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Com base nos estudos sobre o uso de altas doses de ciclofosfamida após Transplante de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH), qual das alternativas abaixo é a mais correta?
As altas doses de ciclofosfamida foram ineficazes na prevenção da doença enxerto versus DECH em pacientes que receberam condicionamento mieloablativo.
A administração de ciclofosfamida em doses de 50 mg/Kg por dia, no terceiro e quarto dia pós-transplante, foi segura e efetiva na prevenção da DECH apenas em transplante aparentado.
A DECH aguda ocorre em cerca de 30% dos pacientes adultos posteriormente ao TCTH haploidêntico com condicionamento não mieloablativo com ciclofosfamida.
Estudos demonstraram que a ciclofosfamida é a única intervenção necessária para a prevenção de DECH após TCTH, independentemente do tipo de doador.
Os dados sugerem que a ciclofosfamida reduz a incidência de DECHa e DECHc apenas em pacientes que receberam medula óssea de doadores não aparentados.
Em pacientes submetidos a transplante de medula óssea para anemia de Fanconi, a deficiência na via de reparo do DNA (principalmente, via FA/BRCA) tem impacto na escolha do condicionamento escolhido. Qual protocolo tem sido preferencialmente recomendado para esses pacientes?
Condicionamento mieloablativo com altas doses de ciclofosfamida.
Uso exclusivo de imunossupressores para evitar instabilidade genética.
Condicionamentos com agentes alquilantes para maximizar o potencial de enxertia.
Condicionamento exclusivo com irradiação corporal total.
Condicionamento com base em fludarabina e dose reduzida de radioterapia.
Considerando os métodos de mobilização de células-tronco para transplante autólogo, assinale a alternativa correta.
A utilização de plerixafor é recomendada como terapia de resgate em todos os pacientes que falham na mobilização, independentemente da contagem de CD34+.
A combinação de ciclofosfamida e G-CSF tem sido cada vez mais utilizada.
A mobilização com G-CSF é efetiva em todos os pacientes, resultando em pelo menos 4 milhões de células CD34+ por Kg em todos os casos.
A infusão de células-tronco a fresco em pacientes mobilizados é possível até no máximo 48 horas após a coleta.
O uso de células-tronco a fresco costuma levar menor tempo até a pega, mas requer planejamento rigoroso em termos de internação e coordenação.
A rejeição a um órgão transplantado, é uma consequência de um sistema que se desenvolveu ao longo de milhares de anos para proteger contra a invasão de patógenos e prevenir doenças subsequentes. Sobre a rejeição, assinale a afirmativa correta.
A rejeição pode ocorrer imediatamente após o transplante e é primariamente mediada principalmente pelas células T e por anticorpos pré-formados.
A rejeição aguda é um processo mediado frequentemente por uma resposta adquirida de anticorpos e geralmente ocorre nas primeiras semanas a meses após o transplante.
A rejeição crônica é uma causa comum de perda do enxerto a longo prazo e é decorrente de um processo fibrótico indolente que ocorre ao longo de meses a anos, secundária à lesão imunológica crônica de processos mediados por células T e B.
O momento mais crítico para a proteção imunológica são os primeiros dias. O enxerto é fresco e há um estado elevado de inflamação secundário à inevitável lesão do enxerto por isquemia-reperfusão. Por tal motivo, a imunossupressão deve ser progressivamente maior conforme o tempo decorrido do transplante.
Um casal que desejava ter filhos buscou um serviço de aconselhamento genético que detectou a possibilidade de terem filhos portadores dos tipos sanguíneos “A”, “B”, “AB” e “O”. O tipo sanguíneo desse casal é:
A e AB, ambos homozigotos.
A e B, ambos heterozigotos.
B e AB, ambos heterozigotos.
A e O, ambos homozigotos.
Sobre efeitos tardios do transplante alogênico, assinale a alternativa correta.
Cerca de metade dos pacientes transplantados desenvolve osteopenia dentro de 4 a 6 anos, e a incidência de osteoporose é de aproximadamente 20% após 2 anos.
O risco cardiovascular de pacientes submetidos a transplante alogênico é igual ao da população em geral.
O hipotireoidismo é uma complicação comum relacionado à quimioterapia de altas doses.
Em geral, os testículos são mais sensíveis à radiação e à quimioterapia que os ovários.
Vacinação para Covid-19 e influenza devem ser dadas após 12 meses do transplante.
Qual das seguintes alternativas sobre transplante renal é correta?
A sobrevida do enxerto renal é influenciada por fatores como idade do receptor, tipo de doador e ocorrência de rejeições agudas.
