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Um paciente em uso crônico de anticoagulante oral apresenta sangramento espontâneo após introdução recente de antibiótico macrolídeo. A interação medicamentosa ocorreu por:
inibição enzimática.
indução hepática.
ligação proteica.
excreção renal.
Em relação à automação em hematologia, assinale a alternativa correta.
Os analisadores mais modernos dispõem de inteligência artificial que dispensa qualquer validação microscópica por possibilitarem a obtenção de diagnósticos hematológicos definitivos, erradicando integralmente a interferência de erros operacionais nas análises.
A automação em hematologia é importante para a redução do tempo de processamento de amostras e diminuição dos erros operacionais, tendo alta sensibilidade na detecção de células falciformes, corpos de Howell-Jolly e corpos de Dohle.
Analisadores automatizados permitem contagem e classificação celular rápida com alta precisão, e a interpretação dos histogramas e liberação de resultados ocorre de modo automático, sem a necessidade de supervisão humana.
Os equipamentos automatizados utilizam tecnologias como impedância elétrica, citometria de fluxo e fluorescência, e apresentam alta sensibilidade e especificidade, eliminando a necessidade de controle de qualidade constante.
A automação tem como vantagem a padronização e o aumento da produtividade, no entanto, a distinção de células blásticas imaturas de linfócitos atípicos é falha em alguns casos, sendo recomendada a realização de análises complementares manuais para casos críticos ou suspeitos.
Os agentes mobilizadores para coleta de células progenitoras hematopoiéticas incluem fator estimulador de
granulócitos e mcrófagos (GM-CSF), fostamatinibe, e motixafortida.
colônias de granulócitos (G-CSF), plerixafor e motixafortida.
colônias de megacariócitos, semaglutida e interleucina 6.
colônias de granulócitos (G-CSF), plerixafor e semaglutida.
colônias de eritrócitos, interleucina 6 e motixafortida.
Em relação ao concentrado de plaquetas (CP), é correto afirmar:
plaquetas randômicas são obtidas a partir de uma unidade de sangue total .Cada bolsa contém, aproximadamente, 5,5 x 1010 plaquetas suspensas em 40 a 70 mL de plasma e estocadas de 2 a 4 ° C por até 7 dias.
portadores de púpura trombocitopênica trombótica ou trombocitopenia induzida pela heparina devem receber transfusão de plaquetas quando essas forem < 50.000/mm³.
plaquetas isogrupo devem ser priorizadas em recém-nascidos, crianças e pacientes refratários à transfusão de plaquetas.
a transfusão de CP em receptor RhD negativo do sexo feminino com menos de 45 anos de idade deve ocorrer, preferencialmente, com plaquetas RhD negativo, precedida pela administração de imunoglobulina anti−D.
a principal causa de refratariedade plaquetária é de natureza imune.
Menino, 2 anos, mãe e filho tipo sanguíneo O Rh+. História de internação por 8 dias no período neonatal por hiperbilirrubinemia de 25,1 mg/dL sem causa óbvia. Sem outras morbidades. Queixou-se abruptamente de palidez progressiva, dor abdominal, febre e vômitos. Consultou seu hospital de origem, e foram observadas palidez, icterícia e taquicardia. Havia ingerido feijão fresco 48 h antes do início dos sintomas, sem ingestão de medicamentos. Os exames iniciais revelaram anemia: hematócrito: 18%, hemoglobina: 5,8 g/dL, leucócitos: 15.200/mm³, plaquetas 399.000/mm³, bilirrubina total: 4,9 mg/dL bilirrubina indireta: 4,6 mg/dL, TGO: 76,3 UI/L GGT: 25,7 UI/L, proteína C reativa : 5,3 mg/L, creatinina: 0,27 mg/dL.Tomografia abdominal: hepatomegalia leve e dilatação mínima do ducto biliar, teste de antiglobulina direto negativo.
Tais achados sugerem
deficiência de G6PD.
deficiência de Adamts 13.
anemia hemolítica autoimune por anticorpos frios.
deficiência de glicoproteína IIb/IIIa.
anemia hemolítica por anticorpo Kell.


