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Durante um procedimento de retirada de órgãos de um doador falecido, é essencial seguir uma sequência precisa e coordenada para maximizar a viabilidade dos órgãos transplantáveis. Indique qual das opções a seguir descreve corretamente a ordem recomendada para a retirada dos órgãos de um doador em um procedimento cirúrgico:
Pulmões, coração, fígado, rins, pâncreas.
Fígado, coração, pulmões, pâncreas, rins.
Coração, pulmões, fígado, pâncreas, rins.
Rins, fígado, pulmões, coração, pâncreas.
Não é contraindicação ao transplante pulmonar:
história recente de neoplasia, adequadamente tratada.
deformidade acentuada de coluna e parede torácica, com previsão de restrição funcional no pós-operatório.
deficiência de alfa-1 antitripsina.
índice de massa corporal acima de 40Kg/m2.
Sobre as recomendações de transplante de células-tronco na leucemia mielomonocítica juvenil e outras neoplasias mielodisplásicas/mieloproliferativas, assinale a alternativa correta.
A leucemia mielomonocítica juvenil é uma doença que geralmente se manifesta na infância, sobretudo durante a puberdade, e se caracteriza, principalmente, pela hiperativação da via JAK-STAT.
A presença da mutação somática PTPN11 está relacionada a desfechos favoráveis, com perfil de doença indolente e a recidiva após transplante costuma ser menos incidente se comparada a outros subtipos genéticos.
A presença da mutação NRAS está associada a um perfil clínico amplo. A idade mais avançada e altos índices de hemoglobina fetal são fatores relacionados a um perfil de doença mais agressiva.
O regime clássico de condicionamento envolve a carmustina, tiotepa e melfalano, e a sobrevida livre de doença gira em torno de 52%.
A profilaxia de GVHD deve ser mais intensiva se detectada a presença de mutação NF1 e mutação somática do PTPN11.
Sobre a indicação de transplante de medula óssea em doenças autoimunes, analise as assertivas abaixo:
I. O TCTH pode ser considerado na esclerose múltipla em pacientes com fenótipo inflamatório com recidivas documentadas em intervalo inferior a 12 meses.
II. Para pacientes com esclerose sistêmica, o TCTH pode ser indicado na forma difusa com progressão de doença cutânea a despeito da terapia imunossupressora otimizada, porém é contraindicado em pacientes com doença intersticial pulmonar.
III. Para doença de Crohn refratária à terapia convencional otimizada, o TCTH está contraindicado como opção terapêutica.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
I, II e III.
O transplante de pâncreas é um procedimento complexo que envolve desafios imunológicos específicos. Em relação à imunologia do transplante de pâncreas, assinale a alternativa CORRETA:
A rejeição aguda do enxerto pancreático é mediada principalmente por anticorpos pré-formados contra antígenos HLA do doador.
A principal vantagem do transplante simultâneo de pâncreas e rim é a possibilidade de monitorar a rejeição do enxerto pancreático através de marcadores de rejeição renal.
A imunossupressão utilizada no transplante de pâncreas é menos intensa do que a utilizada em outros transplantes de órgãos sólidos, devido à menor imunogenicidade do pâncreas.
A rejeição crônica do enxerto pancreático é um evento raro e não impacta significativamente a sobrevida do enxerto a longo prazo.
O diabetes tipo 1 é uma contraindicação absoluta para o transplante de pâncreas, devido ao alto risco de rejeição do enxerto.
Um paciente de 45 anos, com insuficiência renal crônica, foi selecionado para receber um transplante renal de um doador vivo. Durante a cirurgia, houve um atraso de 12 minutos entre o clampeamento da artéria renal do doador e o início da infusão da solução de preservação a 4ºC. Após a cirurgia, o paciente apresentou função renal lenta, necessitando de diálise por alguns dias antes do órgão começar a funcionar adequadamente. Com base no caso clínico e no conceito de isquemia quente inicial, assinale a alternativa correta:
O tempo de isquemia quente inicial se inicia no momento em que o órgão é removido do doador e termina quando o órgão é transplantado no receptor.
O tempo de isquemia quente inicial foi adequado, pois o limite aceitável é de até 20 minutos, não afetando a viabilidade do enxerto.
O período de isquemia quente inicial é irrelevante, desde que o órgão seja resfriado adequadamente após a remoção.
O tempo de isquemia quente inicial é o período que vai do clampeamento da artéria do órgão até o início do resfriamento do mesmo, e, no caso descrito, o tempo superior a 10 minutos pode ter contribuído para a disfunção inicial do enxerto.
O tempo de isquemia quente inicial foi adequado, pois o limite aceitável é de até 35 minutos, não afetando a viabilidade do enxerto.
O transplante renal é a modalidade de terapia de substituição renal mais eficiente, associada a uma melhor sobrevida em comparação a pacientes que permanecem em diálise, mas não é uma cura definitiva, exigindo acompanhamento regular e monitoramento da função renal ao longo do tempo.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que apresenta apenas critérios de desqualificação do doador de células-tronco hematopoéticas para uso alogênico não aparentado.
Idade inferior a 18 anos e histórico de carcinoma basocelular de pele.
Idade superior a 59 anos 11 meses e 29 dias e infecção confirmada por vírus HTLV.
Gestação em curso e idade superior a 49 anos 11 meses e 29 dias.
Carcinoma in situ de colo uterino e teste reagente anti-HCV.
Doença falciforme e idade superior à 49 anos 11 meses e 29 dias.
Paciente do sexo feminino, 53 anos, com diagnóstico de leucemia mieloide aguda, com presença de mutação TP53 com alta carga alélica. Apresenta doador aparentado 100% compatível. Devido ao prognóstico devastador dessa patologia, optou-se por indicar realização de transplante alogênico. Qual opção terapêutica está sendo estudada com possibilidade de minimizar o risco de recidiva pós-transplante?
