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Desfibriladores cardíacos modernos utilizam tecnologia bifásica para o tratamento de ritmos de parada como a Fibrilação Ventricular. Em comparação com os antigos modelos monofásicos, a onda bifásica permite a desfibrilação com sucesso, utilizando cargas de energia consideravelmente menores (ex.: 200 J em vez de 360 J).
Assinale a alternativa que apresenta o princípio de bioengenharia que justifica essa maior eficiência terapêutica.
O uso de corrente alternada de alta frequência (10 MHz) na onda bifásica impede que a pele do paciente sofra queimaduras por efeito Joule.
A inversão da polaridade da corrente durante o disparo remove o excesso de carga acumulada nas membranas celulares, promovendo uma despolarização miocárdica mais uniforme e menos lesiva.
A descarga bifásica atua, exclusivamente, no nó sinoatrial, enquanto a monofásica dispersa energia de forma aleatória por todo o mediastino.
A segunda fase da onda bifásica funciona como um sistema de ultrassom que fragmenta coágulos coronários durante a descarga elétrica.
O circuito bifásico eleva a impedância do tórax do paciente para valores acima de 200 Ohms, o que aumenta a voltagem efetiva do choque.


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