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Dona Severina, 82 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e ...

Dona Severina, 82 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência cardíaca congestiva, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Em visita domiciliar, relata:


“Não quero ser entubada, doutor(a). Quero ficar em casa e partir com dignidade, se chegar a minha hora. Mas quero que tentem me aliviar, não quero morrer com dor.”

Dias depois, durante intercorrência respiratória aguda, o filho mais velho, muito emocionado, suplica:

“Por favor, leve minha mãe pro hospital e façam tudo o que for possível, mesmo que precise de aparelhos.”

A paciente encontra-se consciente, orientada, dispneica, mas comunicando suas preferências de forma consistente.


Nessa situação, com base nos fundamentos éticos e legais das diretivas antecipadas de vontade no Brasil, a conduta médica mais adequada é:


A

Atender ao pedido do familiar, já que o filho é o responsável legal e está fazendo valer o melhor interesse da paciente.


B

Internar a paciente para suporte intensivo mínimo, enquanto aguarda documento formalizado das diretivas antecipadas por escrito.


C

Encaminhar ao hospital para esclarecimento junto ao comitê de bioética, mantendo ventilação mecânica até definição formal da DAV.


D

Respeitar a manifestação verbal atual da paciente, priorizando cuidados proporcionais, conforto e alívio da dispneia, registrando as preferências em prontuário.