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Um homem de 61 anos procura uma Unidade Básica de Saúde relatando mal-estar há cerca de 90 minutos, com dor epigástrica em pressão, irradiando para dorso, associada a sudorese fria e náuseas. É hipertenso, diabético tipo 2 e tabagista. Nega dor torácica típica no momento da consulta. Ao exame: PA 150/95 mmHg, FC 96 bpm, SatO₂ 96% em ar ambiente, ausculta cardíaca sem sopros, pulmões sem estertores. A UBS dispõe de eletrocardiograma (ECG), mas não realiza dosagem de troponina. O ECG mostra: infradesnivelamento de segmento ST de 1 mm em DII, DIII e aVF, com inversão de onda T em V4–V6.
Qual a conduta diagnóstica mais adequada nesse cenário?
Aguardar evolução clínica e repetir o ECG em 24 horas, uma vez que a UBS não dispõe de marcadores de necrose miocárdica.
Classificar o quadro como baixo risco para evento cardiovascular agudo e encaminhar para avaliação ambulatorial com cardiologia eletiva.
Descartar IAM, pois a ausência de dor torácica típica e de supra de ST afasta síndrome coronariana aguda, devendo o paciente ser tratado como dispepsia.
Reconhecer quadro compatível com Síndrome Coronariana Aguda sem supradesnivelamento do ST, iniciar manejo inicial na APS e encaminhar o paciente para unidade de urgência/emergência.


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