Questões de Concurso sobre Pneumologia

 
 
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Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico - Área: Pneumologista Infantil - 2026

Nos erros inatos da imunidade (EII), as apresentações clínicas e complicações dependem dos tipos de defeitos, e há grande variabilidade pela relação entre genótipos e fenótipos. Sintomas e complicações respiratórias representam uma causa significativa de morbimortalidade de pacientes com alguns EII específicos.


Correlacione os agentes etiológicos frequentemente associados aos EII e infecções respiratórias de repetição.


A

Aspergillus, Nocardia e Candida sp – imunodeficiência fagocítica.


B

Burkholderia cepacia, Pseudomonas, Serratia – imunodeficiência combinada de células NK.


C

Neisseria sp., Streptococcus pneumoniae – deficiência de autoanticorpos.


D

Streptococcus pneumoniae, Staphilococcus. aureus, Bordetella pertussis – imunodeficiência de complemento.


E

Streptococcus pneumoniae, Staphiloccocus aureus, Haemophilus influenza – síndrome de DiGeorge.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico - Área: Pneumologista Infantil - 2026

A laringotraqueobronquite é a causa mais comum de obstrução de vias aéreas superiores em crianças de 1 a 6 anos de idade, com pico aos 18 meses. Ocorre um edema importante das vias aéreas, podendo comprometer a passagem do fluxo de ar e trocas gasosas.


Sobre essa afecção, assinale a alternativa correta.


A

O principal agente etiológico é o Streptococcus pyogenes, acompanhado por sintomas de vias aéreas superiores.


B

O exame radiológico é necessário em bebês que apresentem febre e/ou dessaturação para avaliar o grau de obstrução da via aérea.


C

O tratamento de primera escolha é com oseltamivir.


D

Corticoides sistêmicos reduzem a gravidade e o tempo de sintomas.


E

Solução hipertônica 4% deve ser iniciada logo ao diagnóstico.

Em relação ao uso de corticoides inalatório (CI) ou sistêmico (CS) no manejo da doença pulmonar obstrutiva crônica, é correto afirmar:


A

pacientes em terapia com CI + anticolinérgico de longa ação que não apresentam histórico de exacerbações nos últimos doze meses devem, preferencialmente, manter essa combinação inalatória para otimizar o controle da inflamação.


B

para o tratamento de exacerbações graves da DPOC, o uso de CS deve ser mantido por uma duração entre sete e dez dias, visando estabilizar a função pulmonar (VEF1).


C

o risco de pneumonia associado ao CI é sobreposto pelo benefício na prevenção de exacerbações em pacientes com fenótipo de sobreposição DPOC/ Asma (ACOS), independentemente do FEV1.


D

uma contagem de eosinófilos no sangue igual ou superior a 200 células/mm3 é o corte mais robusto e definitivo para garantir o benefício preventivo da adição do corticoide inalatório ao regime de broncodilatador.


E

o uso de CI está associado a um risco relativo de pneumonia que varia entre 1,60 e 1,69, sendo esse risco significativamente mais elevado em pacientes com um grau severo de obstrução.

Uma criança de 6 meses, previamente saudável, apresenta há 3 dias tosse seca inicial evoluindo para produtiva com sibilos audíveis, dispneia progressiva com taquipneia (FR 60 irpm), uso de musculatura acessória, febre baixa (37,8°C), rinorreia clara e recusa alimentar parcial, sem cianose central ou apneia, com história de contato recente com irmão mais velho resfriado. Exame físico revela crepitações finas bilaterais e hiperinsuflação torácica, com SatO₂ 92% em ar ambiente, sem sinais de desidratação grave ou sepse; radiografia do tórax com hiperinsuflação pulmonar com atelectasias segmentares, sem infiltrados consolidados.


O diagnóstico inicial desta criança é:


A

Asma brônquica, com crises recorrentes de sibilos reversíveis por broncodilatadores, histórico familiar de atopia e resposta a corticosteroides inalados, sem febre ou rinorreia viral.


B

Pneumonia bacteriana, com febre alta, infiltrados lobares no RX, leucocitose com neutrofilia e resposta a antibióticos empíricos, como amoxicilina-clavulanato.


C

Bronquiolite, infecção viral aguda das vias aéreas inferiores em lactentes, caracterizada por obstrução brônquica com sibilos, taquipneia e hiperinsuflação, causada principalmente por VSR e tratada com suporte sintomático.


D

Laringite aguda, com estridor inspiratório, rouquidão e tosse ladrante noturna, causada por parainfluenza e tratada com corticosteroides sistêmicos para edema subglótico.


E

Coqueluche, com paroxismos de tosse convulsiva, vômitos pós-tosse e linfocitose absoluta, causada por Bordetella pertussis e prevenível por vacinação DTP.

Homem de 64 anos, ex-tabagista (44 maços/ano, cessou há 6 anos), sem comorbidades ativas, é avaliado por achado incidental de nódulo pulmonar sólido, espiculado, de 15 mm, localizado no segmento posterior do lobo superior direito, sem linfonodomegalias mediastinais. PET-FDG revela SUV máx = 3,2. A probabilidade de malignidade é de 42%. O paciente deseja confirmação histológica antes de decidir sobre cirurgia. Com base nas evidências atuais e na realidade da prática pneumológica brasileira, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para esse caso.


