Questões de Concurso sobre Cirurgia Otorrinolaringologista

 
 
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Na anatomia cirúrgica, qual espaço cervical localiza-se entre a camada média da fáscia cervical e a camada alar?


A

Pré-vertebral.


B

Parafaríngeo.


C

Vascular.


D

Perigoso (danger space).


E

Retrofaríngeo.

Paciente de 62 anos apresenta perda auditiva neurossensorial identificada em audiometria com limiares de via aérea de 45 dB NA à direita e 25 dB NA à esquerda nas frequências de 2000 a 8000 Hz. O índice de reconhecimento de fala é de 88% bilateralmente. Em relação à assimetria auditiva, assinale a conduta CORRETA:


A

Acompanhamento audiológico em três anos por se tratar de perda compatível com presbiacusia assimétrica.


B

Ressonância magnética de condutos auditivos internos para exclusão de patologia retrococlear.


C

Tomografia computadorizada de ossos temporais para investigação de anomalias estruturais do ouvido interno.


D

Solicitação de exames sorológicos para exclusão de etiologias infecciosas de perda auditiva.


E

Audiometria de tronco encefálico para avaliação da integridade da via auditiva central.

Paciente de 55 anos, submetido a mastoidectomia radical prévia à direita, apresenta cavidade mastóidea adequada, porém com meato acústico externo estreito que dificulta a inspeção pós-operatória e a ventilação da cavidade. A otoscopia revela estenose predominantemente na porção cartilaginosa do conduto, sem obstrução do conduto ósseo. Ao planejar a correção cirúrgica, o Cirurgião opta por um procedimento que envolve a ressecção parcial de cartilagem conchal e remodelamento dos tecidos moles periauriculares. Diante do exposto, o procedimento que corresponde CORRETAMENTE ao caso é:


A

Canaloplastia com fresagem da parede posterior do conduto ósseo.


B

Meatoplastia com ressecção conchal e avanço de retalho cutâneo.


C

Petrosectomia subtotal com obliteração da cavidade.


D

Aticotomia transcanal com remoção do scutum.


E

Reconstrução do conduto com enxerto de cartilagem costal.

Cirurgião planeja otoplastia em criança de 5 anos com orelha proeminente bilateral cuja cartilagem é macia e flexível. Deseja uma técnica incisionless, que permita ajuste intraoperatório da distância aurícula-escalpo e dispense curativo compressivo no pós-operatório Acerca do caso, a técnica que atende CORRETAMENTE a esses critérios é:


A

Técnica endoscópica de Graham e Gault com suturas escafomastoideas permanentes.


B

Técnica de Fritsch com suturas percutâneas subcutâneas permanentes e scoring anterior com agulha 21-gauge.


C

Técnica combinada de Mustardé com sutura conchomastoidea de Furnas.


D

Técnica de Chongchet modificada com elevação do pericôndrio anterior e scoring.


E

Otoplastia fechada ajustável percutânea de Özturan.

Otorrinolaringologista realiza otoplastia pela técnica de Mustardé em adolescente de 14 anos com cartilagem auricular firme. No sexto mês pós-operatório, observa-se perda parcial da correção no polo superior. Assinale CORRETAMENTE a causa dessa complicação, considerando a técnica empregada:


A

Formação de hematoma subpericondrial tardio com deslocamento das suturas anti-heliciais.


B

Necrose cutânea retroauricular por curativo compressivo excessivo no pós-operatório imediato.


C

Memória elástica da cartilagem rígida superando a força de contenção das suturas de colchoneiro.


D

Extrusão precoce das suturas por reação de corpo estranho ao fio de poliéster.


E

Estenose do conduto auditivo externo por posicionamento inadequado das suturas conchomastoideas.

Um homem de 45 anos é trazido ao pronto-socorro após acidente automobilístico com trauma cervical contuso. Apresenta disfonia, enfisema subcutâneo em região cervical anterior e ausência de pneumotórax à radiografia de tórax. A nasofibroscopia evidencia edema importante de pregas vocais, laceração mucosa com exposição cartilaginosa e imobilidade de prega vocal à esquerda. A TC confirma fratura deslocada da cartilagem tireoide. De acordo com o caso, a conduta CORRETA deve ser:


A

Endoscopia seriada com corticoterapia sistêmica e repouso vocal.


B

Intubação orotraqueal e observação clínica com antibioticoterapia venosa.


C

Redução fechada da fratura com fixação externa por fios de aço.


D

Traqueostomia seguida de reparo cirúrgico com fixação por miniplacas.


E

Cricotireoidostomia de urgência com stent laríngeo de silicone.

Assinale a alternativa correta sobre bucofaringologia e plano cirúrgico em amigdalectomia palatina:


A

A dissecção no plano extracapsular visa separar a cápsula tonsilar do músculo constritor superior, reduzindo sangramento do leito.


B

O plano intracapsular expõe rotineiramente a artéria carótida interna, aumentando o risco de lesão vascular.


C

O nervo hipoglosso é o principal nervo em risco no polo superior tonsilar, junto ao pedículo palatino.


D

A hemostasia do leito tonsilar depende da ligadura do ducto parotídeo no pilar anterior.


