Questões de Concurso sobre Ginecologia

 
 
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Paciente de 38 anos, assintomática, refere saída espontânea de secreção pela mama esquerda. Ao exame físico, observa-se saída de líquido serossanguinolento, por ducto único, unidigital e unilateral à expressão da zona areolar esquerda. Não há nódulos palpáveis. A mamografia e a ultrassonografia mamária são classificadas como BI-RADS 1. Qual é a conduta propedêutica ou terapêutica mais adequada para este caso de descarga papilar patológica?


A

Ressonância Magnética das mamas para exclusão de carcinoma oculto antes de qualquer intervenção.


B

Citologia do fluxo papilar, visto que possui alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de malignidade.


C

Exérese seletiva do ducto acometido (microdochectomia) ou dos ductos principais (exérese da pirâmide mamária) para diagnóstico histopatológico.


D

Tratamento clínico com Bromocriptina, assumindo provável hiperprolactinemia funcional oculta.


E

Seguimento clínico semestral, pois a ausência de achados nos exames de imagem afasta a necessidade de intervenção cirúrgica.

Paciente de 27 anos vem à primeira consulta ginecológica, dizendo que já havia iniciado atividade sexual. Submetida à pesquisa DNA-HPV, que veio positivo para HPV subtipo 58.


De acordo com o caso clínico e, com base nas novas Diretrizes para o Rastreamento do Câncer de Colo Uterino, publicadas em agosto de 2025, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.


A

Solicitar nova pesquisa DNA-HPV em 1 ano.


B

Solicitar imediatamente a citologia.


C

Solicitar nova citologia em 1 ano.


D

Solicitar a colposcopia.


E

Realizar a cauterização do colo uterino com alta frequência.

Em relação ao sangramento uterino anormal (SUA), analise as assertivas abaixo:


I. Imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, endocrinopatias e endometrite são causas não estruturais de SUA.

II. A investigação inicial do SUA em mulheres no menacme deve incluir hemograma e teste de gravidez.

III. Em mulheres no menacme e com mais de 45 anos de idade, a biópsia de endométrio deve ser realizada como primeira linha de investigação nas pacientes com SUA e, em qualquer idade, na presença de fatores de risco para câncer de endométrio.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

Na UBS, uma paciente de 50 anos com queixa de fogachos e ressecamento vaginal busca informações para saber se poderia fazer uso de reposição hormonal, pois ouviu dizer que os hormônios podem fazer muito mal. Assinale a alternativa que apresenta contraindicações à terapia hormonal na menopausa.


A

Doença hepática descompensada e doença cerebrovascular.


B

Dislipidemia e porfiria.


C

Doença coronariana e diabetes.


D

Tromboembolismo venoso e nódulo de mama.


E

Histórico familiar de câncer de mama e meningioma.

No ambulatório de pré-natal, você fornece à gestante informações sobre os benefícios da via de parto vaginal e ela questiona sobre a relação de incontinência urinária de esforço (IUE) após o parto. Diante desse questionamento, quanto à IUE, assinale a alternativa que apresenta uma informação correta a ser fornecida a essa gestante.


A

A multiparidade, o parto prolongado ou obstrutivo, assim como a história de IUE durante a gestação são reconhecidos fatores de risco.


B

Não são conhecidos fatores desencadeantes.


C

O peso fetal não representa risco.


D

A circunferência cefálica maior que 30 cm é um fator agravante.


E

O período expulsivo maior que 1 hora precede o seu desenvolvimento.

Em um hospital referência para atendimento de vítimas de violência sexual, a ordem preconizada das etapas de atendimento a essas pacientes é:


A

acolhimento; registro da história; coleta de vestígios; exames clínicos e ginecológicos; exames complementares; comunicação a autoridades e notificação; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


B

acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; exames complementares; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


C

acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


D

registro da história; acolhimento; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


E

registro da história; acolhimento; coleta de vestígios; exames clínicos e ginecológicos; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.

O médico plantonista chamado para avaliar uma paciente em pós-operatório de videolaparoscopia por endometriose profunda que estava internada no setor de ginecologia e havia sido operada pela tarde. Como não conseguiram contato com o ginecologista responsável, solicitaram avaliação do plantonista do período noturno. A paciente se queixa de parestesia em coxa esquerda. Com base nas informações mencionadas, a lesão nervosa dessa paciente provavelmente ocorreu no


A

nervo epigástrico superficial.


B

nervo epigástrico profundo.


C

nervo íleo inguinal.


D

nervo obturatório.


E

nervo cutâneo femoral lateral.

Todo ginecologista brasileiro deve estar habilitado para prover atenção integral a mulheres em situação de interrupção intencional da gravidez com fundamento e amparo legais. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta os casos nos quais é permitido aborto legal no Brasil.


A

Risco de morte materna, malformação não compatível com a vida e cromossomopatia grave.


B

Anencefalia, risco de morte materna e gravidez decorrente de estupro.


C

Malformação não compatível com a vida e anencefalia.


D

Gravidez decorrente de estupro e malformação não compatível com a vida.


E

Cromossomopatia grave, malformação não compatível com a vida e gravidez decorrente de estupro.

Mulher, 63 anos de idade, G5P4A1, foi encaminhada para o ambulatório de cirurgia ginecológica devido a uma distopia genital. Comorbidades: hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia. Exame ginecológico: genitália externa com sinais de atrofia; POP-Q = Aa -3, Ba -2, C -1, Ap -3, Bp -2, D -3. Assinale a alternativa que apresenta respectivamente o compartimento mais prolapsado e o estadiamento.


