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O diagnóstico diferencial das cefaleias e o manejo da Epilepsia são rotinas na clínica médica. Assinale a alternativa que descreve corretamente a Migrânea (Enxaqueca) sem aura.
As crises epilépticas de ausência são caracterizadas por abalos mioclônicos generalizados seguidos de período pós-ictal prolongado com confusão mental e paresia de Todd.
O tratamento profilático da Enxaqueca deve ser iniciado em todos os pacientes que apresentem pelo menos um episódio de cefaleia mensal, independentemente da intensidade da dor ou do prejuízo funcional.
A Migrânea sem aura caracteriza-se por cefaleia recorrente com crises que duram de 4 a 72 horas, localização tipicamente unilateral, caráter pulsátil, intensidade moderada a grave, agravada por atividade física e associada a náuseas e/ou fotofobia e fonofobia.
O quadro clínico da Migrânea é marcado por dor em pressão (não pulsátil), de localização holocraniana (bilateral), de leve intensidade, sem sintomas autonômicos associados e que melhora invariavelmente com o sono.
A Cefaleia em Salvas (Cluster Headache) manifesta-se como dor bilateral contínua, de caráter surdo, com duração de semanas, associada a prurido ocular e rinorreia hialina profusa em mulheres jovens.
Paciente jovem teve queda da própria altura sem traumatismo craniano. Ao exame neurológico, notou-se que a mão direita estava caída. Aventou-se a hipótese de lesão do nervo radial.
Em relação à lesão desse nervo, assinale a alternativa correta.
Fraqueza dos músculos interósseos.
Pode-se ter déficit de pinça.
Atrofia da eminência hipotenar em casos crônicos.
Acomete a musculatura da eminência tenar.
Pode-se apresentar hipoestesia no dorso da mão acometida.
As cefaleias primárias são distúrbios neurológicos caracterizados por dores de cabeça recorrentes sem causa subjacente identificável, representando cerca de 90% dos casos de cefaleia na população geral.
Assinale a alternativa correta sobre a classificação das cefaleias primárias.
Classificadas em cefaleia tensional e enxaqueca, com subdivisões por intensidade (leve, moderada, grave), ignorando cefaleias autonômicas ou outras formas raras.
Classificadas em cefaleias secundárias a trauma, vasculares e infecciosas, com ênfase em causas subjacentes, como hipertensão ou sinusite, sem grupo para formas idiopáticas.
Classificadas em cefaleia em salvas como principal, seguida de variantes tensional e migranosa, com critérios exclusivos baseados em imagem cerebral rotineira.
Classificadas em enxaqueca, cefaleia do tipo tensão, cefaleias trigêmino-autonômicas e cefaleias primárias da tosse, do exercício, associada à atividade sexual.
Classificadas em enxaqueca, cefaleia hípnica e cefaleia do tipo tensão, dispensando cefaleias trigemino-autonômicas.
Paciente masculino, 45 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial e depressão maior refratária a diversos tratamentos. Atualmente em uso de sertralina, losartana, hidroclorotiazida, selegilina e rosuvastatina. Admitido em pronto-socorro com familiares referindo quadro de ansiedade, inquietação e instabilidade postural após uma discussão familiar. Ao exame físico, apresentava febre, diaforese, midríase reagente, tremores generalizados e hiperreflexia.
O diagnóstico provável é
surto psicótico.
síndrome serotoninérgica.
síndrome neuroléptica maligna.
crise de ansiedade.
distúrbio funcional.
Paciente, 62 anos, iniciou declínio cognitivo progressivo e rápido há 3 meses, com alterações de comportamento, alucinações visuais, mioclonias e episódios de rigidez. Ao exame físico, notou lentificação do pensamento, mioclonias e apraxia.
O que pode ser encontrado, nos exames complementares, se a suspeita diagnóstica for a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ)?
Ressonância crânio com hipersinal cortical difuso em DWI.
Líquor com pleocitose e hiperproteinorraquia.
Eletroencefalograma com predomínio de ondas beta.
Vitamina B12 sérica sempre baixa.
Tomografia computadorizada do crânio com atrofia cerebelar.


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As parassonias são fenômenos verbais ou motores que surgem no sono ou na transição vigília-sono. Assinale a alternativa correta.
Todas as parassonias têm aspecto genético.
Terror noturno ocorre no final da noite.
Distúrbio comportamental do sono REM apresenta atividade motora.
Sonambulismo ocorre no sono REM.
Nenhuma parassonia tem ativação autonômica.
Em caso de hipertensão intracraniana refratária a tratamentos iniciais, qual medicação a seguir citada é indicada?
Tiopental.
Morfina.
Precedex.
Oxido nitroso.
Soro fisiológico 20%.
Qual seria o nível de uma lesão medular que estaria associada à perda de sensibilidade a partir da linha do mamilo?
