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Homem de 79 anos apresenta declínio cognitivo progressivo há dois anos, com prejuízo para atividades instrumentais de vida diária. O cuidador relata perda de peso, uso irregular das medicações e episódios de incontinência urinária recente. Qual abordagem melhor representa o conceito de atenção integral ao idoso nesse caso?
Focar exclusivamente o tratamento farmacológico da demência.
Priorizar a institucionalização imediata do paciente.
Avaliar e intervir sobre síndromes geriátricas associadas.
Solicitar exames de neuroimagem seriados como estratégia principal.
Encaminhar apenas para acompanhamento neurológico especializado.
A doença de Parkinson é uma doença degenerativa e lentamente progressiva de áreas específicas do cérebro. É caracterizada pelo tremor quando os músculos estão em repouso (tremor de repouso), aumento no tônus muscular (rigidez), lentidão dos movimentos voluntários e dificuldade de manter o equilíbrio (instabilidade postural). Em muitas pessoas, o pensamento torna-se comprometido ou desenvolve-se demência. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
A doença de Parkinson é a primeira doença degenerativa mais comum do sistema nervoso central em comparação com a doença de Alzheimer.
Na doença de Parkinson, a sinucleína (uma proteína no cérebro que ajuda as células nervosas a se comunicarem) forma aglomerados chamados corpos de Lewy nas células nervosas. Os corpos de Lewy consistem em sinucleína que mudou de forma (mal dobrada) e se tornou anormal.
A doença de Parkinson normalmente começa entre os 50 e 79 anos. Raramente, ela ocorre em crianças ou adolescentes.
Há indícios crescentes de que a doença de Parkinson é parte de uma doença mais disseminada. Nesta doença, a sinucleína se acumula não apenas no cérebro, mas também em células nervosas do coração, esôfago, intestinos e em outros locais. Consequentemente, ela causa outros sintomas, como sensação de desmaio iminente quando a pessoa se levanta, constipação e dificuldade em engolir, dependendo de onde a sinucleína se acumula.
Nas causas de doença de parkinson, a sinucleína pode se acumular em várias regiões do cérebro, principalmente na substância negra (na profundidade do telencéfalo) e interferir na função cerebral. Os corpos de Lewy geralmente se acumulam em outras partes do cérebro e do sistema nervoso, sugerindo que podem estar envolvidos em outras doenças.
Em paciente idoso com doença coronariana estável, um padrão clínico de isquemia miocárdica frequentemente mais observado que a dor torácica típica é:
dor torácica em queimação, bem localizada com ponto doloroso.
dor intensa em pontada que piora com a inspiração profunda.
dor em aperto irradiando para o epigástrio com tosse produtiva.
dor pleurítica lateral aliviada por decúbito contralateral.
dispneia, fadiga desproporcional ao esforço e mal-estar inespecífico.
Em idoso frágil com polifarmácia, o uso crônico de benzodiazepínico de longa ação está classicamente associado à/ao:
maior estabilidade postural e redução de quedas.
aumento do risco de quedas, delirium e comprometimento cognitivo.
melhora sustentada da memória recente e da atenção.
redução do risco de depressão maior e ideação suicida.
proteção contra hipotensão ortostática relacionada a outros fármacos.
Um paciente idoso de 82 anos está internado no centro de terapia intensiva de um hospital de referência, após tratamento cirúrgico de diverticulite aguda. No quinto dia pós-operatório, ele evolui com dor e edema assimétrico em membro inferior esquerdo. O exame complementar confirma uma trombose venosa profunda (TVP). Sobre a condução do caso, pode-se afirmar que o(a):
diagnóstico de TVP é clínico e a dor à compressão da panturrilha é um sinal com boa acurácia
exame considerado padrão-ouro para o diagnóstico de TVP é a venografia, apesar de ser tecnicamente complicado
filtro de veia cava é indicado a pacientes idosos, principalmente àqueles submetidos a cirurgias de grande porte
d-dímero é um exame com baixa sensibilidade, mas sugere o diagnóstico de TVP nesse caso, devendo iniciar a anticoagulação plena prontamente
profilaxia pode ser realizada com o fondaparinux, um anticoagulante menos usado, porém mais seguro em pacientes com insuficiência renal crônica conservadora


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Leia o caso a seguir.
