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Crianças que não estabelecem contato visual, não respondem ao nome quando chamado, preferem brincar sozinhas com objetos giratórios de forma repetitiva, não apontam para objetos de interesse nem pronunciam palavras com significado e, no exame físico, revelam um tônus muscular normal, sem dismorfias evidentes, e os marcos motores estão adequados para a idade.
A conduta inicial nesse caso deve ser:
Solicitar exames de imagem cerebral, como ressonância magnética, para excluir causas estruturais antes de considerar Transtornos do Espectro Autista (TEAs).
Orientar os pais a aguardarem até os 36 meses, pois muitos atrasos no desenvolvimento se resolvem espontaneamente.
Iniciar terapia com medicamentos neurolépticos para controlar os comportamentos repetitivos observados.
Recomendar apenas terapia fonoaudiológica isolada, focada na estimulação da linguagem, sem necessidade de avaliação psiquiátrica.
Encaminhar para avaliação multidisciplinar especializada, incluindo aplicação de ferramentas de rastreio como o Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT), visando diagnóstico precoce e intervenção comportamental.