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Na indicação de Ventilação Não Invasiva (VNI) no cenário agudo, a seleção adequada do paciente é crucial. Dentre as condições abaixo, aquela que representa uma contraindicação absoluta para o início da VNI, exigindo intubação orotraqueal imediata devido à impossibilidade técnica de interface ou risco cirúrgico, é:
ansiedade extrema e agitação psicomotora controlável.
acidose respiratória hipercápnica com pH > 7,20.
rebaixamento leve do nível de consciência (Glasgow 10-12).
hipoxemia refratária com relação P/F < 200.
trauma facial grave ou cirurgia recente de vias aéreas superiores.
Na anamnese pneumológica, a dispneia é sintoma cardinal que requer graduação objetiva. A escala que classifica a dispneia em 5 graus conforme limitação funcional, desde ausência de dispneia até dispneia ao repouso, denomina-se escala de:
Borg modificada.
Medical Research Council (MRC).
APACHE II.
Glasgow respiratório.
Child-Pugh adaptada.
Para a estratificação de risco inicial de um paciente com embolia pulmonar aguda confirmada, o escore clínico validado que integra parâmetros como idade, frequência cardíaca, saturação de oxigênio e histórico de câncer ou cirurgia recente, categorizando o paciente como de baixo, intermediário ou alto risco de mortalidade precoce, é o:
Escore de Padua.
Escore CURB-65.
Escore de Wells.
Escore de Geneva revisado.
Escore PESI (Índice de Gravidade da Embolia Pulmonar).
Assinale a alternativa correta sobre pneumotórax e a tomada de decisão para drenagem pleural:
Pneumotórax hipertensivo deve aguardar confirmação radiológica antes de descompressão, para evitar drenagens desnecessárias.
O pneumotórax secundário em paciente com doença pulmonar de base tende a apresentar maior repercussão clínica, com limiar mais baixo para drenagem.
Pneumotórax espontâneo primário sintomático é manejado preferencialmente com ventilação não invasiva, reduzindo o gradiente pleural e acelerando reexpansão.
A aspiração simples é indicada apenas em pneumotórax iatrogênico, sendo contraindicada em pneumotórax espontâneo primário.
A presença de enfisema subcutâneo isolado é critério suficiente para drenagem imediata, mesmo sem achado de pneumotórax em imagem.
No diagnóstico histopatológico da sarcoidose pulmonar, a lesão elementar característica, cuja presença é necessária para a confirmação, consiste em agregados de células epitelioides e células gigantes multinucleadas, na ausência de necrose caseosa. Esta lesão é definida como:
granuloma não caseoso.
granuloma supurativo.
bronquiolite obliterante com pneumonia em organização.
fibrose em favo de mel.
corpo de Aschoff.
Assinale o achado compatível com crise asmática grave:
Bradipneia intensa.
Sibilos difusos e uso de musculatura acessória.
Unilateralidade de ruídos respiratórios.
Roncos localizados.
Tosse isolada sem dispneia.
Homem de 62 anos, ex-mineiro de carvão por 30 anos, apresenta dispneia progressiva e tosse seca há 2 anos. Nega tabagismo atual, mas fumou 10 anos-maço no passado. Ao exame, apresenta estertores crepitantes discretos em bases. A TC de alta resolução evidencia opacidades nodulares nos lobos superiores, algumas coalescentes, associadas a áreas de enfisema paracicatricial. A prova de função pulmonar mostra padrão restritivo leve com capacidade de difusão do monóxido de carbono (DLCO) reduzida. Sobre as pneumoconioses, assinale a alternativa correta.
A silicose clássica acomete preferencialmente os lobos inferiores e cursa com linfonodomegalia mediastinal rara.
A presença de enfisema associado em trabalhadores expostos à poeira mineral exclui o diagnóstico de pneumoconiose.
A pneumoconiose dos trabalhadores do carvão pode evoluir para fibrose maciça progressiva, caracterizada por massas fibrosas geralmente nos lobos superiores.
A DLCO costuma estar normal na fibrose pulmonar relacionada à pneumoconiose, pois a ventilação está preservada.
A interrupção da exposição ocupacional reverte, na maioria dos casos, as alterações radiológicas estabelecidas.
Paciente, 70 anos, tem febre e tosse com expectoração amarelada há 5 dias, seguida de queda do estado geral. A radiografia de tórax é apresentada.

As etiologias mais prováveis para o caso são:
Мусoplasma pneumoniae e Legionella pneumophila.
Anaeróbios e S.pneumoniae.
Pneumocistose e Klebsiella pneumoniae.
E. coli e tuberculose.
Citomegalovírus e S.aureus.
Homem, 68 anos, derrame pleural unilateral volumoso, exsudato, citologia inicial negativa, forte suspeita de malignidade. Segundo a diretriz BTS Pleural Disease (2023), qual é a melhor próxima conduta?
Prosseguir com biópsia pleural (preferencialmente guiada ou toracoscópica).
Repetir citologia indefinidamente.
Iniciar quimioterapia empírica.
