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Um paciente transplantado apresenta febre, dor no enxerto e elevação da creatinina sérica. O exame físico mostra sensibilidade localizada na fossa ilíaca direita. Conforme o caso, assinale a interpretação clínica CORRETA:
Infecção urinária baixa, sem repercussão no enxerto.
Rejeição aguda do enxerto renal, caracterizada por febre, dor e disfunção renal.
Hipertensão renovascular secundária ao transplante.
Toxicidade medicamentosa por imunossupressores.
Recorrência de nefropatia diabética no enxerto.
Um Nefrologista coordena projeto de pesquisa sobre rejeição crônica em transplante renal. Nesse contexto, assinale a etapa metodológica que é indispensável para garantir validade científica:
Seleção de casos clínicos sem critérios de inclusão.
Publicação direta em revista sem revisão por pares.
Exclusão de análise estatística para simplificação dos resultados.
Apresentação apenas em congressos, sem registro formal.
Revisão crítica da literatura e definição clara de hipóteses de pesquisa.
Durante avaliação pós-transplante, um paciente apresenta acidose metabólica persistente. De acordo com a fisiologia tubular, a alteração que explica CORRETAMENTE o quadro clínico é:
Deficiência na secreção de íons hidrogênio no túbulo distal, comprometendo a acidificação urinária.
Redução da reabsorção de glicose no túbulo proximal, levando à acidose.
Aumento da reabsorção de bicarbonato na alça de Henle, causando acidose.
Deficiência na secreção de potássio no ducto coletor, resultando em acidose.
Redução da filtração glomerular isolada, sem repercussão tubular.
Um Nefrologista é convidado a integrar a Comissão de Transplantes do hospital. Sua principal atribuição nesse contexto é:
Representar exclusivamente os interesses da equipe médica.
Avaliar apenas aspectos financeiros do programa de transplante.
Supervisionar exclusivamente residentes em nefrologia.
Atuar como responsável legal por todos os transplantes realizados.
Subsidiar tecnicamente decisões institucionais, garantindo integração multiprofissional e ética.
Paciente transplantado apresenta nefrotoxicidade e hipertensão arterial. Diante do exposto, assinale CORRETAMENTE a conduta que reflete o uso racional de imunossupressores.
Manter ciclosporina em dose plena sem ajustes.
Suspender toda imunossupressão para evitar complicações.
Aumentar dose de corticoides para compensar nefrotoxicidade.
Substituir ciclosporina por tacrolimus, avaliando perfil de toxicidade e resposta clínica.
Introduzir antibióticos profiláticos sem relação com o quadro.


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Paciente transplantado apresenta creatinina elevada e suspeita de rejeição aguda. Para confirmar o diagnóstico, o exame que é considerado padrão-ouro é denominado como:
Ultrassonografia doppler.
Dosagem de ureia sérica.
Sorologia para vírus BK.
Hemograma com leucocitose.
Biópsia renal.
Na seleção de candidatos para transplante renal, a compatibilidade imunológica é avaliada. Com base no enunciado, o fator considerado mais crítico para reduzir risco de rejeição aguda grave é a:
Compatibilidade de grupo sanguíneo ABO.
Compatibilidade de antígenos HLA-DR .
Compatibilidade de antígenos HLA-A apenas.
Compatibilidade de antígenos HLA-B apenas.
Compatibilidade de antígenos menores não-HLA.
Paciente transplantado apresenta creatinina sérica elevada, mas ultrassonografia doppler mostra fluxo vascular preservado e ausência de obstrução. De acordo com o enunciado, a interpretação CORRETA para esse caso é:
Obstrução ureteral grave.
Trombose da artéria renal.
Infecção urinária complicada.
Toxicidade por antivirais.
Rejeição aguda celular, confirmada apenas por biópsia.
Um paciente transplantado apresenta nefrotoxicidade progressiva, hipertensão arterial e hipertricose. Acerca do tema, a alternativa que indica o imunossupressor CORRETAMENTE associado a esse perfil de efeitos adversos é:
Azatioprina.
Ciclosporina.
Micofenolato mofetil.
Prednisona.
Sirolimus.
Um paciente aguardando transplante hepático apresenta teste cruzado linfocitário positivo com o doador. Qual é o significado desse exame?
Boa compatibilidade HLA.
Presença de anticorpos citotóxicos do receptor contra o doador.
Risco leve de rejeição.
Reação cruzada entre células natural killer.
Compatibilidade sanguínea ABO inadequada.


