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Em um hospital público, um cirurgião experiente irá operar um paciente com neoplasia avançada de pâncreas, com prognóstico reservado (sobrevida <6 meses). O paciente solicita explicitamente a cirurgia para “tentar tudo que for possível”. Nesse caso, equilibrando a autonomia do paciente com o dever médico, deve-se atender ao princípio ético primordial de não maleficência, cuja definição é:
Buscar o melhor interesse clínico do paciente, avaliando a possibilidade de recusar um procedimento sem perspectiva terapêutica significativa.
Considerar os desejos expressos pelo paciente durante o processo decisório, mesmo quando o médico avalia risco elevado e benefício limitado.
Avaliar a utilização apropriada de recursos assistenciais do sistema público em cenários de doença avançada e de baixa resposta terapêutica.
Evitar a realização de intervenções potencialmente danosas quando o procedimento não oferece benefício proporcional ao risco envolvido.
Garantir comunicação clara sobre riscos e resultados esperados, permitindo que o paciente compreenda o contexto clínico apresentado.


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