da dieta e reavaliar em 12 horas.
Homem, 29 anos, portador de diabetes mellitus tipo 1 desde os 17 anos, é trazido ao pronto atendimento por sua namorada devido a quadro de fraqueza intensa, náuseas, dor abdominal difusa e respiração ofegante com início na manhã do mesmo dia. Ela relata que o paciente havia interrompido o uso de insulina basal, há 3 dias, porque acreditou que estava “comendo pouco demais” devido a uma virose. Depois disso, evoluiu com poliúria, polidipsia e perda acentuada de peso. Na avaliação de admissão: Estado geral: sonolento, porém despertável; Glasgow: 14; PA: 102 x 64 mmHg; FC: 124 bpm; FR: 28 irpm, respiração profunda e ruidosa; SpO2: 97% em ar ambiente; Temperatura: 37,4 ºC. Pele seca, turgor diminuído. Halitose cetótica evidente. Abdome: dor difusa à palpação, sem sinais de irritação peritoneal. Exames laboratoriais iniciais: Glicemia: 458 mg/dL; pH arterial: 7,09; HCO3: 8 mEq/L; pCO2: 22 mmHg; Potássio: 4,9 mEq/L; Sódio: 132 mEq/L; Cetonas séricas fortemente positivas; Lactato: 1,9 mmol/L; Creatinina: 1,4 mg/dL. Foi puncionado acesso venoso calibroso e iniciada monitorização. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável.
Diante desse quadro, a primeira intervenção terapêutica apropriada é
administrar insulina regular em bolus seguido de infusão contínua.
administrar bicarbonato de sódio EV.
iniciar reposição volêmica vigorosa com solução fisiológica 0,9%.
repor potássio imediatamente.
iniciar solução glicosada 5%.
Uma mulher de 43 anos, previamente saudável, procura o pronto atendimento após início súbito de falta de ar, enquanto subia escadas em seu trabalho. Ela relata que a dispneia não melhorou com repouso e está acompanhada de dor torácica lateral, que piora com a inspiração profunda. Há três semanas, fraturou o tornozelo e tem permanecido com imobilização e mobilidade limitada. Não faz uso de anticoagulantes e nega febre, tosse produtiva ou sintomas gripais. Na admissão, encontra-se ansiosa, taquipneica e pálida; FR: 26 irpm, SpO2: 90%; FC: 18 bpm, PA: 118 x 76 mmHg. A ausculta cardíaca mostra taquicardia sem sopros, e a ausculta pulmonar apresenta murmúrio vesicular preservado, porém com dor à palpação torácica lateral direita. Alguns exames rápidos são realizados no setor: ECG: taquicardia sinusal; Gasometria: leve hipoxemia e hipocapnia; D-dímero: elevado. A paciente mantém-se hemodinamicamente estável, porém bastante dispneica. Não há sinais de pneumotórax ou infecção.
A partir do exposto, qual o próximo passo apropriado na condução desse caso?
Administrar apenas analgésico e observar por melhora espontânea.
Iniciar anticoagulação plena imediatamente, sem exames adicionais.
Solicitar radiografia de tórax e aguardar o resultado antes de prosseguir.
Indicar teste ergométrico por possível dor torácica de origem cardíaca.
Solicitar angiotomografia de artérias pulmonares.


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A tuberculose pulmonar é uma doença infecciosa de transmissão predominantemente aérea, cujo agente etiológico é o __________, bacilo álcool-ácido resistente que se multiplica lentamente e tem predileção pelo tecido pulmonar.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Mycobacterium tuberculosis.
Streptococcus pneumoniae.
Haemophilus influenzae.
Mycobacterium leprae.
Klebsiella pneumoniae.
Um homem de 58 anos procura atendimento ambulatorial com queixa de dispneia progressiva há 3 meses, associada a edema de membros inferiores e ganho ponderal. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 150/90 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm, estertores bibasais, turgência jugular e hepatomegalia dolorosa. Considerando os princípios da semiologia e do raciocínio clínico, qual representação inicial do problema favorece um raciocínio diagnóstico adequado?
Paciente hipertenso com dispneia crônica e edema periférico, permitindo o diagnóstico clínico imediato de insuficiência cardíaca congestiva.
