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Homem de 48 anos, tabagista ativo (25 anos-maço), queixa-se de dispneia aos esforços moderados (mMRC 2). A espirometria pós-broncodilatador revela VEF1/CVF = 0,74 do previsto; VEF1 = 68% do previsto. A TC de tórax de alta resolução demonstra áreas de enfisema centrolobular incipiente e espessamento de paredes brônquicas, sem evidências de outras doenças intersticiais ou pleurais. De acordo com as definições e recomendações do relatório GOLD 2025, assinale a alternativa que descreve corretamente a classificação e a conduta para o caso.
O paciente apresenta DPOC estádio GOLD 2 (obstrução moderada), devendo iniciar terapia com LAMA/LABA devido ao componente sintomático.
Trata-se de um caso típico de pré-DPOC, definido pela presença de sintomas respiratórios e lesões estruturais na TC, independentemente dos valores de VEF1 ou CVF na espirometria.
A espirometria sugere um distúrbio ventilatório restritivo puro, sendo mandatória a realização de pletismografia para confirmação de redução da capacidade pulmonar total (CPT) antes de qualquer definição relacionada à DPOC.
O termo “Young-COPD” é o mais adequado, visto que a idade inferior a 50 anos com alterações tomográficas define a doença mesmo na ausência de critérios espirométricos clássicos.
O quadro é compatível com o fenótipo PRISm (Preserved Ratio Impaired Spirometry), que, embora não defina DPOC, pela ausência de obstrução fixa, associa-se a maior mortalidade e risco de progressão para obstrução ao fluxo aéreo.