A rejeição hiperaguda no transplante renal ocorre dias a semanas após o procedimento e é mediada por anticorpos pré-formados.
O transplante renal de doador vivo relacionado é mais susceptível à rejeição do enxerto devido à maior disparidade genética entre o doador e o receptor.
O uso de imunossupressores no pós-transplante renal aumenta o risco de infecções, mas não está associado ao desenvolvimento de neoplasias.
A nefropatia crônica do enxerto é uma complicação tardia comum após o transplante renal e geralmente não requer tratamento imediato.
O transplante renal oferece aos pacientes melhores resultados no longo prazo do que a diálise, aumentando a sobrevida em dez anos ou mais. Constitui uma contraindicação absoluta ao transplante renal:
baixa expectativa de vida.
obesidade mórbida.
abuso de droga endovenosa ativa.
histórico de abandono de diálise.
lúpus ativo.
O transplante de medula óssea (TMO) permanece como a única terapia curativa para mielofibrose primária ou secundária à PV ou TE. Apesar dos recentes avanços terapêuticos nessa área, o TMO ainda é de acesso difícil para grande parte dos pacientes e apresenta risco considerável de insucesso. Com base nisso, assinale a alternativa que apresenta aquele que é considerado como um fator de pior prognóstico para o sucesso do TMO.
plaquetose
5 ou mais transfusões
presença da mutação CALR
ausência de mutações ASXL1, EZH2, SRSF2 e IDH 1-2
baço palpável a 22 cm do rebordo costal esquerdo
No transplante renal, tem sido descritas as infecções oportunistas. As imagens a seguir na microscopia óptica e eletrônica sugerem:

Aspergillus.
Pneumocistes Jiroveci.
Citomegalovírus.
Polyoma vírus.
Cryptococcus.
Sobre a estratégia preemptiva para o manejo do citomegalovírus (CMV) no transplante renal, assinale a alternativa CORRETA.
Está associada a maior risco de infecção tardia por CMV.
O intervalo de monitoramento deve ser, no mínimo, quinzenal.
Viremia por CMV é mais comum do que na estratégia de profilaxia.
Tem a vantagem de prevenir os efeitos indiretos da infecção por CMV.
Ponto de corte de viremia para indicar tratamento é bem definido na literatura.
Os receptores de transplante renal têm maior risco de desenvolver neoplasias malignas de novo e recorrentes, devido ao uso de imunossupressores. Assim, são estabelecidos períodos de espera mínimos, sem novos tumores, a serem observados antes do transplante. No entanto, esse período mínimo é dispensado no caso de cura total do:
Tumor de Wilms
carcinoma de mama
câncer de pele basocelular
carcinoma de células renais
Algumas coagulopatias adquiridas podem afetar o tempo de protrombina (TP) e tempo de tromboplastina parcial ativado (TTPA) simultaneamente por anormalidades em múltiplos fatores, como em coagulação intravascular disseminada (CIVD), fibrinólise primária e insuficiência hepática. A partir dessas informações, assinale a alternativa que apresenta o painel de resultados esperado no caso de deficiência de vitamina K, considerando a seguinte legenda: Fib = fibrinogênio; FV = fator V; FVII = fator VII; FVIII = fator VIII; e FX = fator X.
Fib diminuído, FV diminuído, FVII diminuído, FVIII diminuído e FX diminuído
Fib diminuído, FV diminuído, FVII diminuído, FVIII normal e FX diminuído
Fib normal, FV diminuído, FVII diminuído, FVIII normal e FX diminuído
Fib normal, FV normal, FVII diminuído, FVIII normal e FX diminuído
Fib normal, FV normal, FVII diminuído, FVIII normal e FX normal
Um homem de 32 anos com diagnóstico de Leucemia Linfóide Aguda B comum de alto risco finalizou tratamento de indução com protocolo Hyper-CVAD sendo realizado outro tratamento na sequência. A figura 1 exibe o esfregaço de sangue periférico deste paciente após esta terapia. Assinale a alternativa que apresenta qual o tratamento realizado se relaciona com esse achado de esfregaço.

Figura 1. Fonte: Jon Fukumoto 07/01/2016 – arquivo imagens ASH. https://imagebank.hematology.org/
Imunoterapia com Blinatumomab
Terapia com células CAR-T
Transplante alogênico de medula óssea
Quimioterapia em altas doses
Manutenção com esquema POMP
Paciente de 58 anos de idade submetido a transplante alogênico aparentado HLA idêntico de medula óssea devido Leucemia Linfóide Aguda (LLA) B BRC-ABL positivo. Hoje no dia + 17 de infusão, com enxertia de neutrófilos confirmada no dia + 15. Apresenta crise convulsiva com estado de mau epilético refratário. Exame de imagem sem sinais de sangramento, com edema de região límbica. Em relação às infecções virais, assinale a alternativa que apresenta qual agente etiológico mais provável.