A

Ressecção cirúrgica sem necessidade de biópsia.


B

Biópsia broncoscópica convencional.


C

Biópsia transtorácica guiada por TC.


D

Acompanhamento seriado com tomografias trimestrais.


E

Quimioterapia associada à radioterapia.

Paciente feminina, 36 anos, sem comorbidades, procura o pronto-socorro com quadro de dispneia, febre, tosse produtiva e dor torácica pleurítica há 3 dias. Ao exame físico, apresenta taquidispneia, estertores crepitantes em base pulmonar direita e saturação de 93% em ar ambiente. Você levanta a hipótese de pneumonia adquirida na comunidade e, na ausência de RX tórax disponível, decide realizar avaliação à beira-leito com POCUS (ultrassonografia pulmonar point-of-care). Qual é o achado ultrassonográfico mais sensível e específico para o diagnóstico de pneumonia?


A

Presença de linhas B múltiplas e difusas.


B

Presença de linhas C múltiplas e difusas.


C

Broncograma aéreo dinâmico.


D

Sinal da Água Viva ou Jellyfish.


E

Ausência de deslizamento pleural com padrão “lung point.

Um centro de referência em cirurgia de câncer de pulmão decide priorizar exclusivamente pacientes residentes no próprio município. Segundo a Lei nº 8.080/1990, essa prática viola o(a)


A

regionalização.


B

universalidade.


C

descentralização.


D

eficiência.


E

controle social.

Paciente masculino, 69 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), procura atendimento por quadro de dispneia progressiva e edema de membros inferiores. Durante a avaliação, são realizados exames, os quais evidenciam BNP de 1850 pg/mL e radiografia de tórax evidenciando derrame pleural direito moderado, sem alterações parenquimatosas. Exames laboratoriais não demonstram leucocitose nem elevação de PCR. O paciente nega emagrecimento, febre, ou dor torácica. Com base nas recomendações atuais sobre abordagem do derrame pleural em pacientes com insuficiência cardíaca, qual é a conduta mais adequada nesse momento?


A

Realizar punção diagnóstica imediata do derrame pleural, já que ele é unilateral e de moderado volume.


B

Postergar a punção e manter tratamento otimizado da IC, pois o paciente permanece estável e sem sinais clínicos ou laboratoriais de outra etiologia.


C

Solicitar tomografia de tórax com contraste antes da punção, independentemente da resposta clínica.


D

Realizar toracocentese apenas se houver necessidade de alívio sintomático.


E

Puncionar o derrame pleural apenas se o volume ultrapassar dois terços do hemitórax, independentemente de outros critérios clínicos

Assinale a alternativa que apresenta as principais comorbidades que devem ser investigadas em um paciente asmático com piora dos sintomas e controle inadequado da doença.


A

Refluxo gastroesofágico, obesidade, depressão e ansiedade.


B

Rinite, sinusites, doenças reumatológicas.


C

Insuficiência cardíaca, rinossinusite, hepatopatias.


D

Colagenoses, dermatite atópica, insuficiência cardíaca.


E

Intolerância à lactose, dermatite atópica, colagenoses.

Quanto à fisiopatologia do pneumotórax espontâneo primário, assinale a alternativa correta.


A

O aumento difuso da complacência pulmonar nos lóbulos inferiores favorece a formação de bolhas subpleurais responsáveis pelo pneumotórax primário.


B

A ruptura de bolhas subpleurais ocorre principalmente em regiões basais, onde o gradiente de pressão transpulmonar é menor.


C

A maior tensão mecânica nos ápices, decorrente do gradiente gravitacional de pressão pleural, contribui para o surgimento de blebs e sua ruptura.


D

A fisiopatologia primária depende de inflamação pleural intensa, sendo rara na ausência de pleurite.


E

O tabagismo não se relaciona à fisiopatologia do pneumotórax primário, pois não interfere na estrutura do parênquima subpleural.

Em relação à Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, qual estratégia impacta diretamente a linha de cuidado de doenças pulmonares intersticiais de origem genética?


A

Financiamento exclusivo de testes genéticos apenas em centros universitários federais.


B

Organização em Serviços de Referência regionais para diagnóstico e seguimento longitudinal.


C

Inclusão obrigatória de antifibróticos em todas as farmácias de alto custo municipais.


D

Teleconsultoria exclusiva por telessaúde para todos os pacientes com DPPs.


E

Proibição de biópsia pulmonar cirúrgica em pacientes com suspeita de doenças raras.

Durante broncoscopia flexível, o risco de aerossolização é elevado. Para redução efetiva da transmissão de patógenos respiratórios, a medida de maior impacto é o(a)


A

utilização de sala com pressão negativa e respirador N95/PFF2.


B

ventilação natural da sala por abertura de janelas.


C

uso exclusivo de máscara cirúrgica pelo operador.


D

utilização de luvas estéreis duplas.


E

desinfecção terminal ao final do turno.

