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Paciente de 78 anos, com histórico de fibrilação atrial em uso de anticoagulante oral, é admitido no pronto-socorro com dor abdominal difusa e intensa (desproporcional ao exame físico), acompanhada de acidose metabólica e elevação de marcadores inflamatórios. O diagnóstico diferencial inicial engloba etiologias cirúrgicas urgentes, como isquemia mesentérica aguda, e condições clínicas que podem mimetizá-la. Em face da complexidade e da gravidade potencial do quadro de abdome agudo, é correto afirmar:
a localização da dor na apendicite em pacientes idosos é similar a dos jovens, porém a apresentação é mais grave e o diagnóstico mais tardio devido à leucocitose e febre proeminentes que facilitam a suspeição clínica.
a colecistite acalculosa, frequentemente associada à imunodepressão e sepse, exige alta suspeição, visto que o sinal de Murphy se mantém muito sensível e específico nessa população de maior risco.
o hematoma espontâneo da bainha do reto é relevante em pacientes anticoagulados e costuma ter conduta preferencialmente conservadora, na ausência de instabilidade hemodinâmica, perfuração ou infecção local.
a tomografia computadorizada é indispensável para diagnosticar perfuração de úlcera péptica, contudo, a presença de pneumoperitônio obriga à intervenção cirúrgica imediata, independentemente do quadro clínico.
no abdômen agudo vascular, a dosagem sérica do lactato e de outros biomarcadores de necrose tecidual, como o D-dímero, é de alta sensibilidade para o diagnóstico precoce da isquemia mesentérica.


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