Questões de Concurso sobre Transplante

 
 
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Em relação ao transplante renal pediátrico em bloco para receptores adultos, assinale a alternativa correta.


A

A técnica de transplante renal em bloco é empregada para rins de doadores pediátricos com peso superior a 20 kg, devido ao tamanho avantajado desses órgãos.


B

Receptores ideais para transplantes em bloco de rins pediátricos são adultos com alto risco imunológico ou com doenças vasculares significativas, pois a técnica oferece maior proteção contra a trombose.


C

Apesar de uma taxa inicial de complicações vasculares no pós-operatório precoce maior, a sobrevida do enxerto a longo prazo em transplantes em bloco de rins pediátricos é equivalente à do transplante renal de doador vivo.


D

No transplante em bloco de rins pediátricos, os ureteres dos rins doados são sempre anastomosados individualmente na bexiga do receptor.


E

O transplante em bloco de rins pediátricos elimina a necessidade de uso de imunossupressores pelo receptor após o transplante, pois a população pediátrica não é exposta aos fatores de sensibilização, como gestação e transfusões sanguíneas prévias.

De acordo com critérios para seleção de doadores de órgãos, assinale a alternativa correta sobre situações que impedem a doação:


A

O histórico de câncer não influencia na viabilidade do órgão, desde que o paciente esteja clinicamente estável.


B

A presença de qualquer doença tratável impede permanentemente a doação de órgãos.


C

Apenas doenças infecciosas ativas são impeditivas para a doação de órgãos.


D

Pacientes com histórico de câncer ou com doença cuja evolução comprometa o estado do órgão não podem ser considerados doadores.


E

Qualquer pessoa, independentemente de comorbidades, pode ser doadora se houver autorização familiar.

As complicações biliares são uma das causas mais comuns de morbidade em pacientes submetidos ao transplante hepático.


Assinale a alternativa que descreve corretamente uma complicação biliar relacionada ao transplante hepático.


A

As estenoses biliares geralmente ocorrem nas vias biliares distais e estão frequentemente associadas à infecção por vírus hepatotrópicos.


B

As fístulas biliares são raras e geralmente resultam de lesão intraoperatória nos ductos biliares do doador.


C

As fístulas biliares devem ser tratadas precocemente com intervenção cirúrgica.


D

As estenoses biliares anastomóticas são mais comuns que as não anastomóticas e frequentemente ocorrem no sítio da anastomose biliar.


E

A formação de cálculos biliares no enxerto hepático é a complicação biliar mais prevalente em pacientes transplantados e geralmente ocorre nos primeiros 3 meses após o transplante.

Com o aprimoramento da técnica de transplante hepático intervivos, a população pediátrica portadora de doenças hepáticas obteve maior acesso a essa terapia.


A principal causa para realização de transplante hepático na infância é


A

trombose de veia porta.


B

hepatite viral fulminante.


C

síndrome de colestase familiar.


D

atresia de vias biliares.


E

hepatoblastoma.

O transplante pulmonar tornou-se uma opção para doença pulmonar terminal, porém existem critérios de seleção para os candidatos, além de alguns critérios técnicos para realização de transplantes unilaterais ou bilaterais.


Assinale a alternativa correta.


A

Os pacientes com hipertensão pulmonar têm resultado melhor com transplante pulmonar duplo.


B

São candidatos a transplante pacientes enfisematosos com VEF1 abaixo de 35% do normal e dependentes de O2 .


C

Os fatores psicossociais do candidato e da família têm pouca influência na seleção e nos resultados pós-transplante.


D

Os pacientes com fibrose pulmonar devem receber transplante pulmonar duplo.


E

Pacientes com bronquiectasias e fibrose cística são candidatos ao ficarem dependentes de O2, com piora funcional, hipercapnia e/ou hipertensão pulmonar, e podem receber transplante pulmonar único.

O transplante hepático pode ser uma estratégia curativa em casos selecionados de tumores primários do fígado. No que se refere a critérios e estratégias relacionados ao transplante hepático, assinale a alternativa correta.


A

Pacientes com carcinoma hepatocelular que atendem aos critérios de Milão podem ser incluídos na fila de transplante hepático, com prioridade via escore MELD determinado por exames laboratoriais.


B

Paciente com colangiocarcinomas peri-hilares não são candidatos a transplante hepático.


C

A quimioembolização transarterial (TACE) pode ser utilizada como terapia de downstaging em pacientes com carcinoma hepatocelular fora dos critérios de Milão.


D

Em pacientes com carcinoma hepatocelular fora dos critérios de Milão e função hepática Child-Pugh B ou C, o transplante hepático está contraindicado, e a ressecção com preservação de parênquima deve ser a alternativa de escolha.

