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Nos erros inatos da imunidade (EII), as apresentações clínicas e complicações dependem dos tipos de defeitos, e há grande variabilidade pela relação entre genótipos e fenótipos. Sintomas e complicações respiratórias representam uma causa significativa de morbimortalidade de pacientes com alguns EII específicos.
Correlacione os agentes etiológicos frequentemente associados aos EII e infecções respiratórias de repetição.
Aspergillus, Nocardia e Candida sp – imunodeficiência fagocítica.
Burkholderia cepacia, Pseudomonas, Serratia – imunodeficiência combinada de células NK.
Neisseria sp., Streptococcus pneumoniae – deficiência de autoanticorpos.
Streptococcus pneumoniae, Staphilococcus. aureus, Bordetella pertussis – imunodeficiência de complemento.
Streptococcus pneumoniae, Staphiloccocus aureus, Haemophilus influenza – síndrome de DiGeorge.
A laringotraqueobronquite é a causa mais comum de obstrução de vias aéreas superiores em crianças de 1 a 6 anos de idade, com pico aos 18 meses. Ocorre um edema importante das vias aéreas, podendo comprometer a passagem do fluxo de ar e trocas gasosas.
Sobre essa afecção, assinale a alternativa correta.
O principal agente etiológico é o Streptococcus pyogenes, acompanhado por sintomas de vias aéreas superiores.
O exame radiológico é necessário em bebês que apresentem febre e/ou dessaturação para avaliar o grau de obstrução da via aérea.
O tratamento de primera escolha é com oseltamivir.
Corticoides sistêmicos reduzem a gravidade e o tempo de sintomas.
Solução hipertônica 4% deve ser iniciada logo ao diagnóstico.
Em relação ao uso de corticoides inalatório (CI) ou sistêmico (CS) no manejo da doença pulmonar obstrutiva crônica, é correto afirmar:
pacientes em terapia com CI + anticolinérgico de longa ação que não apresentam histórico de exacerbações nos últimos doze meses devem, preferencialmente, manter essa combinação inalatória para otimizar o controle da inflamação.
para o tratamento de exacerbações graves da DPOC, o uso de CS deve ser mantido por uma duração entre sete e dez dias, visando estabilizar a função pulmonar (VEF1).
o risco de pneumonia associado ao CI é sobreposto pelo benefício na prevenção de exacerbações em pacientes com fenótipo de sobreposição DPOC/ Asma (ACOS), independentemente do FEV1.
uma contagem de eosinófilos no sangue igual ou superior a 200 células/mm3 é o corte mais robusto e definitivo para garantir o benefício preventivo da adição do corticoide inalatório ao regime de broncodilatador.
o uso de CI está associado a um risco relativo de pneumonia que varia entre 1,60 e 1,69, sendo esse risco significativamente mais elevado em pacientes com um grau severo de obstrução.
Uma criança de 6 meses, previamente saudável, apresenta há 3 dias tosse seca inicial evoluindo para produtiva com sibilos audíveis, dispneia progressiva com taquipneia (FR 60 irpm), uso de musculatura acessória, febre baixa (37,8°C), rinorreia clara e recusa alimentar parcial, sem cianose central ou apneia, com história de contato recente com irmão mais velho resfriado. Exame físico revela crepitações finas bilaterais e hiperinsuflação torácica, com SatO₂ 92% em ar ambiente, sem sinais de desidratação grave ou sepse; radiografia do tórax com hiperinsuflação pulmonar com atelectasias segmentares, sem infiltrados consolidados.
O diagnóstico inicial desta criança é:
Asma brônquica, com crises recorrentes de sibilos reversíveis por broncodilatadores, histórico familiar de atopia e resposta a corticosteroides inalados, sem febre ou rinorreia viral.
Pneumonia bacteriana, com febre alta, infiltrados lobares no RX, leucocitose com neutrofilia e resposta a antibióticos empíricos, como amoxicilina-clavulanato.
Bronquiolite, infecção viral aguda das vias aéreas inferiores em lactentes, caracterizada por obstrução brônquica com sibilos, taquipneia e hiperinsuflação, causada principalmente por VSR e tratada com suporte sintomático.
Laringite aguda, com estridor inspiratório, rouquidão e tosse ladrante noturna, causada por parainfluenza e tratada com corticosteroides sistêmicos para edema subglótico.
Coqueluche, com paroxismos de tosse convulsiva, vômitos pós-tosse e linfocitose absoluta, causada por Bordetella pertussis e prevenível por vacinação DTP.
Homem de 64 anos, ex-tabagista (44 maços/ano, cessou há 6 anos), sem comorbidades ativas, é avaliado por achado incidental de nódulo pulmonar sólido, espiculado, de 15 mm, localizado no segmento posterior do lobo superior direito, sem linfonodomegalias mediastinais. PET-FDG revela SUV máx = 3,2. A probabilidade de malignidade é de 42%. O paciente deseja confirmação histológica antes de decidir sobre cirurgia. Com base nas evidências atuais e na realidade da prática pneumológica brasileira, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para esse caso.
