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Na doença do enxerto contra o hospedeiro crônica, qual o órgão mais frequentemente acometido?
Pele
Pulmão
Fígado
Intestino
Um paciente de 55 anos, com histórico de cirrose hepática avançada devido a hepatite C crônica, é submetido a um transplante hepático.
No pós-operatório imediato, o paciente apresenta boa evolução clínica, mas após 10 dias começa a mostrar sinais de febre, aumento de bilirrubinas e dificuldade respiratória.
Os exames laboratoriais revelam aumento de transaminases hepáticas, leucocitose e sinais de disfunção renal. A ultrassonografia do fígado mostra um aumento da ecogenicidade do enxerto, sem evidência de trombose na veia porta.
A complicação mais provável nesse caso é
colangite bacteriana aguda.
trombo embolismo pulmonar.
rejeição aguda do enxerto hepático.
hemorragia intra-abdominal devido a lesão vascular.
insuficiência hepática aguda devido a falência do enxerto.
No contexto de transplantes compostos vascularizados (como mão ou face), a principal limitação imunológica está relacionada à
reatividade cruzada entre antígenos ABO.
presença de antígenos menores de histocompatibilidade.
expressão intensa de MHC classe II em endotélio e epitélio cutâneo.
resposta humoral mediada por complemento sérico.
ativação de linfócitos T supressores específicos do doador.
Uma mulher leucodérmica de 43 anos com cirrose viral já tratada e em estádio avançado foi incluída na lista para transplante hepático. Após oito meses, já próximo de realizar o transplante, constatou-se um tumor no segmento V do fígado medindo 48 mm. A punção biopsia diagnosticou carcinoma hepático. Qual é melhor conduta nessa situação?
Retirá-la da lista de transplante e tratá-la clinicamente com quimioterapia.
Cancelar o transplante e tratar o câncer com ablação por radiofrequência.
Manter a paciente no programa de transplante, porém colocá-la no final da fila.
Realizar hepatectomia direita e manter a previsão de transplante.
Realizar o transplante o mais rapidamente possível, como prioridade.
Não costuma ser uma causa de febre nas primeiras 72 horas de pós-operatório:
Atelectasia.
Flebite superficial.
Reação transfusional.
Infecção do trato urinário.
Lesão inadvertida de alça intestinal.
Para a utilização terapêutica de tecidos oculares, incluindo córneas e escleras, é obrigatória a realização, no doador, de exames laboratoriais para exclusão de infecção por:
HTLV I e II
toxoplasmose
citomegalovírus
doença de chagas
Com o objetivo de permitir o controle de qualidade de tecidos oculares, o Banco de Tecidos deve observar alguns requisitos específicos, incluindo a realização de:
exames de imagem
testes microbiológicos
processo de esterilização
avaliação biomicroscópica
Sobre a avaliação pré-operatória do candidato a receptor para transplante renal, é correto afirmar que:
O foco principal está em avaliar os efeitos crônicos da uremia, visto que ela é a principal causa de mortalidade perioperatória.
A avaliação de malignidades preexistentes é essencial, pois a imunossupressão aumenta o risco de recorrência tumoral.
O momento ideal de iniciar a avaliação é após o início da diálise, pois há de se verificar os paraefeitos da diálise sobre a saúde global do paciente candidato.
As vacinas com vírus vivo atenuado são contraindicadas para candidatos à listagem para transplante renal por doador falecido devido ao risco de ativação da doença após a imunossupressão.
A tuberculose ativa não é uma contraindicação para listar o paciente para o transplante renal de doador falecido, pois a excelente resposta ao tratamento com tuberculostáticos já nas primeiras semanas inibe o risco de disseminação durante a imunossupressão.
Em relação à lista única para receptores de transplante renal de doador falecido, instituída como obrigatória pela Portaria nº 2.600/2009 e consolidada pela Portaria nº 4/MS/GM/2017, qual critério de alocação e priorização abaixo NÃO faz parte das recomendações do Sistema Nacionalde Transplantes (SNT)?
Compatibilidade HLA (tipagem genética).
Compatibilidade sanguínea (ABO).
Grau de recorrência no enxerto da doença de base do receptor.
Tempo de espera na lista.
Idade do receptor e do doador.
Considerando a terapia farmacológica para imunossupressão pós-transplante renal, assinale a alternativa correta.
Os efeitos colaterais dos inibidores da calcineurina não são dose-dependentes, o que simplifica o regime de tratamento.