Em relação a um paciente transplantado hepático, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Trombose da artéria hepática acontece raramente.


B

Pseudoaneurisma da artéria hepática também é raro.


C

Trombose da veia porta ocorre infrequentemente.


D

Ultrassonografia é o método mais utilizado para avaliação inicial de alterações vasculares.


E

Complicações na veia cava inferior são comuns, com menor incidência quando utilizada a técnica “piggyback”.

O transplante renal no Brasil é regulado por normas rigorosas que garantem segurança ao doador e ao receptor, sendo considerado o tratamento mais eficaz para a doença renal crônica terminal. Sobre esse procedimento, assinale a alternativa correta.


A

São elegíveis para doação em vida os parentes consanguíneos de até 3º grau, cônjuge ou companheiro e não aparentados (mediante liberação psicológica).


B

Consideramos como critério expandido os doadores falecidos ≥ 60 anos ou com 50-59 anos e 2 dos seguintes: hipertensão, óbito por AVE ou Cr > 1,5.


C

Em pacientes portadores doença renal policística que dificulta o implante do enxerto na fossa ilíaca, a abordagem ideal é a realização do transplante intraperitoneal.


D

Durante o implante do órgão, iniciamos pela anastomose arterial, seguido da venosa (utilizando-se fio inabsorvível) e por fim o reimplante ureteral pela técnica de Politano (utilizando-se fio absorvível).


E

Apesar de ser alocado de forma rotineira, não há evidência forte na literatura para indicar o posicionamento de cateter ureteral (duplo J) durante o reimplante do ureter.

Paciente de 19 anos sofreu acidente automobilístico com traumatismo craniano e com fratura de fêmur esquerdo que evolui com ausência de pulsos e frialdade do membro. Não hipertenso, não diabético, sem comorbidades e não usa nenhum medicamento. Entretanto, a equipe de terapia intensiva diagnosticou morte cerebral e afamília concordou em doar os órgãos para transplante. A qual classificação de risco da American Society of Anesthesiology (ASA) se enquadra este paciente?


A

ASA II.


B

ASA III.


C

ASA IV.


D

ASA V.

A família de uma mulher de 40 anos leu cartazes afixados pelo hospital sobre doação de órgãos enquanto estava na sala de espera do CTI aguardando notícias sobre o seu estado de consciência depois de uma extensa hemorragia cerebral após trauma craniano. O médico plantonista avisou a família que a paciente estava em morte cerebral e, com base nessa lei e na vontade expressa previamente por essa mulher, a família decidiu pela doação dos seus órgãos para transplante. De acordo com a ABTO e as normas determinadas legalmente, quais devem ser as comunicações desses cartazes?


A

Informar que os responsáveis não podem impedir a utilização dos órgãos de seus falecidos para transplante.


B

Informar sobre a obrigatoriedade da população com vontade de doar órgãos a registrar seu desejo em documento.


C

Informar e conscientizar a população sobre a relevância da doação de órgãos e tecidos para transplante.


D

Informar que toda a população é doadora de órgãos e tecidos a menos que autodeclarem o o contrário.


E

Informar a família e responsáveis sobre a obrigatoriedade de atender a vontade de doação expressa em documento.

Uma mulher melanodérmica de 22 anos foi vítima de acidente automobilístico com trauma craniano e morte cerebral. Por não ter doença alguma prévia e estar em bom estado geral, tornou-se doadora. Durante a operação de retirada dos órgãos, havia cinco equipes. Considerando o exposto, qual o órgão pode ser o último a ser retirado?


A

Pulmão.


B

Rim.


C

Pâncreas.


D

Fígado.


E

Coração.

O transplante renal só pode ser realizado com doador cadáver, pois uma pessoa saudável não pode viver com apenas um rim.


C

Certo


E

Errado

Assinale a alternativa que apresenta os critérios a serem considerados para a realização de transplante de um órgão doado a um paciente crítico.


A

Compatibilidade do órgão, condição clínica do receptor e tempo de isquemia do órgão.


B

Apenas a compatibilidade do órgão.


C

Disponibilidade financeira do receptor.


D

Preferência do médico responsável.

Durante transplante facial total em paciente vítima de trauma balístico com perda das estruturas do terço médio e inferior da face, no momento da dissecção microcirúrgica do retalho do doador, considerando a sequência técnica e preservação vascular, selecione a afirmativa correta:


A

A dissecção das artérias carótidas externas deve ser iniciada após a identificação do nervo facial em seu tronco principal, com preservação mandatória da artéria temporal superficial para perfusão do retalho ósseo.


B

O retalho miocutâneo deve ser elevado em plano subfascial na região cervical para preservação do plexo venoso superficial, mantendo-se distância de 2cm das artérias faciais para evitar espasmo vascular.


