Quando chegou à enfermaria de reabilitação, o paciente foi reavaliado e novas complicações ortopédicas foram identificadas:
• Deformidade escoliótica da coluna torácica decorrente da fratura, mesmo após estabilização vertebral cirúrgica.
• Dor no calcâneo direito ao ser colocado em ortostatismo na enfermaria de reabilitação, cuja avaliação radiográfica evidenciou uma fratura não percebida na avaliação inicial do pronto-socorro.
Além disso, observa-se adesão irregular ao tratamento e redução da energia, da motivação e do engajamento do paciente nas terapias. O paciente também refere sentimento de culpa pelas lesões e pela sua vida em geral. Considerando a situação clínica atual, assinale a alternativa correta sobre a anamnese e o exame físico em Fisiatria.
Deve-se focar a atenção nos déficits neurológicos primários e na fratura torácica, ignorando dor secundária e fatores psicológicos, já que eles não influenciam a reabilitação física.
O exame físico deve ser abrangente, incluindo avaliação de força muscular, sensibilidade, tônus, mobilidade da coluna, deformidades ortopédicas, dor, arco articular, controle vesical e intestinal, postura, marcha (quando possível) e fatores de risco para complicações secundárias, além de considerar adesão, motivação e fatores psicológicos.
A avaliação ortopédica pode ser limitada às alterações previamente documentadas no pronto-socorro, pois novas lesões detectadas posteriormente são consideradas irrelevantes para a reabilitação funcional.
A adesão irregular ao tratamento não precisa ser abordada na avaliação fisiátrica inicial, pois o fisiatra atua exclusivamente sobre déficits físicos.
Aspectos psicológicos, sociais e emocionais, como culpa e depressão, não fazem parte da avaliação funcional e podem ser tratados apenas pela Psicologia, separadamente da reabilitação física.