Mulher, 78 anos, com histórico de osteoartrite e hipertensão, queixa-se de insônia de início recente, tristeza e ansiedade após o falecimento de um familiar. A filha solicita uma medicação "para os nervos". Ao revisar o prontuário, você nota que a paciente já teve dois episódios de quedas no último ano; orienta, então, terapia cognitivo-comportamental e higiene do sono. Após alguns meses, retornam, dizendo não ter havido melhora e os sintomas persistem incômodos e atrapalhando a qualidade de vida.
Segundo os Critérios de Beers, qual conduta é a adequada nesse caso?
Prescrever mirtazapina 15 mg à noite, por ser um antidepressivo e antagonista H1, útil no tratamento da insônia e depressão.
Prescrever amitriptilina 25 mg à noite, aproveitando o efeito sedativo para tratar a insônia e a dor da osteoartrite.
Prescrever quetiapina 25 mg à noite, por ser um antipsicótico atípico com menor risco de sintomas extrapiramidais.
Prescrever diazepam 5 mg à noite, por ter meia-vida longa e garantir estabilidade.
A instabilidade postural e a ocorrência de quedas representam importantes problemas de saúde em idosos, impactando mobilidade, independência e risco de complicações graves. Sobre os fatores de risco, mecanismos fisiológicos e estratégias preventivas, analise as afirmativas a seguir.
I.Alterações sensoriais relacionadas à visão, audição e propriocepção contribuem significativamente para a instabilidade postural, aumentando o risco de quedas em idosos.
II.O uso de medicamentos antihipertensivos, sedativos ou psicotrópicos não influencia a frequência de quedas, pois esses fármacos não afetam equilíbrio nem tempo de reação.
III.Exercícios de fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e fisioterapia voltada para mobilidade demonstram redução significativa da incidência de quedas em programas preventivos para idosos.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
II.
I.
I, II e III.
I e III.
Na avaliação geriátrica, a utilização de exames complementares e instrumentos de avaliação funcional é essencial para identificar condições clínicas, planejar intervenções e reduzir riscos perioperatórios, incluindo procedimentos cirúrgicos de baixa e alta complexidade. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O uso de escalas de avaliação funcional, como o Índice de Katz ou o Lawton & Brody, é desnecessário em idosos, pois a idade cronológica é suficiente para estimar capacidade funcional e autonomia.
(__)Exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados de forma padronizada em todos os idosos antes de procedimentos, independentemente do histórico clínico ou avaliação física, para reduzir qualquer risco cirúrgico.
(__)Testes de desempenho físico, como o Timed Up and Go (TUG) ou teste de caminhada de seis minutos, não têm relevância para identificar risco de quedas ou comprometimento funcional em pacientes idosos.
(__)A avaliação geriátrica abrangente deve combinar exames laboratoriais, de imagem e instrumentos de avaliação funcional e cognitiva, adaptados ao estado clínico do paciente, para orientar planejamento terapêutico individualizado e reduzir complicações.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, F, V
V, F, F, F.
V, V, V, V.
F, F, V, V.
Caso hipotético: J.C.S., 91 anos, sexo feminino, residente em Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) há dois anos, após internação prolongada por pneumonia aspirativa. É portadora de transtorno neurocognitivo maior por Doença de Alzheimer, com evolução de cerca de 12 anos. Atualmente, encontra-se acamada, afásica, em uso de dieta enteral por gastrostomia; apresenta dupla incontinência. Em exame físico, foi observada contratura fixa em membros superiores e inferiores. Não apresenta lesões cutâneas.
Considerando o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA.
Trata-se de um caso de Síndrome da Imobilidade, havendo elegibilidade para abordagem em cuidados paliativos.
O diagnóstico de Síndrome da Imobilidade está descartado, pois a paciente não apresenta lesões por pressão.
Apesar da limitação funcional, a paciente não preenche critérios para Síndrome da Imobilidade, tampouco apresenta indicação de cuidados paliativos, pois mantém função neurológica preservada.
O diagnóstico de Síndrome da Imobilidade depende exclusivamente do tempo de restrição ao leito, o que não está claro no caso.
Toda pessoa idosa acamada desenvolve inevitavelmente a Síndrome da Imobilidade.
