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Em relação ao transplante renal pediátrico em bloco para receptores adultos, assinale a alternativa correta.
A técnica de transplante renal em bloco é empregada para rins de doadores pediátricos com peso superior a 20 kg, devido ao tamanho avantajado desses órgãos.
Receptores ideais para transplantes em bloco de rins pediátricos são adultos com alto risco imunológico ou com doenças vasculares significativas, pois a técnica oferece maior proteção contra a trombose.
Apesar de uma taxa inicial de complicações vasculares no pós-operatório precoce maior, a sobrevida do enxerto a longo prazo em transplantes em bloco de rins pediátricos é equivalente à do transplante renal de doador vivo.
No transplante em bloco de rins pediátricos, os ureteres dos rins doados são sempre anastomosados individualmente na bexiga do receptor.
O transplante em bloco de rins pediátricos elimina a necessidade de uso de imunossupressores pelo receptor após o transplante, pois a população pediátrica não é exposta aos fatores de sensibilização, como gestação e transfusões sanguíneas prévias.
De acordo com critérios para seleção de doadores de órgãos, assinale a alternativa correta sobre situações que impedem a doação:
O histórico de câncer não influencia na viabilidade do órgão, desde que o paciente esteja clinicamente estável.
A presença de qualquer doença tratável impede permanentemente a doação de órgãos.
Apenas doenças infecciosas ativas são impeditivas para a doação de órgãos.
Pacientes com histórico de câncer ou com doença cuja evolução comprometa o estado do órgão não podem ser considerados doadores.
Qualquer pessoa, independentemente de comorbidades, pode ser doadora se houver autorização familiar.
As complicações biliares são uma das causas mais comuns de morbidade em pacientes submetidos ao transplante hepático.
Assinale a alternativa que descreve corretamente uma complicação biliar relacionada ao transplante hepático.
As estenoses biliares geralmente ocorrem nas vias biliares distais e estão frequentemente associadas à infecção por vírus hepatotrópicos.
As fístulas biliares são raras e geralmente resultam de lesão intraoperatória nos ductos biliares do doador.
As fístulas biliares devem ser tratadas precocemente com intervenção cirúrgica.
As estenoses biliares anastomóticas são mais comuns que as não anastomóticas e frequentemente ocorrem no sítio da anastomose biliar.
A formação de cálculos biliares no enxerto hepático é a complicação biliar mais prevalente em pacientes transplantados e geralmente ocorre nos primeiros 3 meses após o transplante.
Com o aprimoramento da técnica de transplante hepático intervivos, a população pediátrica portadora de doenças hepáticas obteve maior acesso a essa terapia.
A principal causa para realização de transplante hepático na infância é
trombose de veia porta.
hepatite viral fulminante.
síndrome de colestase familiar.
atresia de vias biliares.
hepatoblastoma.
O transplante pulmonar tornou-se uma opção para doença pulmonar terminal, porém existem critérios de seleção para os candidatos, além de alguns critérios técnicos para realização de transplantes unilaterais ou bilaterais.
Assinale a alternativa correta.
Os pacientes com hipertensão pulmonar têm resultado melhor com transplante pulmonar duplo.
São candidatos a transplante pacientes enfisematosos com VEF1 abaixo de 35% do normal e dependentes de O2 .
Os fatores psicossociais do candidato e da família têm pouca influência na seleção e nos resultados pós-transplante.
Os pacientes com fibrose pulmonar devem receber transplante pulmonar duplo.
Pacientes com bronquiectasias e fibrose cística são candidatos ao ficarem dependentes de O2, com piora funcional, hipercapnia e/ou hipertensão pulmonar, e podem receber transplante pulmonar único.
O transplante hepático pode ser uma estratégia curativa em casos selecionados de tumores primários do fígado. No que se refere a critérios e estratégias relacionados ao transplante hepático, assinale a alternativa correta.
Pacientes com carcinoma hepatocelular que atendem aos critérios de Milão podem ser incluídos na fila de transplante hepático, com prioridade via escore MELD determinado por exames laboratoriais.
Paciente com colangiocarcinomas peri-hilares não são candidatos a transplante hepático.
A quimioembolização transarterial (TACE) pode ser utilizada como terapia de downstaging em pacientes com carcinoma hepatocelular fora dos critérios de Milão.
Em pacientes com carcinoma hepatocelular fora dos critérios de Milão e função hepática Child-Pugh B ou C, o transplante hepático está contraindicado, e a ressecção com preservação de parênquima deve ser a alternativa de escolha.