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Mulher, 38 anos, realizou consulta em pronto-socorro devido petéquias e sangramento gengival. Recebeu transfusão de 6 unidades de plaquetas e orientada a procurar atendimento em serviço terciário, onde foi internada. Sem alterações ao exame físico, exceto por sangramentos cutâneo-mucosos. Coagulograma sem alterações, eritrograma e leucograma sem alterações e plaquetas 10.000 /mm³.
A conduta mais apropriada nesse contexto é:
plasmaferese por suspeita de púrpura trombocitopênica trombótica.
manter transfusão de plaquetas.
executar mielograma para afastar leucemia aguda.
imunossupressão com azatioprina ou ciclofosfamida.
corticoterapia por suspeita de trombocitopenia imune.
Homem, 71 anos, encaminhado por queixas de perda progressiva de força em membros inferiores há 2 meses e meio, além de parestesia e hipoestesia bilateral ascendente que atingia os joelhos e perda de peso de, aproximadamente,15 kg durante o período.
Ao exame físico apresentava ataxia de marcha, sinal de Romberg positivo, dismetria bilateral e completa, e perda global de palestesia e propriocepção. Apresentava, ainda, arreflexia patelar e aquileia, com reflexos preservados em membros superiores, força muscular globalmente presente. Exames laboratoriais indicavam pancitopenia com diminuição de hemoglobina, aumento de volume corpuscular médio e hemoglobina corpuscular média.
Os achados sugerem
compressão medular por plasmocitoma.
síndrome POEMS.
hiperviscosidade por macroglobulinemia de Waldestrom.
deficiência de vitamina B12.
anemia aplástica induzida por parvovirus B19.
De acordo com o GELF(grupo de estudos de linfomas foliculares). Constitui critério para tratamento:
qualquer massa nodal ou extranodal > 1,5 cm.
presença de 0 a 5 centroblastos por campo de alta potência.
beta 2 microglobulina elevada.
estadio IIA de acordo com classificação de Lugano.
derrames cavitários.
João, 10 meses, é levado à consulta com história de palidez e irritabilidade há duas semanas. Faz uso diário de grande quantidade de leite de vaca e ingere poucos alimentos ricos em ferro. Exames laboratoriais mostram Hb 9,5 g/dL, VCM reduzido e ferritina baixa, compatível com anemia ferropriva.
Considerando o diagnóstico de anemia ferropriva, assinale a alternativa que apresenta a conduta inicial mais adequada pela APS.
Encaminhar imediatamente ao hematologista pediátrico.
Monitorar o quadro sem intervenções por enquanto.
Aumentar oferta de leite de vaca para melhorar ingestão calórica.
Iniciar suplementação com sulfato ferroso e orientar adequação da dieta.
Orientar dieta rica em ferro e reavaliar após 2 meses.
Paciente de 68 anos apresenta poliartrite simétrica de início recente, perda ponderal, sudorese noturna e anemia normocítica progressiva. Autoanticorpos reumatológicos são negativos e há resposta inicial parcial ao uso de corticosteroide, seguida de rápida recidiva dos sintomas. Qual dos seguintes achados sugere que o quadro reumatológico pode representar manifestação de uma neoplasia hematológica subjacente?
Elevação isolada da proteína C reativa.
Presença de fator reumatoide em baixo título.
Anemia progressiva associada a sintomas constitucionais.
Rigidez matinal superior a uma hora.
Melhora transitória com corticosteroide.


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As reações transfusionais agudas variam de condições benignas até condições ameaçadoras à vida. Considere o caso de um paciente previamente hipertenso, portador de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, que está internado por um quadro de hemorragia digestiva baixa e recebe transfusão de dois concentrados de hemácias por apresentar uma hemoglobina de 5 g/dl. Após a transfusão, evolui com dispneia, estertores crepitantes até ápice e dessaturação, mantendo hemodinâmica estável. Qual reação transfusional é mais provável para esse paciente?
Sobrecarga circulatória relacionada à transfusão (TACO).
Reação transfusional anafilática.
Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI).
Sepse associada à transfusão.
Reação hemolítica aguda.
Sobre a célula-tronco hematopoiética, assinale a alternativa correta.
Tem na sua superfície o CD118/CD33/CD45.
É considerada totipotente em relação ao seu perfil embriológico
Consegue se diferenciar, porém não consegue se multiplicar.
Também é coletada do sangue periférico e infundida em pacientes com doença detectável no pós-TMO como técnica de infusão de células do doador para tratamento.
A quantidade infundida está relacionada à sobrevida livre de doença e à sobrevida global após o TMO.
Assinale a alternativa que apresenta a indicação correta de vacinação pós-transplante de medula óssea.
Meningococo após 2 anos do transplante, devido ao risco de meningococcemia.
MMR após 6 meses do transplante.
Varicela (vírus vivo) após 1 ano do transplante.
Tetânica após 3 meses do transplante.
Pneumococo 13 e 23, 6 meses após o procedimento.
Os fatores de crescimento compartilham certo número de propriedades e agem em diferentes etapas da hematopoese. Em relação aos fatores de crescimento mieloides e linfoides tais características, pode-se citar que eles:
atuam de forma hierárquica
agem em concentrações altas
afetam apenas uma linhagem celular
são produzidos por um pequeno número de células
Pacientes com insuficiência renal crônica tendem a desenvolver alterações hematológicas diversas, incluindo anemia. Entre as alterações relacionada, pode-se observar:
alcalose urêmica
aumento de folato
síndrome nefrótica
diminuição da eritropoetina


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Todas as células sanguíneas derivam de células-tronco pluripotentes na medula óssea e se dividem em três tipos com diferentes funções. Os eosinófilos têm como função:
imunidade
hemostasia
proteção contra parasitas
síntese de imunoglobulina
A neutropenia congênita severa é um distúrbio grave que se apresenta no período neonatal com infecções bacterianas recorrentes. Ela está associada a diferentes padrões de heranças, como no caso da anemia de Fanconi, relacionada a um padrão:
variável
autossômico recessivo
autossômico dominante
ligado ao cromossomo X
Um determinado paciente possui diagnóstico de mononucleose infecciosa e apresenta hemograma realizado na vigência do quadro infeccioso. Umas das possíveis alterações leucocitárias é a:
linfopenia
linfocitose
eosinofilia
monocitose
A doença mioproliferativa transitória é um distúrbio relacionado à leucocitose do sangue periférico com os blastos e acúmulo de megacarioblastos no sangue, fígado e na medula óssea. A patologia em questão geralmente se associa à síndrome de:
down
turner
edwards
klinefelter
O diagnóstico de leucemia pode ser feito através de mielograma associado à citometria de fluxo para caracterização da linhagem comprometida e do estágio de diferenciação celular. O principal marcador e a expressão predominante relacionados ao linfoma de células do manto são, respectivamente:
CD56 e células NK
CD15 e granulócitos
BCL-2 e proteína antiapoptótica
BCL-1 e marcador de ciclo celular
PAX-5 e fator de transcrição de linfócito B


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