Uso de condicionamento não mieloablativo com dose escalonada de quimioterapia.
Uso de decitabina de manutenção após TCTH.
Uso de condicionamento com altas doses de irradiação corporal total.
Infusão de linfócitos T reguladores para reduzir a imunossupressão.
Uso de sorafenibe após TCTH.
São fatores que influenciam na reconstituição imunológica pós-transplante alogênico, EXCETO:
Tempo entre diagnóstico e o transplante.
Tipo de Fonte de células.
Grau de Compatibilidade HLA.
Presença de DECH aguda ou crônica.
Valor da Celularidade das células-tronco infundidas.
Quanto à fisiopatologia da histocompatibilidade e aos mecanismos de rejeição de transplantes homógenos em humanos, assinale a alternativa correta.
Não há como prever a ocorrência do mecanismo de rejeição hiperagudo.
A ativação do sistema complemento ocorre somente na fase aguda.
Quando um órgão de um doador incompatível é transplantado, esses anticorpos se ligam às células mesenquimais do enxerto, na fase aguda.
A rejeição aguda é, principalmente, mediada por anticorpos pré-existentes no receptor que reagem contra antígenos do doador.
A ativação do sistema complemento, na fase hiperaguda, leva a uma inflamação e trombose.
Assinale a alternativa correta no tocante ao conceito de angiossoma e suas implicações clínicas.
Os angiossomas não apresentam limites anatômicos seguros do tecido que pode ser transferido como um retalho composto.
A maioria dos músculos abrange angiossomos únicos, sendo impossível capturar a ilha de pele de um angiossoma por meio do músculo suprido no território adjacente.
O território anatômico de cada tecido no angiossoma adjacente não deve ser incluído com segurança no design dos retalhos.
O desenho da ilha cutânea dos retalhos musculocutâneos independe do conceito de angiossomos.
A zona de junção entre angiossomos adjacentes, geralmente, ocorre dentro dos músculos do tecido profundo, esses músculos fornecem um desvio anastomótico importante se a artéria ou veia fonte principal estiver obstruída.
No caso de doença de rim por doador vivo, o processo de avaliação é realizado com o objetivo de protegê-lo e apoiá-lo em suas decisões, tornando o transplante um procedimento o mais seguro possível. Na sua avaliação, verifica-se um caso de contraindicação absoluta a presença de:
gravidez
tabagismo
hipertensão arterial
doença psiquiátrica
anomalia do trato urinário
A seleção de doadores vivos para transplante renal é um processo complexo que envolve a avaliação de múltiplos aspectos para garantir a segurança do doador e a eficácia do transplante para o receptor. Considerando os critérios de seleção e aspectos relacionados ao procedimento de doação:
A presença de um único rim em potenciais doadores vivos, detectada por estudos de imagem, é uma contraindicação absoluta para a doação.
Indivíduos com antecedentes de cálculos renais podem ser considerados para doação, desde que apresentem função renal normal e ausência de litiase ativa avaliada por tomografia computadorizada sem contraste.
A hipertensão arterial controlada com um único agente anti-hipertensivo não é uma contraindicação para a doação de rim, desde que a função renal seja normal e não haja evidência de doença renal secundária.
A idade mínima para doação de rim é universalmente estabelecida em 18 anos, independentemente da situação ou jurisdição legal do potencial doador.
Doadores potenciais com proteinúria superior a 300 mg/24h são considerados elegíveis para doação, desde que outras avaliações renais sejam normais.
Entre as complicações vasculares no transplante renal, a mais comum é
pseudoaneurisma.
estenose da artéria renal.
oclusão da artéria renal.
diminuição da resistência do fluxo nas artérias do parênquima.
fístula arteriovenosa.
Paciente no primeiro pós‑operatório de transplante hepático apresenta elevação das transaminases, coagulopatia e acidose metabólica.
Com base nessa situação hipotética, a conduta para o diagnóstico deve ser
ultrassonografia com Doppler de vasos hepáticos.
biópsia hepática.
tomografia computadorizada de abdome sem contraste venoso.
colangiografia endoscópica retrógrada.
biópsia hepática com avaliação histopatológica e pesquisa de vírus hepatotrópicos.
Infecções bacterianas sistêmicas controladas são contraindicação ao transplante, pois não se pode administrar antibioticoterapia adequada antes da doação.
Certo
Errado
No caso de doação de órgãos diante de morte encefálica, pode-se afirmar que o tempo máximo de retirada, após parada cardíaca, é de:
5 horas para rins
1 hora para pulmão
8 horas para fígado
10 horas para ossos
6 horas para córneas
O processo doação-transplante é um procedimento médico formado por uma sequência de etapas que transforma os órgãos de uma pessoa falecida em órgãos transplantáveis. É denominado elegível para doação aquele indivíduo que:
Possui lesão cerebral grave, estando em ventilação mecânica.
Tem removido seus órgãos para transplante.
Tem confirmado o diagnóstico de morte encefálica.
Iniciou a cirurgia de remoção dos órgãos.
Tem aberto o protocolo de morte encefálica.
Depois de 10 dias da realização de transplante renal, doador vivo, jovem do sexo feminino de 19 anos passa a apresentar quadro de febre, redução do volume urinário, aumento da creatinina, dor sobre o enxerto e redução do volume urinário, e edema.
Nesse caso, a melhor hipótese diagnóstica é:
quadro infeccioso agudo.
rejeição hiperaguda do transplante.
rejeição aguda do transplante.
rejeição crônica do transplante.