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São contraindicações absolutas à ecocardiografia transesofágica, EXCETO:
Estenose de esôfago
Cirurgia prévia de esôfago.
Hérnia de hiato sintomática.
Tumor de esôfago.
Controle não adequado da via aérea e da ventilação mecânica.
Assinale a alternativa correta em relação aos transdutores de ecocardiografia.
Para o diagnóstico médico, utiliza-se transdutores com frequências de 5 a 15 MHz.
A interação entre a onda e o tecido ou sangue gera fenômenos acústicos, como a reflexão da onda sonora.
Os únicos materiais presentes nos transdutores de ecocardiografia são os cristais de quartzo.
Após a primeira corrente, durante o tempo de trânsito da onda no tecido, o cristal do transdutor permanece ativo.
Na geração da imagem com escala de cinza, as maiores amplitudes recebem ostons escuros e as menores, os mais claros.
Em relação à espessura miocárdio do VD, analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Pode ser medida pelo modo unidimensional ou pelo modo bidimensional.
II. Utiliza-se a janela subcostal.
III. O valor normal é superior a 5 mm.
IV. A medida deve ser feita no pico da onda R do eletrocardiograma.
Todas as assertivas estão corretas.
Todas as assertivas estão incorretas.
Apenas a assertiva I está correta.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
Em relação à avaliação da VCI, é INCORRETO afirmar que:
Na imagem ecográfica subcostal, a VCI deve ser incluída como rotina.
Deve-se medir o diâmetro no final da expiração a 1–2 cm da sua junção com o AD.
O colapso inspiratório da VCI não é avaliado.
Em atletas jovens, a VCI pode estar dilatada mesmo na presença de pressões normais do AD.
O diâmetro da VCI é medido perpendicularmente ao eixo longo.
Em relação ao estudo ecocardiográfico da aorta, é correto afirmar que:
As medidas dos diâmetros dos segmentos aórticos devem ser realizadas no plano paraesternal transverso.
Deve-se descrever o diâmetro da aorta ao nível dos seios aórticos e o diâmetro da aorta ascendente.
As medidas dos diâmetros da aorta devem ser feitas no início da diástole.
Utiliza-se o modo bidimensional, uma vez que, se realizado pelo modo unidimensional, geralmente resulta em superestimativa do diâmetro da aorta.
O anel aórtico deve ser medido no meio da diástole utilizando os bordos externos.
Considerando que na avaliação ecocardiográfica da deformação miocárdica, utiliza-se o parâmetro strain, assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE esse conceito:
Medida da velocidade do movimento do miocárdio em direção ao transdutor.
Avaliação da distância percorrida pelo anel mitral durante o ciclo cardíaco.
Quantificação da deformação do miocárdio em relação ao seu comprimento original.
Estimativa indireta do fluxo sanguíneo coronariano.
Medida da pressão intracavitária ventricular durante a sístole.
Paciente de 67 anos com insuficiência mitral degenerativa importante é encaminhado para planejamento de plastia valvar. Para melhor caracterização anatômica da valva mitral, realiza-se ecocardiografia transesofágica tridimensional. Nesse contexto, o achado ecocardiográfico obtido por esse método que auxilia diretamente no planejamento da plastia mitral é:
Avaliação da fração de ejeção do ventrículo esquerdo para estimar a função sistólica global.
Estimativa da área valvar mitral a partir de inferências geométricas obtidas em cortes bidimensionais.
Determinação da pressão sistólica da artéria pulmonar por meio da análise Doppler do jato de regurgitação tricúspide.
Medida isolada do diâmetro do anel mitral em plano bidimensional para avaliação do grau de dilatação valvar.
Identificação detalhada dos segmentos das cúspides mitrais e das estruturas do aparato subvalvar envolvidas na regurgitação.
Um paciente de 59 anos com infarto prévio realiza ecocardiograma para avaliação da função ventricular esquerda. O exame demonstra alterações segmentares da motilidade miocárdica. Nesse contexto, a alternativa que indica CORRETAMENTE o método bidimensional mais apropriado para estimar o volume do ventrículo esquerdo é:
Fórmula do cubo baseada em medidas obtidas no modo M.
