

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Um paciente com epilepsia focal estrutural faz uso de Fenitoína 300 mg/dia e mantém controle parcial das crises. O nível sérico é de 8 mcg/mL (faixa terapêutica: 10-20 mcg/mL). O médico decide aumentar a dose para 400 mg/dia (+33%). Após 3 semanas, o paciente retorna ao PS com ataxia, nistagmo grosseiro e disartria. O novo nível sérico é de 32 mcg/mL. A característica farmacocinética da Fenitoína que explica esse fenômeno desproporcional é:
A Fenitoína sofre indução enzimática auto-induzida, o que paradoxalmente aumenta sua meia-vida em doses mais altas.
Ela segue uma farmacocinética de primeira ordem linear, mas a interação com alimentos aumentou a biodisponibilidade de forma errática.
A ligação proteica da Fenitoína diminuiu abruptamente com o aumento da dose, elevando a fração livre, embora a fração total devesse ter subido linearmente.
A Fenitoína é um pró-fármaco que requer ativação ácida no estômago; o aumento da dose causou gastrite e absorção errática maciça.
Ela apresenta cinética de Michaelis-Menten (saturação), onde pequenos aumentos de dose acima do ponto de saturação geram aumentos exponenciais na concentração sérica.