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Você está acompanhando um paciente de 10 anos que apresenta diagnóstico de doença de Crohn com perfil penetrante, com comprometimento nutricional importante, dor abdominal intensa durante o dia, com despertares noturnos frequentes. Após o diagnóstico, você esclarece as dúvidas dos pais e explica que a criança deve iniciar o tratamento o mais precocemente possível com o uso de biológico (infliximabe) combinado com azatioprina. Explica, ainda, que se trata de uma doença grave e expõe todos os riscos caso não seja iniciado o tratamento, explicando também sobre os possíveis efeitos colaterais associados às medicações.
Durante a consulta, os pais se recusam a iniciar o tratamento com imunossupressores por considerá-los “muito agressivos”. A criança verbaliza claramente que deseja iniciar o tratamento, dizendo que “quer melhorar”. Do ponto de vista ético, a conduta mais adequada é
respeitar a recusa dos pais, pois são os responsáveis legais, e focar apenas medidas de suporte para reduzir o desconforto apresentado pela criança.
registrar a recusa no prontuário, orientar novamente sobre riscos e benefícios e manter a mesma conduta conservadora, já que o menor não possui autonomia legal para decidir.
avaliar a capacidade de compreensão da criança, reforçar o diálogo com os pais sobre os riscos de não tratar e, se mantiverem a recusa, comunicar às autoridades competentes.
iniciar o tratamento com imunossupressores imediatamente sem comunicar aos pais, considerando que o desejo da criança deve prevalecer quando houver sofrimento clínico importante.
suspender qualquer tentativa de convencimento, orientando os pais a buscarem outro profissional se discordarem da recomendação médica, evitando envolvimento em conflitos éticos.