Entre as diretrizes da Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa estabelecida pela Portaria GM/MS 2.528/2006, destaca-se o(a):
limitação do controle social sobre políticas públicas.
reorganização da atenção exclusiva às urgências geriátricas.
restrição orçamentária para serviços de longa permanência.
promoção do envelhecimento ativo e saudável.
desestímulo à pesquisa em saúde do idoso.


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Caso hipotético: C.A.S., 87 anos, sexo masculino, portador de hipertensão arterial sistêmica, diabetes Mellitus tipo 2 e dislipidemia, necessitou de internação hospitalar prolongada para tratamento de uma infecção no pé esquerdo. Após a alta, retornou para casa apresentando perda de peso significativa, marcha lentificada e dificuldade em levantar-se da cadeira. Peso = 61 kg; Altura = 1,78 m (IMC = 19,3 kg/m²); Circunferência da panturrilha direita = 29 cm.
De acordo com o algoritmo do European Working Group on Sarcopenia in Older People 2 (EWGSOP2), qual é o próximo passo na investigação?
Solicitar análise de Bioimpedância Elétrica (BIA).
Medir a força de preensão palmar com dinamômetro.
Realizar densitometria óssea de coluna e fêmur.
Aplicar o teste de caminhada de 400 m.
Solicitar ressonância magnética de corpo inteiro.
Medicamentos Potencialmente Inapropriados (MPI) são fármacos cujo risco tende a superar os benefícios em pessoas idosas, especialmente diante de multimorbidade e polifarmácia.
Com base nas recomendações atuais de uso racional de medicamentos nesta população, assinale a alternativa CORRETA.
A ferramenta STOPP/STARTavalia apenas omissões terapêuticas (PPOs), não contemplando o uso inadequado de medicamentos.
O uso concomitante de inibidores da bomba de prótons (IBP) e clopidogrel é contraindicado por aumentar risco de hemorragia digestiva alta.
Apresença de bradicardia assintomática contraindica de forma absoluta o uso de inibidores da colinesterase em demência.
Cascata de prescrição refere-se à retirada gradual e planejada de fármacos potencialmente inapropriados.
Benzodiazepínicos devem ser evitados em idosos, pois aumentam o risco de quedas, confusão e comprometimento cognitivo, segundo os Critérios de Beers.
A avaliação e o manejo da incontinência urinária e fecal são essenciais em pacientes geriátricos, especialmente antes de procedimentos cirúrgicos que possam interferir na função pélvica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A incontinência fecal em idosos é geralmente causada por doenças neurológicas agudas, não envolvendo fatores anatômicos ou funcionais do esfíncter anal ou reto.
(__)A incontinência urinária de esforço ocorre principalmente devido à fraqueza do assoalho pélvico e insuficiência da uretra para manter continência durante aumento da pressão intra-abdominal, sendo frequentemente associada a múltiplos partos em mulheres.
(__)O envelhecimento isolado não influencia a função do esfíncter anal nem aumenta a predisposição à incontinência fecal, sendo fatores genéticos a única causa relevante nessa população.
(__)Estratégias de reabilitação do assoalho pélvico, incluindo exercícios de fortalecimento muscular, biofeedback e eletroestimulação, demonstram eficácia em reduzir episódios de incontinência urinária e fecal em pacientes selecionados.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, V, V.
V, F, F, F.
F, F, V, V.
F, V, F, V.
A aterosclerose é uma doença crônica multifatorial que afeta predominantemente idosos e está associada a eventos cardiovasculares graves. Considerando os mecanismos fisiopatológicos e fatores de risco relacionados a esta condição, analise as afirmativas a seguir.
I.A aterosclerose inicia-se com disfunção endotelial, seguida de acúmulo de lipídios na íntima arterial, recrutamento de células inflamatórias e formação de placas fibrosas que podem evoluir para complicações isquêmicas.
II.A aterosclerose pode acometer qualquer artéria muscular ou elástica, sendo as coronárias, carótidas, aorta e artérias periféricas os principais territórios clinicamente relevantes em geriatria.
III.O tabagismo, a hipertensão arterial e a dislipidemia não possuem impacto significativo na progressão da aterosclerose em idosos, sendo fatores de risco irrelevantes nesta faixa etária.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
II.
I e II.
I e III.
I, II e III.