Homem de meia-idade com sintomas respiratórios e sistêmicos, possivelmente relacionados a doença pulmonar crônica descompensada.
Quadro de dispneia progressiva com sinais clínicos de congestão sistêmica e pulmonar, compatível com síndrome de insuficiência cardíaca.
Paciente com edema e dispneia associados a sobrecarga volêmica secundária à disfunção renal crônica.
Indivíduo com múltiplos fatores de risco cardiovasculares e sintomas compatíveis com doença coronariana estável.
Paciente do sexo masculino, 42 anos, apresenta dor lombar inflamatória há 2 anos. Ao exame físico, teste de Schöber reduzido e expansão torácica diminuída. RX mostra sacroileíte grau III bilateral. Exame complementar de HLA-B27 positivo. Após 6 meses de anti-inflamatórios não-esteroidais (AINE) sem melhora, mantém dor e rigidez. Qual a melhor conduta terapêutica neste momento?
Iniciar metotrexato.
Iniciar anti-TNF (fator de necrose-tumoral).
Aumentar a dose do AINE.
Iniciar corticóide sistêmico em alta dose.
Iniciar tocilizumab (inibidor de interleucina 6).
Paciente do sexo feminino, 18 anos, apresenta-se ao pronto socorro com quadro de rebaixamento do nível de consciência, hálito cetônico, e dor abdominal importante, além de diarreia. Cita ainda que vinha apresentando poliúria e polidipsia. Quanto ao provável diagnóstico assinale a alternativa CORRETA:
O ácido hidroxi-butírico pode não ser detectado por fitas urinárias.
É esperada acidose metabólica com anion gap diminuído.
O mecanismo fisiopatológico da doença é controlado inicialmente com uso de insulina e potássio.
Pacientes com DM2 não podem apresentar o quadro citado.
É mais prevalente em idosos quando comparado com jovens.
O AUDIT-C é uma versão curta do teste de triagem de problemas relacionados ao álcool (Alcohol Use Disorders Identification Test), composta por três perguntas que ajudam o médico no rastreio de pacientes que possam se beneficiar de intervenções. Uma pergunta deste teste é:
Qual a quantidade de doses que você ingere em um dia típico de consumo?
Você tem se sentido culpado pela forma/quantidade que bebe?
Você precisa beber para reduzir sintomas de ressaca/abstinência?
Você já sofreu trauma físico em decorrência da ingesta de álcool?
Outras pessoas já se incomodaram pela forma como você bebe?


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Identifique parâmetro fisiológico diretamente monitorado para avaliação ventilação:
Saturação de potássio sérico.
Pressão arterial diastólica.
Oximetria de pulso e gasometria arterial.
Posição da cânula venosa.
Frequência cardíaca basal.
A síndrome paraneoplásica que se caracteriza por ser síndrome imunomediada, do tipo miastenia, com fraqueza que, geralmente, afeta os membros e poupa os músculos ocular e bulbar. É pré-sináptica, resultando da liberação deficiente de acetilcolina das terminações nervosas, sendo que um anticorpo IgG está envolvido, é a síndrome de:
Guillain-Barré.
Eaton-Lambert.
Degeneração cerebelar aguda.
Dermatomiosite.
Opsoclono-mioclônica.
Assinale a recomendação na abordagem da anafilaxia aguda:
Administrar anti-histamínico oral exclusivamente.
Suspender alimentação e monitorar.
Injetar adrenalina intramuscular imediatamente.
Iniciar soro antibacteriano IV.
Aplicar nebulização isotônica.
Homem de 32 anos, previamente hígido, apresenta quadro de tosse seca, sibilos e sensação de opressão torácica há 6 meses. Os sintomas são predominantemente noturnos e desencadeados por exposição a poeira doméstica, ocorrendo mais de duas vezes por semana, porém não diariamente. Espirometria mostra relação VEF₁/CVF = 0,72 e aumento do VEF₁ de 15% e 250 mL após broncodilatador.