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Homem de 54 anos com fibrose pulmonar idiopática em estágio avançado encontra-se em avaliação para transplante pulmonar. Apresenta dispneia em repouso, necessidade de oxigenoterapia contínua e queda progressiva da capacidade vital forçada (CVF). Durante a investigação pré-transplante, a equipe discute fatores que influenciam a indicação, o prognóstico e as complicações após o transplante pulmonar. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
A hipertensão pulmonar grave constitui contraindicação absoluta ao transplante pulmonar isolado, sendo mandatória a indicação de transplante cardiopulmonar nesses casos.
A principal causa de mortalidade tardia após o primeiro ano do transplante pulmonar é a rejeição hiperaguda mediada por anticorpos pré-formados.
A DLCO normal no pré-transplante indica ausência de doença vascular pulmonar e reduz significativamente o risco de disfunção primária do enxerto.
O transplante pulmonar bilateral está contraindicado em pacientes com bronquiectasias difusas devido ao alto risco de infecção persistente do enxerto.
A síndrome de bronquiolite obliterante é considerada uma manifestação de rejeição crônica e caracteriza-se funcionalmente por queda progressiva do VEF1.
Um paciente em lista de espera para transplante renal apresenta quadro clínico estável, mas insiste em ser priorizado por alegar que possui maior “utilidade social” por ser chefe de família e único provedor. O médico responsável deve decidir como conduzir a situação. Diante do exposto, o princípio bioético diretamente desrespeitado, caso o paciente seja favorecido fora dos critérios técnicos estabelecidos, é:
Beneficência, pois não se busca o melhor interesse clínico do paciente.
Autonomia, pois não se respeita a decisão do paciente sobre sua própria saúde.
Justiça, pois há quebra da equidade na distribuição dos recursos escassos.
Não maleficência, pois há risco de dano físico ao paciente.
Veracidade, pois não há transparência na comunicação médico-paciente.
No implante do enxerto renal, o cirurgião deve realizar anastomoses vasculares. Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE a técnica considerada padrão para garantir adequada perfusão do enxerto:
Veia renal do enxerto na veia cava inferior.
Artéria renal do enxerto na aorta abdominal.
Artéria renal do enxerto na artéria ilíaca externa.
Veia renal do enxerto na veia porta.
Artéria renal do enxerto na artéria femoral.
Durante acompanhamento pós-transplante, o paciente apresenta creatinina elevada e suspeita de rejeição humoral. Considerando o enunciado, o exame mais utilizado para monitorar risco de rejeição mediada por anticorpos é denominado como:
Dosagem de creatinina sérica.
Ultrassonografia doppler.
Sorologia para CMV.
Pesquisa de anticorpos anti-HLA.
Hemograma completo.
Durante o transporte inter-hospitalar de paciente recém-transplantado, a equipe observa instabilidade hemodinâmica e necessidade de ajuste ventilatório. A conduta CORRETA, segundo protocolos de segurança e continuidade do cuidado, deve ser:
Suspender imunossupressão até estabilização clínica.
Garantir monitorização contínua de parâmetros vitais e comunicação imediata com equipe receptora.
Priorizar alta hospitalar precoce para reduzir risco de infecção.
Transferir sem suporte ventilatório para evitar complicações mecânicas.
Realizar transporte apenas com equipe de enfermagem, sem médico acompanhante.


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Dois anos após transplante renal, paciente apresenta febre persistente, linfadenopatia generalizada e lesões cutâneas. Acerca do caso, a complicação que deve ser considerada prioritariamente é:
Rejeição crônica.
Neoplasia pós-transplante, como linfoma associado ao EBV.
Toxicidade por corticoides.
Infecção urinária recorrente.
Hipertensão arterial secundária.
Após transplante renal, paciente evolui com hidronefrose progressiva. A investigação revela estenose na junção ureterovesical. Diante do exposto, a complicação que está CORRETAMENTE associada à técnica de ureteroneocistostomia é:
Estenose ureteral.
Tromboembolismo venoso.
Infecção sistêmica por CMV.
Necrose cortical do enxerto.
Hipertensão renovascular.
Todo médico deve ter algum conhecimento sobre a legislação dos transplantes em nosso país, para se evitar a perda de preciosos órgãos de possíveis doadores.
Sobre nossa atual legislação e doutrina acerca dos transplantes de órgãos, é correto afirmar que
os xenotransplantes são hoje amplamente utilizados no Brasil, desde que mantidas as regras legais, de higiene e de compatibilidade imunológica.
nosso país, acompanhado por muitos outros, ainda proíbe a doação de órgãos provenientes de fetos anencéfalos, ainda que com evidente ausência de atividade encefálica.
nossa legislação adota o princípio da autonomia da pessoa humana em decidir, em vida, ser doador de órgãos, regra que obriga à família a respeitar seu desejo.
a conservação dos órgãos é outro elemento fundamental, pois córneas, coração, pulmão e rins só podem ser doados, efetivamente, antes da parada cardíaca do doador.
são contraindicações absolutas à doação de órgãos, referentes ao doador: neoplasias malignas, infecções generalizadas, aterosclerose difusa grave e lesões no órgão a transplantar.
Um paciente pós-transplante apresenta hipertensão arterial persistente. O Nefrologista considera a fisiologia renal na regulação da pressão arterial. Nesse caso, o mecanismo diretamente implicado é:
A secreção de aldosterona pelo córtex adrenal, estimulada pelo ACTH.
A liberação de renina pelas células justaglomerulares, ativando o sistema renina-angiotensina-aldosterona.
A ação da vasopressina secretada pelo hipotálamo, aumentando a reabsorção de sódio.
A produção de prostaglandinas renais, que reduzem a resistência vascular periférica.
A filtração glomerular aumentada, que reduz a pressão arterial por diurese osmótica.
Em reunião clínica, familiares solicitam informações sobre complicações pós-transplante. Sobre o caso, a postura do médico considerada adequada é:
Fornecer informações técnicas restritas apenas à equipe médica.
Comunicar dados clínicos de forma clara, humanizada e respeitando sigilo do paciente.
Delegar comunicação exclusivamente ao serviço social.
Informar familiares sem consentimento do paciente.
Utilizar linguagem excessivamente técnica, sem adaptação ao público.


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