Você atende uma idosa de 79 anos, hipertensa controlada, diabética, com insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, doença arterial coronariana com angioplastia há cinco anos e osteoporose. Durante a consulta de rotina, a filha reclama que a paciente toma muitos remédios e questiona se não seria possível suspender algum deles. Paciente deambula sem apoio, porém apresenta risco de queda elevado devido à instabilidade postural. Alimentação rica em carboidratos e laticínios. Há um ano com fratura de colo de fêmur após queda da própria altura. Nega AVC, sangramentos e uso de álcool prévios. Medicações em uso: sacubitril + valsartana, dapaglifozina, espironolactona, carvedilol, clopidogrel, AAS, carbonato de cálcio. Exames de sangue demonstram boa função hepática e renal.
De acordo com o exposto, assinale a alternativa que apresenta o melhor manejo medicamentoso para essa paciente.
Suspender o clopidogrel, mantendo apenas AAS como antiagregante, pois já realizou angioplastia há mais de 5 anos e não há indicação de dupla antiagregação, reduzindo risco de sangramento e polifarmácia.
Suspender o carbonato de cálcio devido ao risco de constipação e substituí-lo por citrato de cálcio, mais seguro em pacientes idosos, mantendo todos os demais medicamentos. Iniciar tratamento para osteoporose com fármaco específico (ex.: alendronato) e suplementar vitamina D conforme níveis séricos.
Suspender a espironolactona, pois, em idosos com insuficiência cardíaca leve, o benefício é pequeno e o risco de hipercalemia supera as vantagens.
Iniciar anticoagulação com DOAC, suspender AAS, clopidogrel e carvedilol, pois betabloqueadores podem aumentar o risco de quedas em idosos e devem ser evitados quando há instabilidade postural, priorizando a segurança motora. Solicitar nova densitometria óssea.
Iniciar anticoagulação com DOAC, suspender AAS e clopidogrel, suspender o cálcio pela ingestão dietética adequada, otimizar o tratamento da osteoporose com fármaco específico (ex.: alendronato) e suplementar vitamina D conforme níveis séricos.


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Mulher, 60 anos, previamente saudável, professora aposentada, inicia há um ano quadro de declínio cognitivo progressivo, caracterizado por dificuldade de memória para fatos recentes, repetição de perguntas, desorientação esporádica em locais conhecidos e piora no desempenho de suas atividades diárias (esquecendo de pagar as contas de casa e dificuldade para preparar refeições). Há antecedente familiar de mãe com demência em idade precoce. No exame, apresenta Miniexame do Estado Mental (MEEM) de 22/30, com prejuízo em memória e funções executivas. Tomografia sem alterações relevantes.
Diante da hipótese diagnóstica de quadro demencial de início precoce e necessidade de maior esclarecimento etiológico, qual é a próxima conduta mais apropriada?
Solicitar ressonância magnética e iniciar inibidor de acetilcolinesterase, pois se trata de doença de Alzheimer de início precoce.
Solicitar Ressonância Magnética com volumetria e triagem sanguínea metabólica e infectocontagiosa ampliada (TSH, B12, folato, função hepática e renal, sífilis, HIV e hepatites) e repetir avaliação cognitiva em 6 meses.
Realizar PET-FDG e iniciar antidepressivo, para descartar possibilidade de pseudodemência.
Solicitar Ressonância Magnética com volumetria, triagem sanguínea metabólica e infectocontagiosa ampliada e realizar punção lombar para análise do líquor. Se disponível no serviço, incluir biomarcadores para doença de Alzheimer no líquor.
Solicitar Ressonância Magnética com volumetria, triagem sanguínea metabólica e infectocontagiosa ampliada e encaminhar diretamente para teste genético (ex.: APP, PSEN1/2).
Idosa, 84 anos, com hipertensão, fibrilação atrial, diabetes tipo 2 e osteoartrite, utiliza atualmente: losartana, metformina, apixabana e paracetamol conforme necessidade. Ela relata dor intensa nos joelhos e decide, por conta própria, adicionar ibuprofeno ao tratamento diário. Sobre interações medicamentosas relevantes nesse caso, assinale a alternativa INCORRETA.
O uso de ibuprofeno pode reduzir o efeito antihipertensivo da losartana, elevando a pressão arterial.
A associação entre ibuprofeno e apixabana aumenta o risco de sangramento e deve ser evitada sempre que possível.
