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Mulher de 28 anos, sem comorbidades, apresenta episódios recorrentes de cefaleia pulsátil hemicraniana, acompanhada de fenômenos visuais cintilantes e parestesia em membro superior direito, com duração média de 40 minutos. No episódio atual, há 5 dias, desenvolveu turvação visual bilateral e dificuldade para nomear objetos, seguidas de cefaleia intensa e náuseas. Refere que os sintomas visuais e da fala persistem parcialmente até o momento. O exame neurológico mostra discreta anomia e lentificação da leitura.
Considerando o quadro clínico e os mecanismos fisiopatológicos envolvidos, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta imediata indicada são:
epilepsia parcial com generalização secundária; solicitar eletroencefalograma e iniciar anticonvulsivante de manutenção;
enxaqueca com infarto migranoso; iniciar antiagregação plaquetária e manter triptanos conforme necessidade;
enxaqueca hemiplégica familiar; realizar triagem genética e iniciar bloqueador de canal de cálcio profilático;
aura típica prolongada; manter tratamento habitual com anti-inflamatórios e retorno ambulatorial;
enxaqueca com aura persistente sem infarto; solicitar ressonância magnética com angiorressonância e evitar o uso de triptanos até exclusão de evento vascular.


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