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Após delimitar claramente a população-alvo do estudo, o próximo passo imprescindível consiste em estabelecer o que se entende por “doença” ou “evento de saúde” que será objeto da investigação. Nesse momento surgem diferenças importantes entre as demandas do médico assistencial e as do epidemiologista. O clínico, no atendimento individual, muitas vezes consegue conduzir o tratamento mesmo com um diagnóstico inicialmente impreciso ou provisório (como no caso de cefaleias do tipo enxaqueca); se necessário, ele ajusta a hipótese diagnóstica com o evoluir do quadro. Já o epidemiologista, cujo objetivo central é produzir uma medida confiável e reprodutível da frequência do agravo na população, não tem essa margem de flexibilidade: ele precisa de critérios diagnósticos rigorosos, precisos e válidos, que permitam a qualquer observador (ou equipe de campo) classificar de forma consistente e inequivocamente quem realmente apresenta a condição e quem não apresenta. Além disso, esses critérios devem ser viáveis, bem aceitos pelos participantes e passíveis de aplicação em larga escala, sem comprometer a adesão ou gerar viés. Qual recurso metodológico se revela essencial para garantir que essa classificação diagnóstica seja uniforme, reprodutível e adequada ao contexto populacional do estudo?
Definição operacional da doença.
Critérios de inclusão e exclusão.
Protocolo de estudo.
Instrumentos de coleta de dados.