

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
Sua equipe de coleta de órgãos é chamada para um hospital, onde irá retirar órgãos de um homem de 35 anos que sofreu traumatismo cranioencefálico grave após colisão automobilística. Após internação em unidade de terapia intensiva, evolui com diagnóstico de morte encefálica, confirmada conforme os critérios técnicos e legais vigentes. Não tem infecção sistêmica, neoplasia maligna conhecida ou contraindicações absolutas à doação. Após autorização familiar documentada, a equipe de captação organiza a retirada múltipla de órgãos. Durante o procedimento, o cirurgião responsável enfatiza que a preservação da viabilidade dos enxertos depende da sequência operatória, do controle hemodinâmico até o clampeamento vascular e da correta perfusão com solução preservadora.
Considerando os princípios técnicos universalmente aceitos para a coleta de múltiplos órgãos sólidos, assinale a opção que descreve a conduta mais adequada.
Realiza-se a laparotomia e esternotomia, em seguida, faz-se a inspeção criteriosa dos órgãos e a dissecção vascular, preservando estruturas nobres, heparinização sistêmica quando indicada, clampeamento da aorta, seguido de perfusão com solução fria, drenagem venosa adequada, resfriamento tópico e retirada dos órgãos respeitando sequência previamente coordenada entre as equipes.
Após confirmação da morte encefálica, procede-se imediatamente à retirada do fígado e dos rins antes da perfusão preservadora, reduzindo o tempo cirúrgico; a inspeção anatômica completa e a avaliação de lesões podem ser realizadas após a explantação dos órgãos.
A prioridade consiste em retirar rapidamente o coração antes de qualquer dissecção vascular extensa; a perfusão fria é realizada apenas após a remoção cardíaca, permitindo melhor exposição dos órgãos abdominais e menor risco de lesão vascular.
O controle da temperatura corporal do doador deixa de ser relevante após a confirmação da morte encefálica; por isso, a perfusão com solução preservadora pode ser realizada em temperatura ambiente, desde que o tempo de isquemia fria seja reduzido posteriormente.
A ligadura precoce da veia cava inferior e dos principais ramos arteriais abdominais, antes do clampeamento aórtico e da perfusão preservadora, reduz perdas sanguíneas e facilita a retirada sequencial dos órgãos sem comprometer significativamente sua viabilidade.