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Um lactente de 2 meses e 14 dias de idade, que recebeu a vacina BCG intradérmica ao nas...

Um lactente de 2 meses e 14 dias de idade, que recebeu a vacina BCG intradérmica ao nascer, é trazido à consulta por sua mãe. A mãe está preocupada, pois, nas últimas 4 semanas, o local da vacinação desenvolveu uma lesão que, inicialmente, era uma pápula, evoluiu para um nódulo eritematoso de aproximadamente 1 cm de diâmetro e, mais recentemente, apresentou uma ulceração central com discreta secreção seropurulenta ocasional. Adicionalmente, a mãe notou um linfonodo móvel e não doloroso de cerca de 1,5 cm na axila ipsilateral (direita). O bebê está ativo, mamando bem, afebril e com ganho ponderal adequado. Não há sinais de inflamação perilesional intensa nem eritema significativo estendendo-se além da área do nódulo.


Quais são a avaliação mais adequada e a conduta recomendada para esse lactente?


A

A ulceração com secreção seropurulenta indica infecção bacteriana secundária; deve-se prescrever antibioticoterapia oral de amplo espectro por 10 dias e solicitar ultrassonografia da axila para avaliar abscesso.


B

A linfadenite axilar de 1,5 cm é uma indicação para drenagem cirúrgica imediata, dada a possibilidade de progressão para abscesso frio e fistulização, e a lesão local deve ser excisada para evitar cicatriz inestética.


C

A lesão local e a adenopatia ipsilateral sugerem uma complicação grave da vacina BCG, como BCGite disseminada; o lactente deve ser imediatamente internado e iniciado um esquema de politerapia antituberculose.


D

A lesão é uma BCGite local e o linfonodo axilar representa linfadenite BCG não supurativa, ambas manifestações normais da vacina BCG; a conduta é tranquilizar a mãe e orientar sobre higiene local, sem necessidade de intervenção medicamentosa ou investigação adicional nesse momento.


E

A lesão ulcerada e o linfonodo axilar sugerem uma resposta inflamatória exagerada; deve-se aplicar corticosteroide tópico de alta potência na lesão local e prescrever ibuprofeno oral para a adenopatia.