Em relação a um paciente transplantado hepático, assinale a alternativa INCORRETA.
Trombose da artéria hepática acontece raramente.
Pseudoaneurisma da artéria hepática também é raro.
Trombose da veia porta ocorre infrequentemente.
Ultrassonografia é o método mais utilizado para avaliação inicial de alterações vasculares.
Complicações na veia cava inferior são comuns, com menor incidência quando utilizada a técnica “piggyback”.
O transplante renal no Brasil é regulado por normas rigorosas que garantem segurança ao doador e ao receptor, sendo considerado o tratamento mais eficaz para a doença renal crônica terminal. Sobre esse procedimento, assinale a alternativa correta.
São elegíveis para doação em vida os parentes consanguíneos de até 3º grau, cônjuge ou companheiro e não aparentados (mediante liberação psicológica).
Consideramos como critério expandido os doadores falecidos ≥ 60 anos ou com 50-59 anos e 2 dos seguintes: hipertensão, óbito por AVE ou Cr > 1,5.
Em pacientes portadores doença renal policística que dificulta o implante do enxerto na fossa ilíaca, a abordagem ideal é a realização do transplante intraperitoneal.
Durante o implante do órgão, iniciamos pela anastomose arterial, seguido da venosa (utilizando-se fio inabsorvível) e por fim o reimplante ureteral pela técnica de Politano (utilizando-se fio absorvível).
Apesar de ser alocado de forma rotineira, não há evidência forte na literatura para indicar o posicionamento de cateter ureteral (duplo J) durante o reimplante do ureter.
Paciente de 19 anos sofreu acidente automobilístico com traumatismo craniano e com fratura de fêmur esquerdo que evolui com ausência de pulsos e frialdade do membro. Não hipertenso, não diabético, sem comorbidades e não usa nenhum medicamento. Entretanto, a equipe de terapia intensiva diagnosticou morte cerebral e afamília concordou em doar os órgãos para transplante. A qual classificação de risco da American Society of Anesthesiology (ASA) se enquadra este paciente?
ASA II.
ASA III.
ASA IV.
ASA V.
A família de uma mulher de 40 anos leu cartazes afixados pelo hospital sobre doação de órgãos enquanto estava na sala de espera do CTI aguardando notícias sobre o seu estado de consciência depois de uma extensa hemorragia cerebral após trauma craniano. O médico plantonista avisou a família que a paciente estava em morte cerebral e, com base nessa lei e na vontade expressa previamente por essa mulher, a família decidiu pela doação dos seus órgãos para transplante. De acordo com a ABTO e as normas determinadas legalmente, quais devem ser as comunicações desses cartazes?
Informar que os responsáveis não podem impedir a utilização dos órgãos de seus falecidos para transplante.
Informar sobre a obrigatoriedade da população com vontade de doar órgãos a registrar seu desejo em documento.
Informar e conscientizar a população sobre a relevância da doação de órgãos e tecidos para transplante.
Informar que toda a população é doadora de órgãos e tecidos a menos que autodeclarem o o contrário.
Informar a família e responsáveis sobre a obrigatoriedade de atender a vontade de doação expressa em documento.
Uma mulher melanodérmica de 22 anos foi vítima de acidente automobilístico com trauma craniano e morte cerebral. Por não ter doença alguma prévia e estar em bom estado geral, tornou-se doadora. Durante a operação de retirada dos órgãos, havia cinco equipes. Considerando o exposto, qual o órgão pode ser o último a ser retirado?
Pulmão.
Rim.
Pâncreas.
Fígado.
Coração.
O transplante renal só pode ser realizado com doador cadáver, pois uma pessoa saudável não pode viver com apenas um rim.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que apresenta os critérios a serem considerados para a realização de transplante de um órgão doado a um paciente crítico.
Compatibilidade do órgão, condição clínica do receptor e tempo de isquemia do órgão.
Apenas a compatibilidade do órgão.
Disponibilidade financeira do receptor.
Preferência do médico responsável.
Durante transplante facial total em paciente vítima de trauma balístico com perda das estruturas do terço médio e inferior da face, no momento da dissecção microcirúrgica do retalho do doador, considerando a sequência técnica e preservação vascular, selecione a afirmativa correta:
A dissecção das artérias carótidas externas deve ser iniciada após a identificação do nervo facial em seu tronco principal, com preservação mandatória da artéria temporal superficial para perfusão do retalho ósseo.
O retalho miocutâneo deve ser elevado em plano subfascial na região cervical para preservação do plexo venoso superficial, mantendo-se distância de 2cm das artérias faciais para evitar espasmo vascular.
