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Sobre lesão renal aguda em pacientes com câncer, considerando epidemiologia, prognóstico e principais mecanismos, assinale a alternativa correta.
A lesão renal aguda em pacientes com câncer é incomum e, quando ocorre, geralmente não interfere na possibilidade de manter o esquema completo de tratamento oncológico nem impacta de forma significativa a mortalidade.
A síndrome de lise tumoral raramente causa lesão renal aguda, pois os cristais de ácido úrico e fosfato de cálcio formados nos túbulos são facilmente eliminados apenas com hidratação oral, sem repercussões clínicas relevantes.
As causas de lesão renal aguda em pacientes com câncer se restringem a dano intrínseco do parênquima renal; causas pré-renais, como depleção volêmica, e causas pós-renais, como obstrução do trato urinário, praticamente não têm importância nesse contexto.
Pacientes com mieloma múltiplo apresentam risco aumentado de lesão renal aguda por nefropatia por cilindros de cadeias leves, que pode cursar com obstrução tubular, necessidade de terapia de substituição da função renal e maior mortalidade.
A presença de doença renal crônica prévia em pacientes com câncer não altera o risco de evolução para necessidade de terapia de substituição da função renal nem a mortalidade em longo prazo, desde que o tratamento oncológico seja adequado.


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