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Em relação ao uso de corticoides inalatório (CI) ou sistêmico (CS) no manejo da doença pulmonar obstrutiva crônica, é correto afirmar:
pacientes em terapia com CI + anticolinérgico de longa ação que não apresentam histórico de exacerbações nos últimos doze meses devem, preferencialmente, manter essa combinação inalatória para otimizar o controle da inflamação.
para o tratamento de exacerbações graves da DPOC, o uso de CS deve ser mantido por uma duração entre sete e dez dias, visando estabilizar a função pulmonar (VEF1).
o risco de pneumonia associado ao CI é sobreposto pelo benefício na prevenção de exacerbações em pacientes com fenótipo de sobreposição DPOC/ Asma (ACOS), independentemente do FEV1.
uma contagem de eosinófilos no sangue igual ou superior a 200 células/mm3 é o corte mais robusto e definitivo para garantir o benefício preventivo da adição do corticoide inalatório ao regime de broncodilatador.
o uso de CI está associado a um risco relativo de pneumonia que varia entre 1,60 e 1,69, sendo esse risco significativamente mais elevado em pacientes com um grau severo de obstrução.