L5
T4
T5
L1
C2
Em relação ao cuidado e às orientações aos pacientes com doenças neuromusculares, é correto afirmar que
o fenômeno miotônico tipicamente piora no calor.
pacientes com miopatia central core devem evitar uso de anestésicos inalatórios halogenados.
pacientes com insuficiência ventilatória restritiva devem ser preferencialmente ventilados por pressão positiva contínua (CPAP).
propofol é seguro para sedação contínua em pacientes com mitocondriopatias.
succinilcolina é o bloqueador neuromuscular de escolha para uso no período operatório.
A respeito dos mecanismos fisiopatológicos associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), assinale a alternativa correta.
O principal fator etiológico para o TEA é o aumento da serotonina no sistema nervoso central, sem participação de outros neurotransmissores ou alterações estruturais cerebrais.
O TEA está principalmente associado à hiperatividade do sistema GABAérgico e ao aumento da poda sináptica, resultando em redução da conectividade neural.
Entre os fatores pré-natais que aumentam o risco de TEA, destacam-se infecções maternas, exposição ao valproato, prematuridade e idade paterna avançada, enquanto alterações estruturais envolvem disfunções na amígdala e no córtex temporal.
As redes neurais associadas à cognição social permanecem estrutural e funcionalmente normais no TEA, sendo o quadro clínico resultante de lesões focais adquiridas na infância ou durante a gestação.
Os estudos atuais mostram que não há relação entre neurotransmissores e TEA, sendo o transtorno explicado exclusivamente por fatores ambientais e de aprendizado social.


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Qual das doenças abaixo não é uma lisossomopatia?
Mucopolissacaridose.
Doença de Tay-Sachs.
Doença de Gaucher.
Síndrome de Leigh.
Doença de Niemann-Pick.
Assinale a alternativa que apresenta a associação correta.
Síndrome de Kearns-Sayre = perda visual súbita e indolor.
Síndrome de Leigh = oftalmoplegia externa, retinopatia, bloqueio cardíaco.
MERRF = neuropatia, ataxia, retinite.
Doença de Canavan = mioclonias, fibras vermelhas irregulares (esgarçadas) na biópsia.
MELAS = AVC, acidose lática.
A narcolepsia tipo 1 é um distúrbio crônico do sono REM caracterizado pela perda dos neurônios produtores de hipocretina (orexina) no hipotálamo lateral. Acerca dos critérios diagnósticos estabelecidos pela Classificação Internacional de Distúrbios do Sono (ICSD-3), registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
( )A cataplexia é o sintoma mais específico da narcolepsia tipo 1, definida como episódios súbitos e transitórios de perda do tônus muscular desencadeados por emoções fortes (geralmente positivas, como riso), com preservação da consciência.
( )Para o diagnóstico polissonográfico, é necessário demonstrar uma latência do sono REM menor ou igual a 15 minutos (SOREMP) em pelo menos dois dos cinco cochilos do Teste de Latência Múltipla do Sono (TLMS), além de latência média do sono menor que 8 minutos.
( )A dosagem de hipocretinal no líquido cefalorraquidiano (LCR) é considerada o padrão-ouro confirmatório para narcolepsia tipo 1 quando os níveis são baixos (< 110 pg/mL ou < 1/3 da média normal), dispensando o TLMS em casos duvidosos.
( )A paralisia do sono e as alucinações hipnagógicas são critérios obrigatórios e exclusivos para o diagnóstico da narcolepsia tipo 1, não ocorrendo na população geral.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
V, V, F, V.
V, V, V, F.
V, F, V, V.
F, V, F, F.
A Miastenia Gravis (MG) pode ser subclassificada de acordo com o perfil de anticorpos, o que tem implicações clínicas e terapêuticas diretas. Um paciente apresenta fraqueza muscular com predominância bulbar severa (disfagia, disartria), atrofia de língua e fraqueza respiratória precoce, mas com pouca ptose palpebral. O teste com anticorpo anti-receptor de acetilcolina (anti-AChR) foi negativo. Assinale a alternativa que indica o anticorpo mais provável de ser encontrado e a característica da resposta terapêutica.
Anticorpo anti-MuSK (tirosina quinase músculo-específica): resposta geralmente pobre ou intolerância aos anticolinesterásicos (piridostigmina) e boa resposta à plasmaférese/rituximabe.
Anticorpo anti-Titina; restrito a formas oculares puras em pacientes jovens, sem risco de crise miastênica.
Anticorpo anti-LRP4 (proteína 4 relacionada ao receptor de LDL); resposta excelente à timectomia, com remissão completa na maioria dos casos.
Anticorpo anti-VGCC (canal de cálcio voltagem-dependente); melhora significativa com o exercício repetido (fenômeno de facilitação) e associação com câncer de pulmão.
