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Um homem de 28 anos, vítima de acidente automobilístico de alta energia, é trazido ao serviço de emergência hemodinamicamente instável, com dor intensa e edema progressivo na perna esquerda, parestesia na região do pé, dor intensa à mobilização passiva dos dedos, endurecimento dos compartimentos à palpação e piora progressiva da dor. À inspeção, não há fratura exposta evidente, mas a perna apresenta tumefação acentuada e dor exacerbada à palpação dos compartimentos musculares. O paciente está lúcido, com pulsos pediosos e tibiais posteriores diminuídos, e já foi submetido às manobras de estabilização iniciais de acordo com o protocolo ATLS (houve aumento do edema após reposição volêmica). E-FAST negativo em todos os focos. Considerando o quadro clínico apresentado, qual a conduta adequada neste momento?
Administrar corticosteroides sistêmicos para reduzir inflamação e prevenir lesão nervosa secundária.
Solicitar apenas radiografia simples de perna e, se positivo para fratura, programar cirurgia ortopédica em 24h.
Realizar fasciotomia de emergência dos compartimentos da perna esquerda o mais cedo possível.
Manter a imobilização rígida da perna com tala gessada e reavaliar clínico-neurológico seriado em 6h.
Iniciar analgesia opioide, aguardar estabilização hemodinâmica e medir pressão intracompartimental antes de qualquer intervenção cirúrgica.