Ressecção cirúrgica sem necessidade de biópsia.
Biópsia broncoscópica convencional.
Biópsia transtorácica guiada por TC.
Acompanhamento seriado com tomografias trimestrais.
Quimioterapia associada à radioterapia.


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Paciente feminina, 36 anos, sem comorbidades, procura o pronto-socorro com quadro de dispneia, febre, tosse produtiva e dor torácica pleurítica há 3 dias. Ao exame físico, apresenta taquidispneia, estertores crepitantes em base pulmonar direita e saturação de 93% em ar ambiente. Você levanta a hipótese de pneumonia adquirida na comunidade e, na ausência de RX tórax disponível, decide realizar avaliação à beira-leito com POCUS (ultrassonografia pulmonar point-of-care). Qual é o achado ultrassonográfico mais sensível e específico para o diagnóstico de pneumonia?
Presença de linhas B múltiplas e difusas.
Presença de linhas C múltiplas e difusas.
Broncograma aéreo dinâmico.
Sinal da Água Viva ou Jellyfish.
Ausência de deslizamento pleural com padrão “lung point.
Um centro de referência em cirurgia de câncer de pulmão decide priorizar exclusivamente pacientes residentes no próprio município. Segundo a Lei nº 8.080/1990, essa prática viola o(a)
regionalização.
universalidade.
descentralização.
eficiência.
controle social.
Paciente masculino, 69 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), procura atendimento por quadro de dispneia progressiva e edema de membros inferiores. Durante a avaliação, são realizados exames, os quais evidenciam BNP de 1850 pg/mL e radiografia de tórax evidenciando derrame pleural direito moderado, sem alterações parenquimatosas. Exames laboratoriais não demonstram leucocitose nem elevação de PCR. O paciente nega emagrecimento, febre, ou dor torácica. Com base nas recomendações atuais sobre abordagem do derrame pleural em pacientes com insuficiência cardíaca, qual é a conduta mais adequada nesse momento?
Realizar punção diagnóstica imediata do derrame pleural, já que ele é unilateral e de moderado volume.
Postergar a punção e manter tratamento otimizado da IC, pois o paciente permanece estável e sem sinais clínicos ou laboratoriais de outra etiologia.
Solicitar tomografia de tórax com contraste antes da punção, independentemente da resposta clínica.
Realizar toracocentese apenas se houver necessidade de alívio sintomático.
Puncionar o derrame pleural apenas se o volume ultrapassar dois terços do hemitórax, independentemente de outros critérios clínicos
Assinale a alternativa que apresenta as principais comorbidades que devem ser investigadas em um paciente asmático com piora dos sintomas e controle inadequado da doença.
Refluxo gastroesofágico, obesidade, depressão e ansiedade.
Rinite, sinusites, doenças reumatológicas.
Insuficiência cardíaca, rinossinusite, hepatopatias.
Colagenoses, dermatite atópica, insuficiência cardíaca.
Intolerância à lactose, dermatite atópica, colagenoses.
Quanto à fisiopatologia do pneumotórax espontâneo primário, assinale a alternativa correta.
O aumento difuso da complacência pulmonar nos lóbulos inferiores favorece a formação de bolhas subpleurais responsáveis pelo pneumotórax primário.
A ruptura de bolhas subpleurais ocorre principalmente em regiões basais, onde o gradiente de pressão transpulmonar é menor.
A maior tensão mecânica nos ápices, decorrente do gradiente gravitacional de pressão pleural, contribui para o surgimento de blebs e sua ruptura.
A fisiopatologia primária depende de inflamação pleural intensa, sendo rara na ausência de pleurite.
O tabagismo não se relaciona à fisiopatologia do pneumotórax primário, pois não interfere na estrutura do parênquima subpleural.


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Em relação à Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, qual estratégia impacta diretamente a linha de cuidado de doenças pulmonares intersticiais de origem genética?
Financiamento exclusivo de testes genéticos apenas em centros universitários federais.
Organização em Serviços de Referência regionais para diagnóstico e seguimento longitudinal.
Inclusão obrigatória de antifibróticos em todas as farmácias de alto custo municipais.
Teleconsultoria exclusiva por telessaúde para todos os pacientes com DPPs.
Proibição de biópsia pulmonar cirúrgica em pacientes com suspeita de doenças raras.
Durante broncoscopia flexível, o risco de aerossolização é elevado. Para redução efetiva da transmissão de patógenos respiratórios, a medida de maior impacto é o(a)
utilização de sala com pressão negativa e respirador N95/PFF2.
ventilação natural da sala por abertura de janelas.
uso exclusivo de máscara cirúrgica pelo operador.
utilização de luvas estéreis duplas.
desinfecção terminal ao final do turno.