Com base na estratégia preferencial recomendada pelo GINA 2024–2025, o tratamento inicial mais adequado para esse paciente é:
prescrever apenas broncodilatador β₂-agonista de curta duração (SABA) sob demanda, por se tratar de asma leve;
iniciar como monoterapia, corticosteroide inalatório (CI) de manutenção diária em baixa dose, sem broncodilatador de alívio prescrito;
utilizar combinação de corticoide inalatório (formoterol) em baixa dose como medicação única de alívio e manutenção;
iniciar apenas tratamento sintomático e reavaliar com nova espirometria em três meses;
prescrever montelucaste como monoterapia de manutenção, reservando o corticosteroide inalatório (CI) para falha terapêutica.
Homem de 68 anos é trazido ao pronto-socorro por familiares devido a quadro de confusão mental, sonolência progressiva e vômitos há três dias. Familiares relatam que o paciente vem apresentando emagrecimento de aproximadamente 12 kg nos últimos quatro meses, astenia progressiva, dor óssea em região lombar e tosse seca persistente. Nega tabagismo ou etilismo. Nega uso de suplementos vitamínicos, antiácidos contendo cálcio ou diuréticos. Ao exame físico: paciente letárgico mas responsivo a estímulos verbais, Glasgow 14 (abertura ocular espontânea, resposta verbal confusa, obediência a comandos), desidratado com mucosas secas, pressão arterial 102 x 68 mmHg, frequência cardíaca 96 bpm, frequência respiratória 16 incursões por minuto, temperatura axilar 36,8 °C, saturação periférica de oxigênio 94% em ar ambiente. Exame cardiovascular e pulmonar sem alterações significativas à ausculta. Abdômen flácido, indolor, sem massas ou visceromegalias.
Exames laboratoriais iniciais:
• hemograma com hemoglobina 10,2 g/dL (VR: 13-17 g/dL)
• volume corpuscular médio 88 fL (VR: 80-100 fL)
• leucócitos 9.200/mm³ sem desvio
• plaquetas 185.000/mm³
Função renal:
• ureia 78 mg/dL (VR: 10-50 mg/dL)
• creatinina 2,1 mg/dL (VR: 0,7-1,2 mg/dL)
Eletrólitos:
• sódio 136 mEq/L
• potássio 3,8 mEq/L
• cloreto 98 mEq/L
Cálcio total 15,2 mg/dL (VR: 8,5-10,5 mg/dL).
Albumina sérica 3,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL).
Fósforo 2,1 mg/dL (VR: 2,5-4,5 mg/dL).
Magnésio 1,8 mEq/L (VR: 1,5-2,5 mEq/L).
Cálcio corrigido pela albumina: 15,6 mg/dL.
Fosfatase alcalina 420 UI/L (VR: 30-120 UI/L).
Gasometria venosa: pH 7,42, bicarbonato 26 mEq/L.
Glicemia 118 mg/dL.
Eletrocardiograma: ritmo sinusal, frequência cardíaca 94 bpm, intervalo PR 160 ms, intervalo QT 360 ms, intervalo QTc 420 ms (VR: até 440 ms em homens).
Radiografia de tórax evidencia massa em lobo superior direito de aproximadamente 4 cm com espiculação e pequeno derrame pleural à direita.
A conduta inicial apropriada para investigação etiológica da hipercalcemia e tratamento da condição que acomete o paciente é:
solicitar dosagem de paratormônio intacto, vitamina D (25-hidroxivitamina D e 1,25-di-hidroxivitamina D), eletroforese de proteínas séricas com imunofixação e cadeias leves livres no soro; iniciar hidratação vigorosa com solução salina isotônica 200 a 300 mL por hora, administrar furosemida 40 mg intravenoso a cada 12 horas para aumentar excreção renal de cálcio e programar ultrassonografia de paratireoides;
solicitar dosagem de 1,25-di-hidroxivitamina D, enzima conversora de angiotensina sérica, eletroforese de proteínas e tomografia computadorizada de tórax de alta resolução; iniciar hidratação com solução salina isotônica, administrar prednisona 60 mg por dia via oral e programar biópsia transbrônquica para confirmação diagnóstica de sarcoidose;
solicitar dosagem de paratormônio intacto, cálcio urinário de 24 horas, relação cálcio-creatinina urinária e cintilografia de paratireoides com sestamibi; iniciar reposição volêmica com solução salina isotônica e programar cirurgia de paratireoidectomia urgente nas próximas 24 horas devido a hipercalcemia grave sintomática;
solicitar dosagem de hormônio estimulante da tireoide, tiroxina livre, anticorpos antitireoidianos e captação de iodo radioativo pela tireoide; iniciar hidratação venosa com solução salina isotônica, administrar propiltiouracil 200 mg via oral três vezes ao dia e propranolol 40 mg via oral três vezes ao dia para controle da tireotoxicose;
solicitar dosagem de paratormônio intacto, proteína relacionada ao paratormônio, 25-hidroxivitamina D e 1,25-di-hidroxivitamina D; iniciar hidratação com solução salina isotônica 200 a 300 mL por hora ajustada para manter débito urinário 100 a 150 mL por hora e administrar calcitonina 4 unidades por kg subcutânea e ácido zoledrônico 4 mg intravenoso em 15 minutos.


