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De acordo com diretrizes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e protocolos do Ministério da Saúde (MS) na Linha de Cuidado à Pessoa Idosa, incluindo recomendações para avaliação multidimensional e prevenção iatrogênica, qual é a principal distinção clínica entre delirium e demência no idoso, considerando curso temporal, características cognitivas e etiologia, para orientação terapêutica?
Ambas têm início gradual e progressivo, mas delirium afeta apenas a memória recente com preservação da atenção, enquanto demência causa alucinações constantes sem fatores precipitantes
Delirium é crônico e irreversível com declínio lento da cognição global, diferindo da demência, que é aguda e flutuante, precipitada por eventos isolados, como cirurgias.
A distinção reside apenas na etiologia: delirium por causas genéticas familiares, demência por infecções agudas, sem diferenças no curso temporal ou sintomas cognitivos.
Delirium apresenta início agudo (horas a dias), flutuações diárias na atenção e consciência, com causas precipitantes reversíveis, enquanto demência tem início gradual (meses a anos), declínio cognitivo persistente sem flutuações marcantes e etiologia neurodegenerativa crônica.
Delirium não altera a consciência e é exclusivo de idosos institucionalizados, enquanto demência é aguda com flutuações noturnas e reversível com medicamentos isolados.