Observar clinicamente.
Suspender investigação se TC não mostrar massas.
Mulher, 42 anos, com esclerodermia limitada, dispneia progressiva (NYHA III). Ecocardiograma sugere alta probabilidade de hipertensão pulmonar. TCAR sem doença intersticial significativa. Segundo ESC/ERS (2022), qual é o próximo passo obrigatório?
Iniciar sildenafil empiricamente.
Realizar cateterismo cardíaco direito em centro especializado.
Solicitar BNP e repetir ecocardiograma em 6 meses.
Solicitar apenas teste de caminhada de 6 minutos.
Diagnosticar hipertensão pulmonar grupo 1 apenas com ecocardiograma.
Considerando os mecanismos fisiopatológicos da Insuficiência Respiratória Hipoxêmica (Tipo I), informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O principal mecanismo envolvido na insuficiência respiratória hipoxêmica é o desequilíbrio entre ventilação e perfusão, no qual há perfusão de unidades alveolares não ventiladas, como ocorre na SDRA e na pneumonia.
( ) O distúrbio de difusão é uma causa frequente de hipoxemia e ocorre mesmo sem alterações significativas na complacência pulmonar.
( ) A redução da FiO₂, como ocorre em grandes altitudes, pode causar hipoxemia por diminuição da pressão parcial de oxigênio alveolar.
( ) A insuficiência cardíaca grave pode contribuir para a hipoxemia por alterar a hemodinâmica pulmonar e reduzir a oxigenação do sangue venoso misto.
V – V – F – F.
F – F – V – V.
V – F – F – V.
V – F – V – V.
F – V – F – V.
Adolescente de 13 anos, previamente hígida, é encaminhada por dispneia progressiva aos esforços. A tomografia computadorizada de tórax mostra opacidades em vidro fosco bilaterais, reticulação discreta, bronquiolectasias de tração e predomínio subpleural nos lobos inferiores, com preservação dos seios costofrênicos. Esse padrão radiológico é mais característico de qual associação?
Sarcoidose pediátrica com acometimento pulmonar nodular.
Asma grave associada a remodelamento de vias aéreas.
Histiocitose de células de Langerhans pulmonar.
Proteinose alveolar pulmonar secundária.
Pneumonia intersticial inespecífica associada à doença do tecido conjuntivo.
Paciente em ventilação mecânica por pneumonia evolui subitamente com hipotensão, taquicardia e dessaturação. Ausculta com redução importante de murmúrio vesicular à direita e distensão de veias cervicais. Há piora rápida da complacência do ventilador. A intervenção imediata CORRETA, conforme o caso, deve ser:
Solicitar radiografia de tórax e aguardar confirmação antes de procedimento, mantendo ajustes ventilatórios.
Realizar descompressão pleural imediata com agulha em local apropriado e, em seguida, drenagem torácica.
Administrar diurético e vasodilatador, tratando como edema agudo não cardiogênico associado a sepse.
Iniciar trombólise sistêmica, assumindo embolia pulmonar maciça como diagnóstico dominante.
Realizar broncoscopia para remover secreções, assumindo atelectasia por tampão mucoso como causa principal.
Homem de 58 anos com pneumonia extensa em lobo inferior direito apresenta dispneia importante. Em máscara reservatório, mantém saturação baixa. Gasometria com PaO₂ persistentemente reduzida, mesmo com alta fração inspirada de oxigênio, e há consolidação extensa na radiografia. Diante do exposto, o mecanismo fisiopatológico que explica CORRETAMENTE a hipoxemia do caso é:
Hipoventilação global por depressão do centro respiratório, com gradiente alvéolo-arterial pouco alterado no exame.
Difusão limitada como mecanismo dominante, com resposta importante ao aumento de FiO₂ na gasometria arterial.
Redução da pressão inspirada de oxigênio por falha de oferta, com melhora imediata ao corrigir o equipamento.
Shunt intrapulmonar por áreas perfundidas sem ventilação, com baixa resposta ao aumento de FiO₂.
Redução do conteúdo de oxigênio por anemia, com PaO₂ preservada e hipoxemia tecidual por transporte.
Mulher de 53 anos apresenta dispneia súbita e dor torácica pleurítica. Tem edema assimétrico de perna esquerda e frequência cardíaca 112 bpm. Não há hipotensão. Pela avaliação clínica estruturada, a probabilidade pré-teste para embolia pulmonar é alta. Conforme o caso, assinale a estratégia diagnóstica inicial CORRETA:
Solicitar D-dímero e aguardar resultado para decidir sobre imagem, mesmo com alta probabilidade clínica.
Solicitar angiotomografia de artérias pulmonares e ponderar anticoagulação durante investigação conforme risco de sangramento.
Solicitar radiografia de tórax e repetir avaliação clínica após analgesia, antes de definir exame confirmatório.
Solicitar teste ergométrico e ecocardiograma transtorácico como exames iniciais para esclarecer dor torácica.
Solicitar espirometria com broncodilatador, visando excluir doença obstrutiva como causa de dispneia súbita.