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Mulher de 38 anos, personal trainer, procura atendimento ambulatorial por fadiga progressiva e dispneia aos esforços leves há oito meses. Mantém dieta balanceada, com consumo adequado de carnes vermelhas e vegetais. Menstruações regulares (ciclos de 28 dias, fluxo moderado por 6 dias). Refere episódios ocasionais de distensão abdominal pós-prandial e fezes amolecidas 2-3 vezes por semana, que atribui a “intestino sensível”. Nega sangramentos digestivos evidentes ou perda ponderal significativa. Já realizou três ciclos de sulfato ferroso oral (40 mg de ferro elementar, 3x/dia) nos últimos 6 meses, com melhora discreta e transitória da hemoglobina (máximo: 10,2 g/dL). Ao exame físico: palidez cutaneomucosa ++/4+ e glossite atrófica.
Exames laboratoriais:
• hemoglobina 9,6 g/dL,
• VCM 72 fL,
• HCM 24 pg,
• RDW 18% (aumentado),
• ferro sérico 32 mcg/dL (VR: 50-170),
• ferritina 8 ng/mL (VR: 15-150),
• saturação de transferrina 12% (VR: 20-50%)
• sangue oculto nas fezes negativo (três amostras).
Com base nos achados clínicos e laboratoriais, o diagnóstico e a conduta inicial mais adequados, conforme as diretrizes atuais, são:
anemia ferropriva secundária a sangramento uterino funcional; solicitar ultrassonografia transvaginal e considerar DIU com levonorgestrel;
gastrite atrófica autoimune com deficiência combinada de ferro e vitamina B12; solicitar dosagem de B12, gastrina sérica e anticorpo anticélula parietal;
doença celíaca com má absorção de ferro; solicitar sorologia para antitransglutaminase tecidual IgA e IgA total;
anemia ferropriva refratária a ferro oral (IRIDA – iron-refractory iron deficiency anemia); iniciar reposição com ferro parenteral e solicitar dosagem de hepcidina;
síndrome de má absorção por supercrescimento bacteriano intestinal (SIBO); solicitar teste respiratório de hidrogênio expirado e considerar antibioticoterapia empírica.
Mulher de 48 anos procura atendimento médico para avaliação de rotina. Refere ganho ponderal progressivo nos últimos anos, com aumento da circunferência abdominal. Nega consumo regular de bebidas alcoólicas (consome esporadicamente em festas, não ultrapassando 20g de etanol/semana). Não faz uso de medicações hepatotóxicas.
Ao exame físico: IMC 32 kg/m², circunferência abdominal 96 cm, pressão arterial 138 x 88 mmHg; restante do exame físico sem particularidades.