E

A tonsila palatina é estrutura predominantemente cartilaginosa, justificando dissecção com broca.

Assinale a alternativa correta sobre antibioticoprofilaxia em cirurgia de cabeça e pescoço com acesso à via aerodigestiva superior (procedimento limpo-contaminado):


A

Vancomicina isolada é opção de rotina para cobrir anaeróbios da cavidade oral e reduzir deiscência.


B

Ceftriaxona isolada é preferida por ampliar cobertura de Pseudomonas e evitar necessidade de dose intraoperatória.


C

Clindamicina isolada tende a cobrir adequadamente Gram-negativos entéricos envolvidos em cirurgia oral.


D

Azitromicina é escolhida por penetrar melhor em osso temporal e substituir profilaxia padrão em tireoidectomia.


E

Ampicilina-sulbactam (ou cefazolina associada a metronidazol) fornece cobertura para flora oral com anaeróbios, sendo regime comum de profilaxia.

No planejamento de uma rinosseptoplastia, a principal vantagem da técnica aberta em relação à técnica fechada é:


A

Menor tempo cirúrgico e recuperação pós-operatória mais rápida.


B

Ausência de cicatriz externa na columela.


C

Menor edema de ponta nasal no período pós-operatório imediato.


D

Visualização direta e binocular das cartilagens alares e do dorso.


E

Preservação da integridade dos mecanismos de suporte da ponta nasal.

Paciente de 42 anos, portador de otite média crônica colesteatomatosa à direita, é submetido a mastoidectomia canal wall-up com abordagem pelo recesso facial (timpanotomia posterior). Durante o planejamento cirúrgico, o Cirurgião revisa os limites anatômicos dessa via de acesso. Nesse contexto, assinale CORRETAMENTE os limites do triângulo ósseo que definem o recesso facial:


A

Corda do tímpano anterolateralmente, segmento mastoídeo do nervo facial posteromedialmente e fossa incudis superiormente.


B

Processo curto da bigorna anterolateralmente, canal semicircular lateral posteromedialmente e tegmen timpânico superiormente.


C

Eminência piramidal lateralmente, promontório medialmente e nicho da janela redonda inferiormente.


D

Segmento mastoídeo do nervo facial anterolateralmente, corda do tímpano posteromedialmente e crista digástrica inferiormente.


E

Fossa incudis lateralmente, segundo joelho do nervo facial medialmente e corda do tímpano inferiormente.

Paciente de 29 anos apresenta perfuração timpânica central posterior à esquerda, sem evidência de colesteatoma, com cadeia ossicular íntegra. Durante a timpanoplastia, o Cirurgião opta pela técnica underlay com enxerto de fáscia temporal. Para realização dessa técnica, o posicionamento CORRETO do enxerto deve ser:


A

Lateral à membrana timpânica residual e lateral ao ânulo ósseo.


B

Lateral ao manúbrio do martelo e sob o ânulo ósseo anteroinferior.


C

Sob o ânulo ósseo, após confecção de um segundo ânulo por fresagem.


D

Medial ao manúbrio do martelo, coberto pela pele do conduto e/ou membrana timpânica residual.


E

Lateral à cabeça do martelo e corpo da bigorna, sem contato com a cavidade do ouvido médio.

Paciente de 22 anos é submetido a otoplastia por técnica de preservação cartilaginosa com suturas de Furnas para correção de hipertrofia conchal. No pós-operatório, apresenta obstrução parcial do conduto auditivo externo ipsilateral. Com base no tema, o mecanismo responsável por essa complicação é:


A

Tensionamento excessivo da sutura intermediária no cavum da concha, rotacionando a cartilagem conchal anteriormente.


B

Edema pós-operatório da pele do conduto com compressão secundária pela cartilagem conchal deslocada.


C

Posicionamento do ponto mastóideo muito anteriormente, promovendo rotação anterior da concha sobre o conduto auditivo externo.


D

Formação de quelóide no sulco retroauricular com efeito compressivo sobre o conduto auditivo externo.


E

Ressecção excessiva de pele retroauricular com tensão anterior sobre a cartilagem conchal.

Assinale a alternativa correta sobre anatomia cirúrgica na rinologia para controle endoscópico de epistaxe posterior:


A

A artéria esfenopalatina é abordada na parede medial do seio maxilar, no óstio natural, junto ao processo unciforme.


B

O forame esfenopalatino costuma situar-se na concha inferior, anterior ao ducto nasolacrimal, facilitando cauterização direta.


C

A identificação do forame esfenopalatino é favorecida pela referência da crista etmoidal na parede lateral nasal, próxima à cauda da concha média.


D

A ligadura da artéria etmoidal anterior é realizada rotineiramente por via transnasal no recesso frontal, com baixo risco orbitário.


E

O sangramento da artéria palatina maior é tipicamente controlado pela cauterização no recesso esfenoetmoidal.