C

A sequência de anastomoses deve priorizar as veias jugulares externas bilateralmente, seguidas das artérias faciais e linguais, permitindo perfusão precoce e redução do tempo de isquemia fria.


D

A dissecção do ramo marginal mandibular do nervo facial é realizada após identificação da veia facial anterior, em plano profundo à glândula submandibular, para minimizar lesão neural iatrogênica.


E

O tempo de isquemia fria tolerável do retalho facial é de até 6 horas quando utilizada solução de preservação HTK (Custodiol) a 4°C, com dissecção simultânea das equipes do doador e receptor.

O TCTH haploidêntico iniciou em 1970, sendo proibido à época por seus resultados desapontadores devido à alta incidência de DECH e de falha de enxertia. Já em 1980, com a depleção de células T na terapia, a metodologia começou a ser aceita. Sobre o tema, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) A liberação de citocinas se manifesta clinicamente como febre de origem não-infecciosa em 80-90% dos casos. A febre está relacionada ao mismatch em HLA de classe 1 e alta dose de linfócitos CD4+ no produto infundido.

( ) O manejo da liberação de citocinas se baseia, em primeira linha, na terapia com tocilizumabe.

( ) A maioria dos regimes de condicionamento no TCTH haploidêntico são não mieloablativos ou de intensidade reduzida, sendo administrada ciclofosfamida pós-TCTH.

( ) Nos casos de recidiva após transplante haploidêntico é importante avaliar se o haplótipo HLA é mantido ou perdido. Em caso de manutenção, a infusão de linfócitos do doador pode ser utilizada como metodologia de resgate.

( ) No TCTH haploidêntico, a presença de anticorpos doadores específicos (DSA) são irrelevantes devido ao uso de ciclofosfamida pós-TCTH.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – F – V – F – V.


B

F – V – F – V – V.


C

V – F – F – F – F.


D

F – F – V – V – F.


E

V – V – F – F – V.

Para prevenir o atraso da recuperação da eritropoiese em pacientes com incompatibilidade ABO maior, recomenda-se:


A

Acompanhar semanalmente o título de IgG anti-A e/ou anti-B e indicar plasmaférese se títulos em ascensão.


B

Acompanhar semanalmente o título de IgG anti-A e/ou anti-B e indicar corticoterapia em altas doses.


C

Avaliar a remoção pré-transplante de iso-hemaglutininas se títulos de anti-A e/ou anti-B acima de 8.


D

Avaliar o uso de eritropoietina pós-transplante se títulos de anti-A e/ou anti-B acima de 16.


E

Nenhuma das alternativas anteriores está correta.

A causa mais comum de perda precoce de enxerto, após o transplante hepático, é a disfunção primária, com perda irreversível de função hepatocitária decorrente da lesão isquemia-reperfusão.

Em face do exposto, qual fator de risco está correto?


A

Idade o doador (<30 anos).


B

Macroestenose (>30% dos hepatócitos).


C

Hiponatremia grave do doador (<160 mEq/L).


D

Tempo de isquemia fria encurtado (<6 horas).


E

Transaminases baixas (<1500 IU/L).

Qual é a contraindicação absoluta para transplante de doador vivo?


A

Hipertensão arterial.


B

Trombofilia.


C

IMC entre 30-35.


D

Doença psiquiátrica.


E

Anomalia do trato urinário.

A rejeição de transplante de rim pode ser classificada pela ocorrência temporal da perda do enxerto. Assinale a alternativa que apresente característica da rejeição hiperaguda.


A

Anticorpos e complementos citotóxicos do receptor reagem aos antígenos endoteliais vasculares do doador.


B

Os achados típicos são infiltração monocelular dos túbulos e vasos.


C

As características histológicas de fibrose intersticial, esclerose arteriolar e atrofia tubular.


D

O sinal que se manifesta mais comumente é o aumento da creatinina sérica e diminuição do débito urinário.

Com base nos estudos sobre a reativação do citomegalovírus (CMV) pós-transplante, qual das alternativas abaixo é a mais correta?


A

A reativação do CMV pós-transplante não está associada a um aumento do risco de mortalidade geral ou por todas as causas.


B

A profilaxia com aciclovir de alta dose é amplamente utilizada devido à sua eficácia em prevenir a doença por CMV.


C

Valganciclovir foi demonstrado como a única opção eficaz para prevenção da doença por CMV em todos os pacientes de risco.


D

A terapia preemptiva com base em vigilância é considerada a melhor estratégia quando comparada com a preventiva.


E

O ganciclovir, embora tenha sido estudado como profilático, não melhorou a sobrevida geral devido aos efeitos colaterais como neutropenia e infecções secundárias.

   
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