EBV
CMV
HHV-6
Polioma BK
HVS
Qual é o papel da imunossupressão no transplante de córnea?
Prevenir o risco de rejeição do tecido transplantado.
Aumentar a taxa de sobrevida dos pacientes após o transplante.
Diminuir a incidência de infecções pós-operatórias.
Reduzir a necessidade de anti-inflamatórios após a cirurgia.
Melhorar a qualidade visual do paciente no pós-operatório.
A rejeição a transplantes é o mecanismo pelo qual o receptor não aceita o tecido ou órgão do doador, disso resultando lesões no transplante até a sua perda completa. Nesse contexto, analise as proposições a seguir:
I.A rejeição hiperaguda decorre de aloanticorpos previamente existentes no receptor, os quais se ligam ao endotélio do tecido ou órgão transplantado, determinando microtrombos que ocasionam isquemia e necrose.
II.A rejeição primária ocorre quando antígenos alógenos do doador estimulam, pela primeira vez, o sistema linfocítico do receptor, levando à formação de células-memória B e T, com produção de IgG.
III.A rejeição imunológica depende exclusivamente da semelhança entre o HLA (antígeno leucocitário humano) do doador e do receptor, pois o HLA é herdado de forma dominante incompleta e, desse modo, os linfócitos do receptor conseguem reconhecer uma HLA exógeno.
É correto o que se afirma em:
II, apenas.
I, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III, apenas.
Considerando-se o capítulo VI - doação e transplante de órgãos e tecidos, do Código de Ética da Medicina, sobre o que é vedado ao médico, analisar os itens abaixo:
I. Participar do processo de diagnóstico da morte ou da decisão de suspender meios artificiais para prolongar a vida do possível doador, quando pertencente à equipe de transplante.
II. Deixar de esclarecer o doador, o receptor ou seus representantes legais sobre os riscos decorrentes de exames, intervenções cirúrgicas e outros procedimentos nos casos de transplante de órgãos.
III. Retirar órgão de doador vivo quando este for juridicamente incapaz, mesmo se não houver autorização de seu representante legal, exceto nos casos permitidos e regulamentados em lei.
IV. Participar direta ou indiretamente da comercialização de órgãos ou de tecidos humanos.
Estão CORRETOS:
Somente os itens I, II e IV.
Somente os itens I e III.
Somente os itens I, III e IV.
Somente os itens II e III.
De acordo com o Sistema Nacional de Transplantes, considere a alternativa incorreta:
O Sistema Nacional de Transplantes (SNT) cuja função de órgão central é exercida pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT) é responsável pela regulamentação, controle e monitoramento do processo de doação e transplantes realizados no país, com o objetivo de desenvolver o processo de doação, captação e distribuição de órgãos, tecidos e partes retiradas do corpo humano para fins terapêuticos.
CGSNT realiza ações de gestão política, promoção da doação, logística, autorização e renovação das equipes e hospitais para a realização de transplantes, definição do financiamento e elaboração de portarias que regulamentam todo o processo, desde a captação de órgãos até o acompanhamento dos pacientes transplantados.
A atuação da CGSNT tem empenhado esforços, sobretudo, na formulação de estratégias que visem ao aumento da oferta de órgãos e tecidos para transplantes e consequentemente na redução do tempo de espera dos pacientes em lista, melhorando a qualidade de vida e, em muitos casos, salvando vidas.
O Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo, que é garantido a toda a população por meio do SUS, responsável pelo financiamento de cerca de 88% dos transplantes no país. Apesar do grande volume de procedimentos de transplantes realizados, a quantidade de pessoas em lista de espera para receber um órgão ainda é grande.
De um doador é possível obter vários órgãos e tecidos para realização do transplante. Podem ser doados rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas, intestino, córneas, valvas cardíacas, pele, ossos, exceto os tendões. Com isso, inúmeras pessoas podem ser beneficiadas com os órgãos e tecidos provenientes de um mesmo doador.
Um paciente em morte cerebral foi declarado como doador de órgãos e tecidos pelos familiares. Qual das condições abaixo impede a doação de órgãos e tecido?
Toxoplasmose.
Epstein-Barr.
HTLV.
Citomegalovírus.