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O câncer cutâneo representa um grande desafio para os receptores de transplante renal, os quais apresentam uma incidência de cânceres cutâneos em torno de 100 vezes maior que a população geral. Considerando esse grupo de pacientes, assinale a alternativa INCORRETA.
São considerados fatores de risco: a intensidade, o tipo e a duração da imunossupressão; a radiação ultravioleta cumulativa ao longo da vida; habitar regiões de baixas latitudes; receptores de transplante em idade mais avançada; tabagismo; gênero masculino e pacientes com baixos fototipos de Fitzpatrick.
Esses tumores são relacionados ao uso prolongado de medicamentos imunossupressores, os quais alavancam as propriedades oncogênicas de outros fatores de risco, especialmente a exposição solar e infecções virais.
O câncer de pele pode também ser transmitido do doador ao receptor, caso em que a imunossupressão é o fator protagonista da carcinogênese. Nesses pacientes, o câncer cutâneo mais comum é o carcinoma basocelular (CBC).
Os mecanismos que protegem a pele do dano provocado pela UVR são a síntese de melanina e mecanismos ativos de reparação do DNA.
Em pacientes com transplante, o carcinoma espinocelular (CEC) frequentemente coexiste com múltiplas verrugas virais, posto que a oncoproteína E6 derivada do HPV liga-se à proteína p53 dos queratinócitos e induz a sua degradação.