Na indicação de Ventilação Não Invasiva (VNI) no cenário agudo, a seleção adequada do paciente é crucial. Dentre as condições abaixo, aquela que representa uma contraindicação absoluta para o início da VNI, exigindo intubação orotraqueal imediata devido à impossibilidade técnica de interface ou risco cirúrgico, é:
ansiedade extrema e agitação psicomotora controlável.
acidose respiratória hipercápnica com pH > 7,20.
rebaixamento leve do nível de consciência (Glasgow 10-12).
hipoxemia refratária com relação P/F < 200.
trauma facial grave ou cirurgia recente de vias aéreas superiores.
Na anamnese pneumológica, a dispneia é sintoma cardinal que requer graduação objetiva. A escala que classifica a dispneia em 5 graus conforme limitação funcional, desde ausência de dispneia até dispneia ao repouso, denomina-se escala de:
Borg modificada.
Medical Research Council (MRC).
APACHE II.
Glasgow respiratório.
Child-Pugh adaptada.
Para a estratificação de risco inicial de um paciente com embolia pulmonar aguda confirmada, o escore clínico validado que integra parâmetros como idade, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e histórico de câncer ou cirurgia recente, categorizando o paciente como de baixo, intermediário ou alto risco de mortalidade precoce, é o:
Escore de Padua.
Escore CURB-65.
Escore de Wells.
Escore de Geneva revisado.
Escore PESI (Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar).


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Assinale a alternativa correta sobre pneumotórax e a tomada de decisão para drenagem pleural:
Pneumotórax hipertensivo deve aguardar confirmação radiológica antes de descompressão, para evitar drenagens desnecessárias.
O pneumotórax secundário em paciente com doença pulmonar de base tende a apresentar maior repercussão clínica, com limiar mais baixo para drenagem.
Pneumotórax espontâneo primário sintomático é manejado preferencialmente com ventilação não invasiva, reduzindo o gradiente pleural e acelerando reexpansão.
A aspiração simples é indicada apenas em pneumotórax iatrogênico, sendo contraindicada em pneumotórax espontâneo primário.
A presença de enfisema subcutâneo isolado é critério suficiente para drenagem imediata, mesmo sem achado de pneumotórax em imagem.
No diagnóstico histopatológico da sarcoidose pulmonar, a lesão elementar característica, cuja presença é necessária para a confirmação, consiste em agregados de células epitelioides e células gigantes multinucleadas, na ausência de necrose caseosa. Esta lesão é definida como:
granuloma não caseoso.
granuloma supurativo.
bronquiolite obliterante com pneumonia em organização.
fibrose em favo de mel.
corpo de Aschoff.
Assinale o achado compatível com crise asmática grave:
Bradipneia intensa.
Sibilos difusos e uso de musculatura acessória.
Unilateralidade de ruídos respiratórios.
Roncos localizados.
Tosse isolada sem dispneia.
Mulher de 58 anos apresenta dispneia progressiva e tosse seca há 2 anos. TCAR de tórax mostra padrão de pneumonia intersticial usual (UIP): reticulação subpleural, gradiente ápico-basal e faveolamento evidente, sem características sugestivas de causas secundárias. Espirometria com distúrbio restritivo leve. Sobre o manejo do caso, com base no guideline ATS/ERS/JRS/ALAT (2022), é correto afirmar que:
A realização de biópsia pulmonar cirúrgica é obrigatória para confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento.
O uso de prednisona associada à azatioprina e N-acetilcisteína deve ser iniciado prontamente.
O diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática (FPI) pode ser estabelecido pelo padrão tomográfico de UIP na ausência de outras causas, dispensando biópsia.
Nintedanibe e pirfenidona são indicados apenas se houver queda documentada de 10% da CVF em 6 meses.
O padrão de pneumonia intersticial não específica (NSIP) na TCAR exclui a necessidade de investigação para colagenoses.
Homem de 52 anos, previamente hígido, procura atendimento ambulatorial com febre, tosse e dispneia há 3 dias. A tomografia de tórax evidencia consolidação lobar compatível com pneumonia. Teste molecular respiratório por PCR é positivo para influenza A. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, saturando 96% em ar ambiente, sem critérios de gravidade e sem comorbidades. De acordo com a diretriz da American Thoracic Society (2025) para PAC, qual é a conduta mais apropriada em relação ao uso de antibióticos?
Iniciar antibiótico empírico, pois a coinfecção bacteriana não pode ser excluída com segurança apenas com testes virais.
Iniciar antibiótico empírico apenas se a procalcitonina estiver elevada.
Não prescrever antibiótico empírico, considerando o perfil clínico e o resultado viral positivo.
Iniciar antibiótico empírico apenas se houver leucocitose ou PCR elevado.
Prescrever antibiótico empírico por pelo menos 5 dias, independentemente da estabilidade clínica.


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