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A Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) pode apresentar manifestações mucosas tardias que ocorrem anos após a cicatrização da lesão cutânea primária, devido à disseminação hematogênica de amastigotas de Leishmania braziliensis. A forma mucosa é caracterizada pela destruição progressiva das cartilagens do septo nasal e palato, podendo levar a deformidades severas. No que concerne ao diagnóstico e tratamento da Leishmaniose Mucosa, assinale a alternativa correta.
O teste de Montenegro (Intradermorreação de Montenegro) costuma ser fortemente positivo na forma mucosa da doença, refletindo uma resposta imune celular vigorosa do hospedeiro contra os antígenos do parasita.
A biópsia das lesões mucosas revela obrigatoriamente a presença de milhões de formas amastigotas no interior de neutrófilos segmentados, o que torna o exame direto o método mais sensível para o diagnóstico definitivo.
O tratamento de primeira escolha para a Leishmaniose Mucosa é o uso isolado de pomadas de Neomicina e Bacitracina sobre as crostas nasais, sendo vedada a utilização de Antimoniato de Meglumina por via sistêmica.
A Leishmaniose Mucosa é uma patologia autolimitada que apresenta cura espontânea em cem por cento dos casos clínicos após o período de hibernação invernal dos vetores flebotomíneos do gênero Lutzomyia.