A profilaxia da rejeição é menos importante no período inicial pós-transplantes, permitindo que a administração de corticoides possa ser iniciada em fases posteriores, reduzindo os riscos pós-operatórios.
Um regime de imunossupressão com mais de uma droga com sinergia permite a redução das doses dos inibidores da calcineurina, mantendo eficácia e reduzindo os efeitos colaterais.
A chamada “adaptação do enxerto” eleva o risco de rejeição em pacientes em regime de manutenção, exigindo o aumento das doses de imunossupressores.
O regime de imunossupressão inicial padrão recomendado atualmente consiste em monoterapia para maximizar a tolerabilidade.
Sobre o tratamento das complicações vasculares no transplante renal, assinale a alternativa INCORRETA.
Na estenose de artéria renal, a angioplastia percutânea é o tratamento de escolha, geralmente revertendo os sintomas e garantindo a sobrevida do enxerto.
Em casos de trombose da veia renal, o diagnóstico precoce e a exploração cirúrgica imediata para tentativa de trombectomia e revisão do fluxo de saída são essenciais para o salvamento do enxerto.
Pseudoaneurismas, mesmo assintomáticos, podem exigir reparo endovascular ou aberto, especialmente se houver sinais de infecção (micóticos).
Para prevenir a trombose arterial ou venosa, estratégias como minimização do tempo de isquemia, técnicas cirúrgicas meticulosas e manejo do estado de hipercoagulabilidade são recomendadas.
A trombose da artéria renal raramente exige exploração cirúrgica, sendo a trombólise a abordagem preferencial e suficiente na maioria dos casos.
Sabe-se que um dos fatores associados à sobrevida do enxerto renal após um transplante está relacionado ao processo de rejeição crônica. Sobre a fisiopatologia e o tratamento da rejeição crônica no transplante renal por doador falecido, assinale a alternativa INCORRETA.
A rejeição crônica geralmente se manifesta por uma deteriorização lenta e progressiva da função renal, caracterizada por elevação contínua da creatinina sérica, proteinúria, hipertensão de difícil controle e graus variados de uremia.
O diagnóstico definitivo somente é realizado por biópsia renal que evidencia sinais histológicos de lesão tecidual crônica e podendo se observar depósitos lineares de C4d nos capilares peritubulares.
A resposta imune característica da rejeição crônica pode ser mediada por células T ou anticorpos previamente presentes no doador (DSA) e fatores como imunossupressão insuficiente ou má adesão às medicações imunosupressoras são causas frequentes de rejeição crônica.
Quando há sensibilização prévia do doador, a presença de anticorpos doador-específico (DSAs) pode ser minimizada com utilização de plasmaférese, imunoglobulina intravenosa (IVIG) e rituximabe, diminuindo as chances de evolução do processo de rejeição.
Episódios de rejeição aguda não influenciam o risco de desenvolvimento de rejeição crônica, pois os processos imunopatológicos são diferentes.
Sobre os critérios de seleção para doadores para transplante renal inter vivos, é correto afirmar que:
Quanto ao vínculo legal e afetivo, estão autorizados como potenciais doadores do rim, sem necessidade de ordem judicial, parentes consanguíneos até o quarto grau (pais, irmãos, filhos, avós, tios e primos) e cônjuges.
Não há idade limite para ser candidato a doador renal para transplante renal inter vivos, porém para candidatos com menos de 18 anos, é necessária autorização dos responsáveis legais e do judiciário.
Não há necessidade de avaliação com testes de compatibilidade (HLA) para doadores vivos com parentesco consanguíneo, apenas a compatibilidade ABO já é suficiente.
A existência de doenças preexistentes de risco de dano renal no doador não é uma contraindicação desde que exames de cintilografia renal determinem uma função glomerular preservada em ambos os rins.
A avaliação psiquiátrica do doador renal só é necessária caso haja diagnóstico prévio de doença psiquiátrica e com sinais de surtos recentes.
São cuidados que devem ser tomados com potenciais doadores de órgãos, EXCETO:
Profilaxia de úlcera de estresse.
Profilaxia de tromboembolismo.
Uso de ventilação protetora.
Manter em hipotermia.
Manutenção da euvolemia.
