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Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Um vacinador de 42 anos trabalha no serviço de imunização de hospital público e sofre ferimento puntiforme contaminado com terra e material orgânico no dedo indicador da mão direita durante manuseio de caixa de suprimentos nos arredores do estabelecimento. Ele refere não ter histórico completo de vacinação contra difteria e tétano (dT) e nunca ter recebido reforço nos últimos 10 anos. O ferimento é classificado como de alto risco para tétano (profundo >1 cm, contaminado com solo orgânico, evolução >6 horas). Não há sinais locais de infecção no momento da avaliação; títulos antitetânicos não disponíveis no momento.
A profilaxia antitetânica adequada para esse trabalhador, considerando o contexto ocupacional e o risco do ferimento é:
Administrar dose de reforço de vacina dT e imunoglobulina humana antitetânica (IGHAT) em dose única, em locais anatômicos distintos, com acompanhamento clínico e sorologia futura para titulação de antígenos protetores.
Administrar dose de reforço de vacina dT, sem imunoglobulina associada, com monitoramento clínico do ferimento por 14 dias e antibioticoterapia profilática oral.
Realizar monitoramento clínico do ferimento por 10 dias, sem administração imediata de vacina ou imunoglobulina, priorizando a limpeza e antibioticoterapia local.
Aplicar soro antitetânico equino (SAT) em dose única e completar o esquema vacinal com dT em doses subsequentes nos dias 3, 7 e 14, com acompanhamento clínico e sorologia futura para titulação de antígenos protetores.