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Em relação à criação e maturação de fístulas arteriovenosas nativas para hemodiálise, assinale a alternativa INCORRETA.
A avaliação pré-operatória com ultrassonografia Doppler dos vasos do membro superior (artéria e veia) melhora a seleção do sítio da anastomose e está classificada com nível de evidência II nas diretrizes da Vascular Access Society.
Em pacientes com diâmetro da veia cefálica inferior a 2,5 mm ou artéria radial inferior a 2 mm, a probabilidade de falha primária da fístula é substancialmente maior, o que justifica considerar opção de enxerto ou cateter.
A fístula arteriovenosa deve ser criada o mais distal possível no membro superior (por exemplo em rádio-cefálica no punho) para preservar opções futuras e minimizar risco de síndrome do desvio (“steal”), conforme diretriz da Vascular Access Society.
A monitorização de fluxo do acesso e a avaliação periódica de estenose funcional com medidas objetivas (como fluxo no braço ou índice de pressão) são recomendadas para intervenção pré-emptiva e evitar trombose da fístula.
A criação de fístula arteriovenosa auto-gênica deve ser evitada em pacientes com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) inferior a 30 % ou insuficiência cardíaca descompensada, pois o aumento abrupto do débito cardíaco secundário ao acesso aumenta risco de insuficiência.