Utilização isolada do diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo.
Método biplanar de discos, conhecido como regra de Simpson modificada.
Medida isolada da área ventricular em corte de eixo curto.
Estimativa volumétrica baseada apenas na espessura do septo interventricular.
Uma paciente de 70 anos com fibrilação atrial permanente realiza ecocardiograma para avaliação das dimensões ventriculares. Durante o exame, observa-se grande variabilidade do intervalo RR no eletrocardiograma. Considerando essa irregularidade do ciclo cardíaco, a estratégia que deve ser utilizada para obter medidas cavitárias mais confiáveis é:
Utilizar apenas um ciclo cardíaco com melhor qualidade de imagem.
Utilizar preferencialmente o ciclo cardíaco mais curto.
Calcular as medidas a partir da média de múltiplos batimentos consecutivos.
Utilizar apenas ciclos precedidos por extrassístole.
Evitar qualquer quantificação ventricular em pacientes com fibrilação atrial.
Durante ecocardiograma transtorácico em um paciente de 66 anos com doença pulmonar crônica, observa-se janela acústica limitada, dificultando a delimitação das bordas endocárdicas do ventrículo esquerdo. Diante do exposto, assinale a principal utilidade do contraste ecocardiográfico à base de microbolhas:
Substituir a delimitação manual do endocárdio na análise ecocardiográfica.
Corrigir alterações geométricas ventriculares associadas ao remodelamento cardíaco.
Melhorar a definição das bordas endocárdicas, aumentando a acurácia e a reprodutibilidade das medidas ventriculares.
Elevar o índice mecânico do ultrassom para ampliar a penetração do feixe acústico.
Permitir a estimativa automática da massa ventricular sem necessidade de mensurações adicionais.
Sobre a imagem harmónica na ecocardiografia, assinale a alternativa correta:
A imagem harmónica utiliza, mais frequentemente, a segunda frequência harmónica, sendo gerada pela distorção do feixe ultrassónico ao atravessar os tecidos, o que melhora a relação sinal-ruído e a nitidez da imagem.
A imagem harmónica baseia-se exclusivamente nas frequências fundamentais emitidas pelo transdutor, não sofrendo influência da distorção do feixe sonoro nos tecidos.
A utilização da imagem harmónica reduz a penetração do ultrassom, sendo pouco útil em pacientes obesos ou com tecido muscular denso.
As primeiras técnicas de imagem harmónica tecidular melhoraram a resolução axial, devido à utilização de pulsos longos e maior duração de pulso.
Em relação à quantificação dos fluxos sistêmico e pulmonar, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) A magnitude de um shunt intracardíaco ESQ-DIR pode ser calculada diretamente pela diferença entre o fluxo pulmonar (Qp) e sistêmico o (Qs), ou indiretamente, pela relação Qp/Qs.
( ) Para o cálculo do débito cardíaco, o plano paraesternal longitudinal deve ser preferencialmente utilizado para medida da área da via de saída do ventrículo esquerdo.
( ) A velocidade do fluxo não varia durante o período de ejeção.
( ) Um hiperfluxo pulmonar de grau importante é caracterizado como Qp/Qs ≥2,0.
( ) Através da janela paraesternal, calcula-se o índice de distensibilidade da VCI e de colapsabilidade da VCS antes e após a expansão volêmica.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – F – V – F.
V – F – V – F – V.
F – F – V – F – F.
F – V – F – F – V.
V – F – V – V – F.
Em relação à avaliação do sincronismo interventricular, é INCORRETO afirmar que:
Observa-se diferença entre os tempos pré-ejetivos aórtico e pulmonar, superior a 40 ms.
O tempo pré-ejetivo aórtico deve ser medido pelo Doppler contínuo no plano apical de quatro câmaras.
O tempo pré-ejetivo pulmonar deve ser medido no plano paraesternal transverso.
Estudos sugerem que quando a diferença entre o intervalo eletromecânico da parede livre do VD e a parede livre do VE for maior que 40 ms pelo Doppler tecidual, há indícios de dissincronia interventricular.