A sequência de anastomoses deve priorizar as veias jugulares externas bilateralmente, seguidas das artérias faciais e linguais, permitindo perfusão precoce e redução do tempo de isquemia fria.
A dissecção do ramo marginal mandibular do nervo facial é realizada após identificação da veia facial anterior, em plano profundo à glândula submandibular, para minimizar lesão neural iatrogênica.
O tempo de isquemia fria tolerável do retalho facial é de até 6 horas quando utilizada solução de preservação HTK (Custodiol) a 4°C, com dissecção simultânea das equipes do doador e receptor.
O TCTH haploidêntico iniciou em 1970, sendo proibido à época por seus resultados desapontadores devido à alta incidência de DECH e de falha de enxertia. Já em 1980, com a depleção de células T na terapia, a metodologia começou a ser aceita. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A liberação de citocinas se manifesta clinicamente como febre de origem não-infecciosa em 80-90% dos casos. A febre está relacionada ao mismatch em HLA de classe 1 e alta dose de linfócitos CD4+ no produto infundido.
( ) O manejo da liberação de citocinas se baseia, em primeira linha, na terapia com tocilizumabe.
( ) A maioria dos regimes de condicionamento no TCTH haploidêntico são não mieloablativos ou de intensidade reduzida, sendo administrada ciclofosfamida pós-TCTH.
( ) Nos casos de recidiva após transplante haploidêntico é importante avaliar se o haplótipo HLA é mantido ou perdido. Em caso de manutenção, a infusão de linfócitos do doador pode ser utilizada como metodologia de resgate.
( ) No TCTH haploidêntico, a presença de anticorpos doadores específicos (DSA) são irrelevantes devido ao uso de ciclofosfamida pós-TCTH.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V – F – V.
F – V – F – V – V.
V – F – F – F – F.
F – F – V – V – F.
V – V – F – F – V.
Para prevenir o atraso da recuperação da eritropoiese em pacientes com incompatibilidade ABO maior, recomenda-se:
Acompanhar semanalmente o título de IgG anti-A e/ou anti-B e indicar plasmaférese se títulos em ascensão.
Acompanhar semanalmente o título de IgG anti-A e/ou anti-B e indicar corticoterapia em altas doses.
Avaliar a remoção pré-transplante de iso-hemaglutininas se títulos de anti-A e/ou anti-B acima de 8.
Avaliar o uso de eritropoietina pós-transplante se títulos de anti-A e/ou anti-B acima de 16.
Nenhuma das alternativas anteriores está correta.
A causa mais comum de perda precoce de enxerto, após o transplante hepático, é a disfunção primária, com perda irreversível de função hepatocitária decorrente da lesão isquemia-reperfusão.
Em face do exposto, qual fator de risco está correto?
Idade o doador (<30 anos).
Macroestenose (>30% dos hepatócitos).
Hiponatremia grave do doador (<160 mEq/L).
Tempo de isquemia fria encurtado (<6 horas).
Transaminases baixas (<1500 IU/L).
Qual é a contraindicação absoluta para transplante de doador vivo?
Hipertensão arterial.
Trombofilia.
IMC entre 30-35.
Doença psiquiátrica.
Anomalia do trato urinário.
A rejeição de transplante de rim pode ser classificada pela ocorrência temporal da perda do enxerto. Assinale a alternativa que apresente característica da rejeição hiperaguda.
Anticorpos e complementos citotóxicos do receptor reagem aos antígenos endoteliais vasculares do doador.
Os achados típicos são infiltração monocelular dos túbulos e vasos.
As características histológicas de fibrose intersticial, esclerose arteriolar e atrofia tubular.
O sinal que se manifesta mais comumente é o aumento da creatinina sérica e diminuição do débito urinário.
Com base nos estudos sobre a reativação do citomegalovírus (CMV) pós-transplante, qual das alternativas abaixo é a mais correta?
A reativação do CMV pós-transplante não está associada a um aumento do risco de mortalidade geral ou por todas as causas.
A profilaxia com aciclovir de alta dose é amplamente utilizada devido à sua eficácia em prevenir a doença por CMV.
Valganciclovir foi demonstrado como a única opção eficaz para prevenção da doença por CMV em todos os pacientes de risco.
A terapia preemptiva com base em vigilância é considerada a melhor estratégia quando comparada com a preventiva.
O ganciclovir, embora tenha sido estudado como profilático, não melhorou a sobrevida geral devido aos efeitos colaterais como neutropenia e infecções secundárias.