Exames laboratoriais:
• glicemia de jejum 118 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)
• hemoglobina glicada 6,2% (VR: <5,7%)
• AST 48 U/L (VR: 10-40 U/L)
• ALT 62 U/L (VR: 10-40 U/L)
• relação AST/ALT 0,77
• fosfatase alcalina 88 U/L (VR: 40-150 U/L)
• GGT 72 U/L (VR: 8-61 U/L)
• bilirrubina total 0,8 mg/dL (VR: 0,3-1,2 mg/dL)
• albumina 4,2 g/dL (VR: 3,5-5,0 g/dL)
• colesterol total 238 mg/dL
• HDL 38 mg/dL (VR: >40 mg/dL em mulheres)
• triglicerídeos 185 mg/dL (VR: <150 mg/dL)
• Plaquetas 220.000/mm³ (VR: 150.000-400.000/mm³)
• sorologias para hepatites B e C negativas
• ferritina 180 ng/mL (VR: 15-150 ng/mL em mulheres)
• anticorpos antinucleares (FAN) negativo
• anticorpo antimitocôndria (AMA) negativo
Ultrassonografia de abdômen superior: fígado com dimensões aumentadas e ecotextura difusamente hiperecogênica, compatível com esteatose hepática moderada a acentuada; vesícula biliar, vias biliares, pâncreas e baço sem alterações. Escore FIB-4 calculado: 1,33.
A conduta apropriada para essa paciente é:
realizar elastografia transitória por ultrassom (VCTE) para avaliação não invasiva de fibrose hepática;
solicitar biópsia hepática para estadiamento definitivo da fibrose, considerando o valor indeterminado do FIB-4;
acompanhar clinicamente com ultrassonografia de abdômen anual, sem necessidade de investigação adicional para fibrose;
iniciar tratamento com ácido ursodesoxicólico e reavaliar a função hepática em seis meses;
solicitar ressonância magnética de abdômen com contraste para melhor caracterização da esteatose hepática.
Um homem de 26 anos apresenta dor em fossa ilíaca direita há 18 horas, anorexia, febre baixa e náuseas. Ao realizar exame, constata-se que há defesa localizada e sinal de Blumberg discreto. Hemograma com leucocitose e neutrofilia. A tomografia evidencia apêndice inflamado com pequena coleção periapendicular e gás extraluminal restrito, sem peritonite difusa. A equipe define como tratamento inicial e estratégia para reduzir as complicações, antibioticoterapia adequada e controle do foco, pois diante do cenário, outras alternativas podem aumentar o risco de complicações. Diante disso, indique a conduta mais apropriada:
Apendicectomia imediata por via aberta.
Apenas administração de líquidos.
Antibiótico e alta ambulatorial.
Antibiótico e drenagem percutânea.
Observação clínica sem antibiótico.
No que se refere ao tratamento dos acidentes causados por serpentes do gênero Philodryas, especialmente Philodryas olfersii, assinale a alternativa correta:
O tratamento baseia-se prioritariamente na administração obrigatória de soro antibotrópico, uma vez que seus benefícios clínicos já estão plenamente comprovados em acidentes humanos.
O tratamento dos acidentes por Philodryas olfersii consiste exclusivamente em medidas cirúrgicas locais, sendo contraindicado o uso de qualquer tipo de soroterapia.
O tratamento nos casos de acidentes por Philodryas olfersii é sintomático, sendo o uso de soro antibotrópico formalmente contraindicado devido à ausência de antígenos comuns com serpentes do gênero Bothrops.
O tratamento nos casos de acidentes por Philodryas olfersii é sintomático. Tem sido relatada experimentalmente a neutralização da ação hemorrágica do veneno de Philodryas pelo soro antibotrópico. Este fato sugere a presença de antígenos comuns aos venenos dessas serpentes e algumas espécies de Bothrops.
O tratamento dos acidentes por colubrídeos deve sempre incluir soroterapia específica, independentemente da gravidade do quadro clínico apresentado.
Homem, 67 anos, hipertenso e diabético, é conduzido ao pronto-socorro com história de febre há 3 dias, tosse produtiva, prostração e piora progressiva do estado geral. Nas últimas 12 horas, apresentou confusão mental e redução da diurese. Na avaliação tem-se:
Exames laboratoriais iniciais apresentam:
Ecocardiograma à beira do leito:
Considerando o caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.
O paciente apresenta um choque de etiologia mista: distributivo pelo componente séptico e obstrutivo devido ao tamponamento cardíaco.
A coleta de culturas deve ser realizada anteriormente à administração de antibioticoterapia.
A droga vasoativa de escolha para esse paciente é a noradrenalina.
A oligúria (40 mL nas últimas 4 horas) é um sinal de hipoperfusão renal e disfunção orgânica associada ao choque.
A acidose metabólica observada na gasometria é compatível com hipoperfusão tecidual e hiperlactatemia.


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