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Um homem de 32 anos, agricultor, é trazido à emergência após sofrer mordida e arranhadura na mão e no antebraço direito enquanto trabalhava em sua propriedade rural. Segundo relato, um saruê (gambá de orelha preta) o agrediu sem provocação aparente. O animal não foi capturado e desapareceu na mata adjacente. Ao exame, o paciente apresenta ferimento profundo na mão e no antebraço direito com cerca de 5 cm. A ferida apresenta sinais de contaminação com sujidade do solo. O paciente relata ter recebido última dose de vacina contra tétano há 8 anos. Nega comorbidades e alergias medicamentosas. O tempo transcorrido desde a agressão até a procura pelo atendimento foi de 4 horas.
A conduta adequada em relação à profilaxia antirrábica nesse caso é
aplicar a vacina antirrábica com 5 doses, sem a indicação da imunoglobulina, que está indicada quando ocorrer a exposição de mucosas.
capturar e observar o animal por 10 dias.
aplicar soro antirrábico intralesional e a vacinação antirrábica 3 doses intradérmica.
aplicar soro antirrábico intralesional, sendo o restante administrado com dose calculada por peso via intramuscular, e vacinação antirrábica com 4 doses.
aplicar a vacina antirrábica com 5 doses associada a soro antirrábico intralesional, sem a necessidade da complementação intramuscular.