A combinação de metformina com antiinflamatórios não esteroidais pode aumentar o risco de insuficiência renal, o que secundariamente pode elevar níveis de metformina e predispor à acidose láctica.
Paracetamol pode ser usado concomitantemente com apixabana sem aumentar risco de sangramento, sendo analgésico preferencial quando possível.
O ibuprofeno é a melhor escolha analgésica para idosos anticoagulados, pois não aumenta o risco de sangramento gastrointestinal e protege a mucosa gástrica quando comparado ao paracetamol.
Paciente, sexo masculino, 86 anos, vai à primeira consulta geriátrica acompanhado do filho, deambula sem apoio. Refere quadro de tremores nas mãos há aproximadamente 4 meses, com dificuldade em segurar a xícara de café devido ao tremor. Também relata dispneia aos médios esforços. Nega quedas no último ano. Nega alucinações, alteração cognitiva, hiposmia e instabilidade postural. Antecedentes: DPOC diagnosticada há 6 meses; hipotireoidismo. Em uso atual de: levotiroxina 75 mcg, formoterol + budesonida inalatório 12/400 mcg 2x/dia, nebulização com brometo de ipratrópio 15 gotas 2x/dia. Escalas de avaliação: Lawton: 27/30; Frail: 1/5; SARC-CalF: 2/20. Circunferência de panturrilha: 34 cm. Ao exame: BEG, corado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril. MV+ bilateralmente reduzidos globalmente. Sibilos esparços. Sat. O2: 94% ar ambiente. ACV: RCR a 2 T, sem sopros. FC: 76 bpm. PA: 110x80 mmhg. Presença de tremor de mãos bilateral, simétrico, de ação e também postural de baixa amplitude e alta frequência. Sem demais achados.
Sobre esse caso, assinale a alternativa correta.
O paciente é frágil e apresenta indicação de intervenção multidisciplinar para reversão do quadro.
O paciente tem sarcopenia provável e o próximo passo é avaliar a força muscular através do teste de velocidade da marcha ou SPPB.
A provável causa do tremor do paciente é o tremor essencial, devendo esse paciente ser esclarecido sobre o curso benigno da doença.
A provável causa do tremor do paciente é medicamentosa, devido ao uso da medicação inalatória (formoterol), mas deve-se excluir outras causas, como hipertireoidismo iatrogênico.
O quadro configura parkinsonismo, devendo-se prosseguir investigação com ressonância magnética de crânio.
Mulher de 66 anos, hipertensa, diabética, DRC estágio IIIb, independente para atividades de vida diária, sem história prévia de infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral, apresenta IMC de 24 kg/m² e hemoglobina glicada de 8,1%. Microalbuminúria: 33. Em uso de: metformina de liberação prolongada 1.000 mg/dia, losartana 100 mg/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia. Considerando o exposto, a conduta mais adequada é
prescrever análogo de GLP1 para otimizar perda ponderal, reduzir risco cardiovascular e atingir meta glicêmica adequada. Suspender metformina para evitar sintomas gastrointestinais.
manter medicamentos em uso, pois hemoglobina glicada está dentro do esperado, considerando a paciente idosa.
associar iSGLT2, como dapaglifozina, objetivando melhor controle glicêmico e proteção renal.
suspender metformina e trocar por dapaglifozina para melhor controle glicêmico e proteção renal.
Aumentar metformina para 2 g/dia e associar dapaglifozina para melhor controle glicêmico.
Os nódulos de tireoide são mais comuns e prevalentes com o envelhecimento. Em relação a esse tema, analise as assertivas a seguir:
I. Aos 65 anos de idade, cerca de 10% dos indivíduos em áreas suficientes em iodo têm nódulos da tireoide quando avaliados por ultrassonografia, sendo assim importante a solicitação do screening por imagem de tireoide como medida preventiva em pacientes assintomáticos.
II. Para nódulos até a classificação TI-RADS 4, não é necessária a realização de punção por agulha fina, não sendo necessário o encaminhamento pelo médico geriatra ao especialista, mas sim o monitoramento frequente pelo médico geriatra.
III. Deve-se proceder a uma avaliação ultrassonográfica do nódulo de tireoide mais detalhada em busca de características que possam auxiliar na identificação da natureza benigna ou maligna mesmo quando TSH normal.
Quais estão corretas?
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e III.
Apenas II e III.


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