Imagem de fundo

Paciente do sexo feminino, 92 anos, portadora de doença de...

Paciente do sexo feminino, 92 anos, portadora de doença de Alzheimer avançada, fragilidade, hipertensão, AVC prévio e DM2, vem à primeira consulta médica referindo história de constipação intestinal há 15 dias, com necessidade de idas à unidade de pronto atendimento para realizar lavagens intestinais nesse período. Há um dia, apresentou queda do estado geral, com fala confusa, parou de se alimentar e não está conseguindo ingerir os medicamentos. A filha informa que a mãe fez lavagem intestinal no dia anterior, porém não apresentou muita quantidade de fezes após o procedimento. Ao exame físico: regular estado geral, confusa, corada, desidratada +/4+ anictérica, acianótica, afebril ao toque; AR: MV+ bilateralmente sem ruídos adventícios. ACV: RCR a 2 T sem sopros; FC 100 bpm; PA: 199x110 mmhg; ABD: plano, normotenso, RHA diminuídos, sem massas palpáveis. MMII sem edemas. Diante do exposto, qual é a melhor conduta para esse caso?


A

Iniciar anti-hipertensivo VO de ação rápida no consultório, prescrever laxante estimulante e orientar retorno ambulatorial em 48 horas.


B

Encaminhar à UBS para passagem de sonda nasoenteral, administrar os anti-hipertensivos por sonda e hidratar a paciente por via oral, mantendo observação domiciliar.


C

Encaminhar imediatamente ao pronto atendimento para avaliação de possível emergência hipertensiva, fecaloma, desidratação e delirium. Necessidade de hidratação venosa, controle e monitorização da PA, além de possível desimpactação manual sob supervisão médica.


D

Manter observação em casa, prescrever enema glicerinado e iniciar haloperidol para controle da confusão mental, por se tratar de delirium provável.


E

Solicitar tomografia de crânio eletiva para investigação de AVC isquêmico como causa da fala confusa e prescrever antibiótico empírico para constipação refratária.