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Uma criança de 3 meses é encaminhada ao ambulatório de cardiologia pediátrica por sopro sistólico percebido em consulta de puericultura, com ecocardiograma inicial mostrando comunicação interventricular com repercussão hemodinâmica moderada e ausência de lesões associadas, e o cardiologista responsável passa a discutir com os pais a necessidade de acompanhamento seriado com avaliação evolutiva morfofuncional estruturada. Considerando elementos morfológicos e funcionais do defeito do septo ventricular, e aspectos técnicos relacionados à indicação de conduta e à estratificação fisiopatológica, assinale a alternativa correta.
Na avaliação ecocardiográfica do defeito do septo ventricular, o cálculo da razão Qp/Qs não é um parâmetro recomendado para auxiliar na definição de repercussão, pois se trata de uma medida exclusiva para defeitos atriais e não se aplica aos defeitos interventriculares.
Defeitos do septo ventricular pequenos, restritivos, podem cursar com sopro sistólico intenso e não necessariamente possuem repercussão hemodinâmica significativa, podendo inclusive apresentar fechamento espontâneo durante os primeiros anos de vida.
A intensidade do sopro sistólico em defeitos do septo ventricular está diretamente proporcional ao grau de repercussão hemodinâmica, e quanto maior o sopro, maior o shunt esquerdo-direito e maior o impacto pulmonar.
Defeitos do septo ventricular perimembranosos não devem ser considerados para correção transcateter, pois esta modalidade está reservada para os defeitos musculares do tipo inlet.


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