Paciente de 30 anos apresenta perfuração timpânica pequena no quadrante posterior da membrana timpânica direita, sem comprometimento da cadeia ossicular, em conduto auditivo externo amplo. Os bordos da perfuração são bem visualizados à microscopia direta com espéculo auricular. Assinale a abordagem cirúrgica CORRETA para esse caso:


A

Retroauricular pela possibilidade de obter múltiplos materiais de enxerto pela mesma incisão.


B

Endaural com canaloplastia para garantir visualização ampla de todos os quadrantes timpânicos.


C

Endaural sem canaloplastia com incisão na incisura terminalis entre o tragus e a hélice.


D

Retroauricular com timpanoplastia e exploração da cadeia ossicular sob visão endoscópica.


E

Transcanal com avivamento dos bordos da perfuração e suporte com espongostan.

Paciente de 8 anos, sexo masculino, é trazido pelos pais com queixa estética de orelhas de abano bilaterais, referindo bullying escolar. Ao exame físico, o ângulo auriculocefálico mede 42° bilateralmente e a distância hélix-mastoide é de 2,5 cm. A cartilagem auricular é rígida e espessa. A deformidade é classificada como grau I de Weerda. Conforme as classificações mais utilizadas para orelha proeminente, o componente anatômico cuja deficiência é a causa CORRETA dessa deformidade é:


A

Prega anti-heliciana.


B

Hipertrofia conchal.


C

Projeção excessiva do lóbulo auricular.


D

Aumento do ângulo concoescafal (> 90°).


E

Angulação excessiva da concha em relação à mastoide.

No tratamento inicial do carcinoma espinocelular de cavidade oral em estágio inicial (T1-T2, N0), a técnica cirúrgica que tem como objetivo avaliar o primeiro nível de drenagem linfática, permitindo a identificação de micrometástases ocultas e evitando esvaziamentos cervicais desnecessários, é a:


A

Linfadenectomia seletiva dos níveis I-III.


B

Biópsia do linfonodo sentinela.


C

Esvaziamento cervical radical modificado.


D

Dissecção linfática supraomohioidea.


E

Linfadenectomia retroauricular.

Paciente de 38 anos é submetido a timpanoplastia à esquerda por perfuração subtotal associada à otite média crônica colesteatomatosa. O Cirurgião deseja utilizar enxerto de cartilagem para reconstrução timpânica. Conforme os formatos de enxerto cartilaginoso, assinale CORRETAMENTE o que oferece maior resistência estrutural à formação de bolsas de retração e que, pela disposição das tiras com espaços interpostos, busca minimizar a limitação visual da orelha média no seguimento pós-operatório:


A

Cartilagem em bloco (en-bloc).


B

Cartilagem composta com pericôndrio.


C

Cartilagem em paliçada.


D

Cartilagem com entalhe para o martelo (malleus notched).


E

Ilha cartilaginosa bilobular (pac-man graft).

Paciente de 39 anos com otite média crônica bilateral, já submetido a três timpanoplastias prévias à direita com enxerto de fáscia temporal, apresenta reperfuração recorrente. Na quarta cirurgia, a fáscia temporal ipsilateral encontra-se fibrosada e há escassez de material autólogo para enxertia. A alternativa de enxerto heterólogo com uso consagrado em timpanoplastia, nesse caso, é:


A

Pericôndrio tragal contralateral obtido por via endaural.


B

Membrana de celulose bacteriana sintética liofilizada.


C

Derme humana acelular liofilizada de banco de tecidos.


D

Pericárdio autólogo obtido por toracoscopia videoassistida.


E

Pericárdio bovino processado por descelularização.

Paciente de 36 anos apresenta perfuração timpânica anterior ampla à direita, com margens anteriores não visualizadas pela otoscopia com espéculo. O conduto auditivo externo é estreito. Para a timpanoplastia microscópica, o Cirurgião decide pela via retroauricular. Ao elevar o retalho subperiosteal, os marcos anatômicos revelados nessa abordagem são:


A

Incisura terminalis, borda inferior do músculo temporal e osso do conduto.


B

Espinha de Henle, conduto auditivo externo, suturas timpanomastóidea e timpanoescamosa.


C

Crista digástrica, área cribriforme e córtex mastoídeo.


D

Processo curto da bigorna, canal semicircular lateral e tegmen timpânico.


E

Linha temporal superior, seio sigmoide e fossa incudis.

Lactente de 10 meses é submetido a mastoidectomia simples à esquerda por mastoidite coalescente complicada com abscesso subperiosteal. Durante a incisão retroauricular, o Cirurgião deve ter especial atenção à porção inferior da incisão. Em relação ao caso, o risco anatômico nessa faixa etária que justifica tal precaução é:


A

Lesão do seio sigmoide, que em lactentes localiza-se mais lateralmente e superficialmente.


B

Lesão do nervo facial, que em lactentes com mastoide pouco desenvolvida, emerge superficialmente pelo forame estilomastóideo.


C

Lesão da artéria auricular posterior, que em lactentes tem calibre proporcionalmente maior em relação ao adulto.


D

Lesão do nervo auricular magno, que em lactentes percorre trajeto mais anterior em relação ao processo mastoideo.


E

Lesão da dura da fossa média, que em lactentes se estende mais inferiormente sobre a mastoide não pneumatizada.

 
 
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