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Um médico da atenção primária atende uma mulher de 68 anos e revisa, durante a consulta, as estratégias de prevenção e detecção precoce de câncer. A paciente pergunta se, por ter ultrapassado os 65 anos, ainda deve realizar exames de rastreamento. O médico explica que a indicação não depende exclusivamente da idade cronológica, devendo considerar o tipo de câncer, o risco individual, o histórico de rastreamento, a expectativa de benefício e as recomendações do programa de saúde vigente.
Com base nas diretrizes brasileiras atuais para rastreamento de câncer e nos princípios de rastreamento populacional, assinale a alternativa CORRETA:
O rastreamento do câncer de próstata por meio de PSA deve ser realizado rotineiramente em todos os homens idosos, pois a OMS recomenda rastreamento populacional universal a partir de determinada idade.
O rastreamento do câncer de pulmão por tomografia computadorizada deve ser realizado em todos os idosos, independentemente do histórico de tabagismo, pois a idade avançada é suficiente para caracterizar alto risco.
O rastreamento do câncer de colo do útero deve ser mantido após os 64 anos, independentemente do histórico de exames anteriores e dos resultados obtidos.
Para pessoas assintomáticas de 50 a 75 anos e de risco padrão, o rastreamento do câncer colorretal pode ser realizado com teste imunoquímico fecal (FIT); diante de resultado positivo, está indicada investigação complementar com colonoscopia.
Após os 65 anos, o rastreamento de qualquer tipo de câncer deve ser suspenso, pois os riscos dos exames sempre superam os possíveis benefícios nessa faixa etária.