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Caso hipotético: paciente de 52 anos, obesa, relata sangramento uterino anormal há 6 meses. Realizou biópsia de endométrio por amostragem manual (Pipelle), cujo laudo histopatológico revelou Hiperplasia Endometrial Atípica (Neoplasia Intraepitelial Endometrioide).
Sobre o manejo e as características dessa patologia, assinale a alternativa CORRETA.
Ahiperplasia endometrial sem atipias apresenta um risco de progressão para câncer de endométrio superior a 30% em um período de 10 anos se não for tratada.
A classificação atual da OMS (Organização Mundial da Saúde) divide as hiperplasias apenas em "Simples" e "Complexas", independentemente da presença de atipias citológicas.
Em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade, o uso de Dispositivo Intrauterino de Cobre (DIU) é a primeira linha de tratamento para reversão das atipias.
O tratamento de escolha para pacientes com prole constituída é a histerectomia total, preferencialmente por via minimamente invasiva, devido ao alto risco de progressão para carcinoma ou coexistência oculta de câncer.
O principal fator de risco para o desenvolvimento desta patologia é o excesso de progesterona, que causa a proliferação desordenada das glândulas endometriais.


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