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Homem de 58 anos apresenta lombociatalgia crônica à esquerda há cerca de 10 meses, com ...

Homem de 58 anos apresenta lombociatalgia crônica à esquerda há cerca de 10 meses, com irradiação para face anterior da coxa e perna, parestesias associadas e piora aos esforços prolongados em ortostatismo. Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica e doença renal crônica estágio 3 (TFG estimada ~45 mL/min). Ao exame físico: dor à extensão lombar, sinal de Lasègue negativo, hipoestesia em território L4 à esquerda e discreta redução de força em quadríceps esquerdo (grau 4).


ENMG:

• Neurocondução sensitiva e motora de nervos periféricos dos membros inferiores dentro da normalidade.

• Miografia com potenciais de fibrilação e ondas positivas em vasto medial e tibial anterior esquerdos.

• Unidades motoras com padrão neurogênico crônico nesses mesmos músculos.

• Paravertebrais lombares esquerdas com atividade espontânea.


Ressonância magnética da coluna lombossacra:

• Protusão discal mínima em L3–L4, sem compressão radicular significativa.

• Hipertrofia facetária em L4–L5 à esquerda, com redução do recesso lateral correspondente.


Com base no quadro clínico e nos exames complementares e considerando a farmacoterapia da dor inflamatória (artropatia facetária) e da dor neuropática (radicular), assinale a alternativa que indica uma conduta adequada.


A

Iniciar AINE em dose plena por tempo prolongado para controle da artropatia facetária e associar opioide forte como primeira linha para dor irradiada, evitando gabapentinoides devido à idade.


B

Priorizar gabapentinoide ou antidepressivo tricíclico para dor irradiada, associar AINE seletivo com cautela ou paracetamol para dor facetária, considerando a função renal, e evitar uso crônico de AINEs nesse paciente.


C

Tratar ambas as dores exclusivamente com relaxante muscular central e corticoterapia sistêmica contínua, independentemente da doença renal.


D

Utilizar apenas infiltração facetária como primeira abordagem medicamentosa e contraindicar completamente antidepressivos para dor neuropática.


E

Prescrever AINE não seletivo em altas doses associado a gabapentina e morfina de manutenção, sem necessidade de ajuste por comorbidades.