São considerados como os principais exames realizados para analisar compatibilidade entre doador e receptor para transplantes:
I. Teste de Tipagem HLA (Antígenos Leucocitários Humanos).
II. Teste de Prova Cruzada (Crossmatch).
IIII. Teste de Western Blot (Imunoblot de Proteínas).
IV. Tipagem Sanguínea ABO.
Quais estão corretos?
Apenas I e IV.
Apenas Il e III.
Apenas I, Il e III.
Apenas I, Il e IV.
Apenas II, III e IV.
No contexto dos transplantes de tecidos, os doadores podem ser classificados como falecidos (morte encefálica ou parada cardiorrespiratória) ou vivos, a depender do tipo de tecido a ser doado. Considerando as normas sobre doação e transplante de tecidos no Brasil, assinale a alternativa correta:
Indivíduos com parada cardiorrespiratória podem doar órgãos sólidos e tecidos, desde que haja autorização familiar e viabilidade dos órgãos.
O transplante de medula óssea pode ser realizado a partir de doador falecido, desde que a captação ocorra em até 48 horas após a constatação.
A doação de córneas, pele e ossos pode ser obtida tanto de doadores falecidos por morte encefálica quanto de doadores falecidos por parada cardiorrespiratória.
Apenas a morte encefálica permite doação de tecidos, sendo proibida a utilização de doadores que apresentaram parada cardiorrespiratória.
A medula óssea, diferentemente dos demais tecidos, só pode ser doada por indivíduos vivos, enquanto tecidos como córnea e ossos podem ser doados por falecidos.
Sobre a atuação do médico no contexto da doação e transplante de órgãos e tecidos, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas.
( ) É permitido ao médico integrar a equipe de transplante e participar do diagnóstico da morte do possível doador.
( ) O médico deve informar o doador sobre todos os riscos envolvidos em procedimentos de transplante, mesmo que o doador tenha consentido.
( ) É permitido ao médico realizar a retirada de órgão de um doador vivo que seja juridicamente incapaz, caso haja consentimento do seu representante legal, exceto em situações específicas previstas e regulamentadas em lei.
( ) O médico pode participar da comercialização de órgãos desde que não atue diretamente na equipe de transplante.
Marque a opção que apresenta a sequência correta.
(V); (F); (V); (F).
(F); (F); (F); (V).
(V); (V); (V); (F).
(F); (V); (F); (F).
Um homem feodérmico de 23 anos foi internado em CTI após ter sido submetido a transplante pancreático por uma doença grave de difícil controle clínico. A indicação provável para esse transplante foi
pancreatite crônica alcoólica.
insuficiência pancreática congênita.
pancreatectomia por câncer de ilhota.
doença policística do pâncreas.
diabetes melito do tipo I.
O preparo do enxerto em bancada é uma etapa crucial para o sucesso do transplante renal. Sobre as técnicas de preparo dos vasos renais do enxerto, analise as assertivas abaixo:
I. A utilização da Veia Cava Inferior (VCI) do doador é uma ação válida para alongar uma veia renal direita curta.
II. A indecência de artérias renais múltiplas é um fator de possível descarte dos rins na hora da captação, pois há aumento considerável na complexidade cirúrgica no momento do implante e altas taxas de complicações vasculares.
III. Em casos de múltiplas artérias renais com ósteos distantes, técnicas como anastomose de lado a lado (conjoined side-to-side) ou anastomose terminolateral de um vaso menor para um vaso maior são métodos eficazes para implantação.
IV. A artéria do polo inferior do rim deve ser preservada sempre que possível, pois é crucial para a vascularização do ureter e para prevenir complicações como isquemia ureteral.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
Em relação às complicações agudas do transplante renal, assinale a alternativa correta.
A reinjeção hiperaguda, causada por anticorpos doador-específicos (DSA) pré-formados, foi praticamente eliminada pelos avanços nos testes de histocompatibilidade e crossmatch.
A trombose da veia renal geralmente se manifesta com anúria súbita e ausência de sinais de fluxo Doppler no ultrassom, e a presença de veias múltiplas é fator de risco.
Linfoceles grandes e sintomáticas são tratadas exclusivamente por aspiração e escleroterapia, independentemente do tamanho e de compressão de estruturas adjacentes.
A presença de estados de hipercoagulabilidade no receptor não aumenta o risco de trombose arterial ou venosa no enxerto, pois a principal causa desses eventos é de natureza técnica.
Sangramentos pós-operatórios são sempre manejados de maneira conservadora, pois a intervenção aumenta o risco de rejeição aguda.