Homem de 70 anos no pós-operatório abdominal apresenta dispneia súbita e hipoxemia. Radiografia mostra opacificação quase total do hemitórax direito com sinais de perda de volume e desvio mediastinal para o mesmo lado. Ausculta com murmúrio vesicular muito reduzido à direita. Para reversão do quadro, a conduta CORRETA deve ser:
Iniciar antibiótico e aguardar reexpansão espontânea, pois o achado radiográfico sugere pneumonia lobar extensa.
Administrar diurético e restringir volume, visando reduzir congestão e melhorar ventilação.
Intensificar medidas de recrutamento/clearance, considerar broncoscopia para remoção de tampão mucoso e reavaliar resposta.
Realizar trombólise e anticoagulação, considerando embolia pulmonar como diagnóstico principal no pós-operatório.
Indicar drenagem pleural com dreno torácico, assumindo derrame volumoso como causa do colapso pulmonar.
Paciente de 35 anos é intubado por rebaixamento do nível de consciência. Após a intubação, há expansão torácica aparente com ventilação manual, mas a capnografia exibe curva achatada e ETCO₂ persistentemente muito baixo. A saturação começa a cair. Dessa forma, a conduta imediata CORRETA deve ser:
Aumentar volume corrente e frequência ventilatória, buscando elevar ETCO₂ e melhorar oxigenação com rapidez.
Administrar broncodilatador e aspirar secreções, assumindo broncoespasmo como causa do traçado achatado.
Ajustar PEEP e manter ventilação, interpretando capnografia baixa como hipoperfusão transitória pós-intubação.
Solicitar radiografia de tórax para confirmar posição do tubo, mantendo ventilação manual até chegada do exame.
Reavaliar tubo e circuito; se persistir dúvida de via traqueal, retirar e reintubar de imediato.
Mulher de 72 anos, hipertensa, chega com dispneia súbita e ortopneia após cessar diuréticos. Estertores difusos, PA 190/110 mmHg, turgência jugular e radiografia com congestão vascular e linhas B. Sem febre. A intervenção inicial CORRETA, nesse caso, deve ser:
Antibioticoterapia de amplo espectro e reposição volêmica, visando tratar sepse com foco pulmonar inicial.
Trombolítico sistêmico e heparinização plena, considerando embolia pulmonar como diagnóstico dominante.
Vasodilatador e diurético com suporte ventilatório não invasivo conforme tolerância, reduzindo pré e pós carga.
Corticoide sistêmico e broncodilatador, tratando broncoespasmo como mecanismo principal da dispneia aguda.
Intubação imediata e estratégia de SDRA, independentemente de resposta inicial à ventilação não invasiva.
Suponha a seguinte situação fictícia.
Mulher de 48 anos, obesa com índice de massa corporal 34, direcionada pela regulação à pneumologia com queixa de "falta de ar noturna". Na anamnese, roncos intensos relatados pelo marido, menção a episódios de apneia com despertares súbitos e queixa de fadiga diurna. Sem dispneia diurna. Exame físico sem alterações dignas de nota. Sons respiratórios normais, sem sibilos. Eupneica, FR: 16 irpm. Tolera bem decúbito dorsal. Escala de Epworth 12 de 24.
Considerando a principal hipótese diagnóstica nessa consulta de pneumologia ambulatorial, a conduta apropriada, no âmbito da rede SUS, é:
Devolver a paciente para a atenção primária em saúde para acompanhamento, objetivando perda de peso, higiene do sono e propedêutica complementar.
Prescrever CPAP automática e encaminhar à otorrinolaringologia para avaliação da indicação de uvulopalatoplastia.
Iniciar modafinila 200 mg, VO, diária, por hipersonia e solicitar polissonografia via lista de espera se Epworth maior que 10 persistente.
Encaminhar ao serviço terciário de referência em saúde do sono com indicação prioritária de oximetria noturna, objetivando estratificação de risco.
Em relação ao uso de corticoides inalatório (CI) ou sistêmico (CS) no manejo da doença pulmonar obstrutiva crônica, é correto afirmar:
pacientes em terapia com CI + anticolinérgico de longa ação que não apresentam histórico de exacerbações nos últimos doze meses devem, preferencialmente, manter essa combinação inalatória para otimizar o controle da inflamação.
para o tratamento de exacerbações graves da DPOC, o uso de CS deve ser mantido por uma duração entre sete e dez dias, visando estabilizar a função pulmonar (VEF1).
o risco de pneumonia associado ao CI é sobreposto pelo benefício na prevenção de exacerbações em pacientes com fenótipo de sobreposição DPOC/ Asma (ACOS), independentemente do FEV1.
uma contagem de eosinófilos no sangue igual ou superior a 200 células/mm3 é o corte mais robusto e definitivo para garantir o benefício preventivo da adição do corticoide inalatório ao regime de broncodilatador.
o uso de CI está associado a um risco relativo de pneumonia que varia entre 1,60 e 1,69, sendo esse risco significativamente mais elevado em pacientes com um grau severo de obstrução.