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Sabe-se que um dos fatores associados à sobrevida do enxerto renal após um transplante está relacionado ao processo de rejeição crônica. Sobre a fisiopatologia e o tratamento da rejeição crônica no transplante renal por doador falecido, assinale a alternativa INCORRETA.
A rejeição crônica geralmente se manifesta por uma deteriorização lenta e progressiva da função renal, caracterizada por elevação contínua da creatinina sérica, proteinúria, hipertensão de difícil controle e graus variados de uremia.
O diagnóstico definitivo somente é realizado por biópsia renal que evidencia sinais histológicos de lesão tecidual crônica e podendo se observar depósitos lineares de C4d nos capilares peritubulares.
A resposta imune característica da rejeição crônica pode ser mediada por células T ou anticorpos previamente presentes no doador (DSA) e fatores como imunossupressão insuficiente ou má adesão às medicações imunosupressoras são causas frequentes de rejeição crônica.
Quando há sensibilização prévia do doador, a presença de anticorpos doador-específico (DSAs) pode ser minimizada com utilização de plasmaférese, imunoglobulina intravenosa (IVIG) e rituximabe, diminuindo as chances de evolução do processo de rejeição.
Episódios de rejeição aguda não influenciam o risco de desenvolvimento de rejeição crônica, pois os processos imunopatológicos são diferentes.