Na indicação de Ventilação Não Invasiva (VNI) no cenário agudo, a seleção adequada do paciente é crucial. Dentre as condições abaixo, aquela que representa uma contraindicação absoluta para o início da VNI, exigindo intubação orotraqueal imediata devido à impossibilidade técnica de interface ou risco cirúrgico, é:


A

ansiedade extrema e agitação psicomotora controlável.


B

acidose respiratória hipercápnica com pH > 7,20.


C

rebaixamento leve do nível de consciência (Glasgow 10-12).


D

hipoxemia refratária com relação P/F < 200.


E

trauma facial grave ou cirurgia recente de vias aéreas superiores.

Na anamnese pneumológica, a dispneia é sintoma cardinal que requer graduação objetiva. A escala que classifica a dispneia em 5 graus conforme limitação funcional, desde ausência de dispneia até dispneia ao repouso, denomina-se escala de:


A

Borg modificada.


B

Medical Research Council (MRC).


C

APACHE II.


D

Glasgow respiratório.


E

Child-Pugh adaptada.

Para a estratificação de risco inicial de um paciente com embolia pulmonar aguda confirmada, o escore clínico validado que integra parâmetros como idade, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e histórico de câncer ou cirurgia recente, categorizando o paciente como de baixo, intermediário ou alto risco de mortalidade precoce, é o:


A

Escore de Padua.


B

Escore CURB-65.


C

Escore de Wells.


D

Escore de Geneva revisado.


E

Escore PESI (Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar).

Assinale a alternativa correta sobre pneumotórax e a tomada de decisão para drenagem pleural:


A

Pneumotórax hipertensivo deve aguardar confirmação radiológica antes de descompressão, para evitar drenagens desnecessárias.


B

O pneumotórax secundário em paciente com doença pulmonar de base tende a apresentar maior repercussão clínica, com limiar mais baixo para drenagem.


C

Pneumotórax espontâneo primário sintomático é manejado preferencialmente com ventilação não invasiva, reduzindo o gradiente pleural e acelerando reexpansão.


D

A aspiração simples é indicada apenas em pneumotórax iatrogênico, sendo contraindicada em pneumotórax espontâneo primário.


E

A presença de enfisema subcutâneo isolado é critério suficiente para drenagem imediata, mesmo sem achado de pneumotórax em imagem.

No diagnóstico histopatológico da sarcoidose pulmonar, a lesão elementar característica, cuja presença é necessária para a confirmação, consiste em agregados de células epitelioides e células gigantes multinucleadas, na ausência de necrose caseosa. Esta lesão é definida como:


A

granuloma não caseoso.


B

granuloma supurativo.


C

bronquiolite obliterante com pneumonia em organização.


D

fibrose em favo de mel.


E

corpo de Aschoff.

Assinale o achado compatível com crise asmática grave:


A

Bradipneia intensa.


B

Sibilos difusos e uso de musculatura acessória.


C

Unilateralidade de ruídos respiratórios.


D

Roncos localizados.


E

Tosse isolada sem dispneia.

Mulher de 58 anos apresenta dispneia progressiva e tosse seca há 2 anos. TCAR de tórax mostra padrão de pneumonia intersticial usual (UIP): reticulação subpleural, gradiente ápico-basal e faveolamento evidente, sem características sugestivas de causas secundárias. Espirometria com distúrbio restritivo leve. Sobre o manejo do caso, com base no guideline ATS/ERS/JRS/ALAT (2022), é correto afirmar que:


A

A realização de biópsia pulmonar cirúrgica é obrigatória para confirmação diagnóstica antes de iniciar o tratamento.


B

O uso de prednisona associada à azatioprina e N-acetilcisteína deve ser iniciado prontamente.


C

O diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática (FPI) pode ser estabelecido pelo padrão tomográfico de UIP na ausência de outras causas, dispensando biópsia.


D

Nintedanibe e pirfenidona são indicados apenas se houver queda documentada de 10% da CVF em 6 meses.


E

O padrão de pneumonia intersticial não específica (NSIP) na TCAR exclui a necessidade de investigação para colagenoses.

Homem de 52 anos, previamente hígido, procura atendimento ambulatorial com febre, tosse e dispneia há 3 dias. A tomografia de tórax evidencia consolidação lobar compatível com pneumonia. Teste molecular respiratório por PCR é positivo para influenza A. O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, saturando 96% em ar ambiente, sem critérios de gravidade e sem comorbidades. De acordo com a diretriz da American Thoracic Society (2025) para PAC, qual é a conduta mais apropriada em relação ao uso de antibióticos?


A

Iniciar antibiótico empírico, pois a coinfecção bacteriana não pode ser excluída com segurança apenas com testes virais.


B

Iniciar antibiótico empírico apenas se a procalcitonina estiver elevada.


C

Não prescrever antibiótico empírico, considerando o perfil clínico e o resultado viral positivo.


D

Iniciar antibiótico empírico apenas se houver leucocitose ou PCR elevado.


E

Prescrever antibiótico empírico por pelo menos 5 dias, independentemente da estabilidade clínica.

 
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