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Um recém-nascido (RN) a termo (39 semanas), após parto vaginal complicado por descolamento prematuro de placenta, nasce com apneia, bradicárdico e hipotônico. Após manobras de reanimação neonatal, incluindo ventilação com pressão positiva (VPP) e intubação em sala de parto, o RN apresenta Apgar 2 no 1º minuto e 5 no 5º minuto. A gasometria de cordão umbilical revela pH de 6,85 e déficit de bases (BE) de –18 mmol/L.
Com base no Programa de Reanimação Neonatal da SBP e no manejo da asfixia, assinale a alternativa correta.
Para esse RN, a hipotermia terapêutica está contraindicada, uma vez que o índice de Apgar no 5º minuto foi superior a 3, indicando uma recuperação rápida, que anula o risco de encefalopatia moderada a grave.
A fisiopatologia da lesão cerebral na asfixia é dividida em duas fases: a fase primária, marcada por falha energética e necrose celular imediata, e a fase secundária (reperfusão), que ocorre após seis a doze horas, sendo esta última a principal janela de oportunidade para a neuroproteção via hipotermia.
Segundo a SBP, a hipotermia terapêutica deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras doze horas de vida, visando a manter a temperatura central (retal ou esofágica) entre 32 ºC e 33 ºC por um período de 48 horas.
A acidose metabólica grave apresentada (pH < 7,0 e BE < –16) é um critério isolado e suficiente para o diagnóstico definitivo de paralisia cerebral, dispensando-se a realização de exames de imagem ou avaliação neurológica seriada para a condução do prognóstico.
Durante a fase de reaquecimento pós-hipotermia, a temperatura deve ser elevada rapidamente (1 ºC por hora) para evitar a persistência da bradicardia sinusal, que é uma complicação metabólica frequente e deletéria do tratamento.