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Um homem de 76 anos, independente para suas atividades habituais, comparece à unidade básica de saúde para acompanhamento. Nas últimas três consultas, realizadas em dias diferentes, apresentou pressão arterial entre 158–164/72–78 mmHg. Ele faz uso regular de dois anti-hipertensivos e relata tontura ocasional ao levantar-se rapidamente da cama. Ao exame, apresenta pressão arterial de 162/76 mmHg sentado e 138/68 mmHg após permanecer em pé por três minutos, sem sintomas importantes durante a avaliação. O médico decide revisar o tratamento antes de intensificá-lo. Considerando as particularidades da hipertensão arterial no paciente idoso, assinale a alternativa CORRETA:
A pressão arterial sistólica elevada deve ser desconsiderada em idosos quando a pressão diastólica estiver abaixo de 80 mmHg, pois esse padrão é esperado com o envelhecimento.
A presença de queda significativa da pressão arterial após a mudança para a posição ortostática deve ser considerada na avaliação e no ajuste do tratamento anti-hipertensivo, especialmente diante de sintomas como tontura e risco de quedas.
Em pacientes idosos, o tratamento da hipertensão deve ser intensificado rapidamente até que a pressão arterial sistólica permaneça abaixo de 110 mmHg, independentemente da presença de sintomas.
A hipertensão sistólica isolada em idosos é predominantemente causada por aumento da frequência cardíaca e, por isso, o tratamento deve priorizar exclusivamente medicamentos que reduzam a frequência cardíaca, os betas bloqueadores.
A ocorrência de tontura ao levantar-se é uma manifestação inevitável do envelhecimento e não deve influenciar a escolha ou a intensidade do tratamento anti-hipertensivo.