A presença de dissincronia interventricular demonstrou ser preditora de piora sintomática e mortalidade cardiovascular em pacientes com insuficiência cardíaca, sendo associada a melhor resposta à terapia de ressincronização.
Em relação ao strain bidimensional, analise as assertivas abaixo:
I. As medidas de deformação miocárdica têm sido utilizadas para a análise da sincronia interventricular, com resultados que permitem prever a resposta ao ressincronizador e orientar o melhor local de implante dos eletrodos.
II. O strain longitudinal tem sido a técnica com maior pesquisa e com resultados mais robustos para a identificação de pacientes com maior taxa de resposta ao ressincronizador.
III. O strain radial apresenta dificuldades em decorrênciada da baixa reprodutibilidade e disponibilidade do software nos ecocardiógrafos.
IV. Nos estudos destacam-se a análise do strain radial obtido por meio das imagens de eixo curto no plano valvar mitral e dos músculos papilares e o strain longitudinal, obtido nos planos apicais.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas I e III.
Apenas II e IV.
Apenas I, III e IV.
I, II, III e IV.
São elementos avaliados no exame ecocardiográfico em cardiopatias congênitas, EXCETO:
Situs.
Emergência dos vasos supra-aórticos.
Retorno venoso.
Tipo de conexão atrioventricular.
Tipos de conexão ventrículo-artéria.
São janelas ecocardiográficas básicas, EXCETO:
Supraclavicular.
Paraesternal.
Apical.
Subcostal.
Supraesternal.
Em relação à insuficiência mitral, é INCORRETO afirmar que:
Pode ser orgânica (primária) ou funcional (secundária).
A insuficiência secundária é causada por remodelamento regional ou global do VE que impede a coaptação das cúspides, sem anomalias estruturais da valva propriamente dita.
Alterações congênitas (CLEFT, valva em paraquedas e valva em arcada) são exemplos de insuficiência mitral primária.
Alterações inflamatórias causadas por febre reumática, colagenopatias, radiação ou drogas são exemplos de insuficiência mitral secundária.
Fibrilação atrial ou cardiopatia restritiva causam insuficiência mitral secundária à dilatação anular.
Sobre volume regurgitante e fração regurgitante, analise as assertivas a seguir:
I. As medidas do volume regurgitante e da fração regurgitante têm sua importância na quantificação de lesões valvares.
II. O volume regurgitante em pacientes com insuficiência mitral pode ser calculado com a diferença entre o volume mitral e o volume aórtico e é descrito em mL/batimentos cardíacos.
III. A fração regurgitante é calculada como a porcentagem do volume regurgitante em relação ao fluxo anterógrado através da valva regurgitante.
IV. A fórmula do cálculo da fração regurgitante é: FR = V aórtico – V mitral / V aórtico x 100.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas IV.
Apenas I e III.
Apenas I, II e III.
No contexto do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), a ecocardiografia é útil. Assinale a alternativa que melhor descreve sua utilidade nesse cenário:
É específico para IAM não sendo útil para diagnóstico diferencial de dor torácica com outras patologias.
A ausência de alterações na contratilidade do Ventrículo Esquerdo (VE) de repouso exclui doença arterial coronariana.
Na enfermaria, após as medidas realizadas na admissão.
Evidência de alteração contrátil do Ventrículo Esquerdo (VE).
Sobre uso do Ecocardiograma nas intervenções das cardiopatias congênitas, marque a alternativa certa:
Na septostomia atrial, o Ecocardiograma transesofágico é a primeira opção para avaliação do septo atrial.
Nos procedimentos de oclusão dos defeitos do septo ventricular, preconiza-se a realização do Ecocardiograma transtorácico, ao invés do transesofágico.
Na septostomia atrial (ou procedimento de Rashkind), o Ecocardiograma transtorácico é ótima opção para visualização do septo atrial.
Nas oclusões de persistência do canal arterial, a realização do ecocardiograma transtorácico prévio é indispensável para o procedimento.