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Uma mulher de 28 anos, grávida de 18 semanas, com urticária...

Uma mulher de 28 anos, grávida de 18 semanas, com urticária crônica espontânea (CSU) grave (UAS7=42), refratária à cetirizina em dose quádrupla (40 mg/dia) por 4 semanas, sem comorbidades ou uso de outros medicamentos, consulta para escalonamento terapêutico. Considerando a diretriz internacional EAACI/GA²LEN/EuroGuiDerm/APAAACI (2021), incluindo os dados de segurança do registro EXPECT e a recomendação de usar o mesmo algoritmo com cautela em gestantes após avaliação risco-benefício, qual é a próxima etapa mais apropriada no manejo, priorizando eficácia, minimização de riscos fetais e evidências de ausência de teratogenicidade?


A

Iniciar ciclosporina 3 mg/kg/dia, pois possui dados extensos de segurança em gestantes de transplantes e é preferível a biológicos em contextos imunossupressores.


B

Iniciar omalizumabe 300 mg subcutâneo a cada 4 semanas, após consentimento informado, suportado por dados tranquilizadores de exposições gestacionais sem efeitos adversos em recém-nascidos.


C

Adicionar montelucaste 10 mg/dia, como adjuvante seguro (categoria B) com efeitos anti-inflamatórios, evitando biológicos devido à falta de estudos randomizados em gravidez.


D

Prescrever prednisona oral 0,5 mg/kg/dia por 7–10 dias com redução, para controle rápido de sintomas, já que corticosteroides sistêmicos são recomendados em exacerbações graves durante a gestação.


E

Trocar para loratadina em dose quádrupla, uma vez que a mudança de anti-histamínico de segunda geração pode melhorar a resposta sem necessidade de escalonamento imediato.