A respeito da prioridade e dos mecanismos de lesão na ressuscitação cerebral, analise as afirmativas a seguir:
I. O retorno da circulação espontânea é a primeira prioridade na ressuscitação cerebral em casos de parada cardíaca.
II. O grau de lesão cerebral depende exclusivamente da duração da isquemia cerebral completa (tempo de inatividade).
III. Eventos posteriores à restauração do fluxo, como hipóxia transitória e hipotensão, podem exacerbar danos cerebrais.
É correto o que se afirma em:
Apenas o item I está correto.
Apenas os itens I e III estão corretos.
Apenas os itens II e III estão corretos.
Apenas o item III está correto.
Todos os itens estão corretos.


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Sobre sincope, assinale a alternativa INCORRETA:
Perda de consciência durante uma convulsão ou confusão pós-ictal pode, às vezes, ser confundida com síncope, mas movimentos bruscos musculares ou convulsões que duram mais de alguns segundos, incontinência, sialorreia ou morder a língua, se presentes, geralmente apontam para uma convulsão.
A síncope precipitada por estímulo físico ou emocional desagradável (p. ex., dor e medo), ocorrendo, geralmente, na posição em deitado é, geralmente, precedida de sintomas de alerta mediados pelo vago (p. ex., náuseas, fraqueza, bocejos, apreensão, visão turva e sudorese) sugere síncope vasovagal.
O sistema nervoso central (SNC) necessita de oxigênio e glicose para funcionar. Mesmo com fluxo sanguíneo normal, o deficit significativo de qualquer um deles causará perda de consciência. Na prática, a hipoglicemia é primariamente a causa, pois a hipóxia raramente ocorre de forma a causar perda de consciência abrupta (exceto em acidentes de voo ou mergulho). Perda de consciência decorrente de hipoglicemia é, raramente, tão abrupta como na síncope ou nas convulsões pela ocorrência de sinais de alerta (exceto em pacientes que utilizam betabloqueadores); mas o início pode ser pouco evidente para o examinador, a menos que o evento tenha sido testemunhado.
Arritmias causam síncope quando a frequência cardíaca é rápida demais para permitir o enchimento ventricular adequado (p. ex., > 150 ou 180 bpm) ou muito lenta para propiciar débito adequado (p. ex., < 30 ou 35 bpm).
A maioria das síncopes resulta de fluxo cerebral insuficiente. Alguns casos envolvem fluxo adequado, porém substratos cerebrais (oxigênio, glicose ou ambos) insuficientes.
Um paciente de 50 anos apresenta cefaleia aguda e intensa, tendo velocidade de instalação que atinge sua intensidade máxima em menos de 1 minuto e, com a progressão do quadro, podem aparecer déficits neurológicos focais, alteração de consciência, náuseas e vômitos, rigidez de nuca e sinais de Kernig e Brudzinski. O conjunto de sinais e sintomas descritos relaciona-se mais provavelmente com:
Acidente vascular isquêmico.
Crise falciforme.
Estado de mal epilético.
Hemorragia subaracnoide.
Dissecção aguda de aorta.
Marque o sintoma clínico descrito em AVC isquêmico agudo:
Febre persistente.
Hemiparesia súbita.
Prurido intenso unilateral.
Tosse reflexa.
Erupção cutânea.
Homem de 68 anos, hipertenso, apresenta início súbito de hemiparesia direita e desvio do olhar para a esquerda. A tomografia de crânio sem contraste, realizada em 2 horas, não mostra alterações agudas.
Encefalite viral.
Hemorragia subaracnóidea.
Crise convulsiva parcial complexa.
Encefalopatia hipertensiva.
Acidente vascular cerebral isquêmico agudo.
Mulher de 28 anos, sem comorbidades, apresenta episódios recorrentes de cefaleia pulsátil hemicraniana, acompanhada de fenômenos visuais cintilantes e parestesia em membro superior direito, com duração média de 40 minutos. No episódio atual, há 5 dias, desenvolveu turvação visual bilateral e dificuldade para nomear objetos, seguidas de cefaleia intensa e náuseas. Refere que os sintomas visuais e da fala persistem parcialmente até o momento. O exame neurológico mostra discreta anomia e lentificação da leitura.
Considerando o quadro clínico e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta imediata indicada são:
epilepsia parcial com generalização secundária; solicitar eletroencefalograma e iniciar anticonvulsivante de manutenção;
enxaqueca com infarto migranoso; iniciar antiagregação plaquetária e manter triptanos conforme necessidade;
enxaqueca hemiplégica familiar; realizar triagem genética e iniciar bloqueador de canal de cálcio profilático;
aura típica prolongada; manter tratamento habitual com anti-inflamatórios e retorno ambulatorial;
enxaqueca com aura persistente sem infarto; solicitar ressonância magnética com angiorressonância e evitar o uso de triptanos até exclusão de evento vascular.


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