A

Prolapso uterino; estágio II.


B

Retocele; estágio II.


C

Cistocele; estágio II.


D

Cistocele; estágio I.


E

Prolapso uterino; estágio III.

Mulher, 50 anos de idade, G3P2A1, procura o ambulatório de ginecologia com queixa de fogachos intensos, insônia e irritabilidade com piora há 10 meses. Foi histerectomizada há 2 anos devido a quadro de endometriose. Nega história pessoal de câncer ou trombose. Nega comorbidades. Os exames de rastreamentos ginecológicos não apresentam alterações. A paciente deseja iniciar tratamento para melhora dos sintomas, pois afirma que a sua qualidade de vida está comprometida. O tratamento mais eficaz nesse caso é a


A

terapia hormonal com estrogênio isolado.


B

terapia com fitoterápicos.


C

terapia hormonal com estrogênio e progesterona.


D

terapia com inibidores seletivos da recaptação da serotonina.


E

terapia hormonal com estrogênio e testosterona.

Adolescente, 17 anos de idade, procura atendimento médico devido a quadro de amenorreia primária. Ao exame: fenótipo feminino. Tanner: M1 e P1. Dosagens hormonais: FSH = 70 mUI/mL, LH = 45 mUI/mL, estradiol = indetectável, testosterona total = 15 ng/dL. Ultrassonografia pélvica: útero hipoplásico; anexo esquerdo apresenta estrutura nodular sem folículos. Cariótipo: 46,XY. Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Síndrome de Morris.


B

Síndrome de Swyer.


C

Síndrome de Rokitansky.


D

Síndrome de Turner.


E

Síndrome dos ovários policísticos.

Mulher de 40 anos, G2P2, com ligadura tubária há 3 anos e ciclos menstruais mensais, refere aumento do fluxo menstrual de até 10 dias, presença de coágulos e cólicas há um ano, que se intensificaram há 4 meses quando precisou ir à emergência devido à hemorragia uterina. Ao exame ginecológico, observa-se útero aumentado de volume, de consistência amolecida, superfície regular, mobilidade preservada e indolor ao toque. Realizada ultrassonografia transvaginal com o seguinte resultado: útero AVF, globoso, com volume de 310 cm³, miométrio heterogêneo com aumento assimétrico da parede posterior do útero, mioma intramural em parede anterior medindo 1,5 cm no seu maior diâmetro, eco endometrial de 5,5 mm, com perda do limite endomiometrial e ovários sem particularidades. Qual é a causa do sangramento uterino anormal?


A

Endometriose.


B

Adenomiose.


C

Mioma intramural.


D

Pólipo endometrial.


E

Anovulação.

Qual é a propedêutica que poderá elucidar a etiologia da amenorreia?


A

Teste do GnRH.


B

Cariótipo.


C

Ultrassonografia pélvica.


D

Teste do progestágeno.


E

Tomografia computadorizada de abdome total.

Mulher de 46 anos, obesa, apresenta, de longa data, sangramento uterino anormal (SUA) de causa ovulatória devido à síndrome dos ovários policísticos. Nos últimos 6 meses, o sangramento vaginal está mais frequente e volumoso. Não tem atividade sexual há 4 anos e não faz uso de hormônios. Nessa situação, qual é a conduta adequada?


A

Iniciar anticoncepcional combinado oral para proteção endometrial.


B

Indicar uso de DIU hormonal para corrigir o SUA.


C

Prescrever um progestágeno por 10 dias de uso mensal para regular o ciclo.


D

Realizar biópsia de endométrio para descartar patologia endometrial.


E

Indicar ablação endometrial para manter a paciente em amenorreia.

São consideradas lesões pré-malignas da vulva:


I. Líquen escleroso.

II. Lesão intraepitelial escamosa de alto grau da vulva.

III. Neoplasia intraepitelial vulvar diferenciada.


Quais estão corretas?


A

Apenas II.


B

Apenas I e II.


C

Apenas I e III.


D

Apenas II e III.


E

I, II e III.

O termo “Saco de Douglas” refere-se a qual região anatômica na ultrassonografia pélvica?


A

Espaço entre a bexiga e o útero.


B

Canal cervical.


C

Recesso peridiverticular.


D

Espaço retouterino.


E

Interior da cavidade endometrial.

No Doppler da artéria uterina em ginecologia, o Índice de Resistência elevado é normal em


A

pacientes na menopausa.


B

fase ovulatória.


C

presença de miomas.


D

gestação inicial.


E

malformações arteriovenosas.

Qual é a melhor fase do ciclo menstrual para a realização da ultrassonografia pélvica a fim de avaliar o endométrio em pacientes que NÃO utilizam hormônios?


A

Fase ovulatória.


B

Fase folicular precoce (logo após a menstruação).


C

Fase lútea tardia.


D

Durante o fluxo menstrual intenso.


E

Em qualquer dia do ciclo, sem distinção.

O achado de “nódulo sólido em cicatriz de cesárea” que aumenta na menstruação sugere


A

mioma.


B

endometriose de parede abdominal.


C

hérnia incisional.


D

abscesso.


E

queloide.

Mulher de 58 anos, menopausada há 6 anos, obesa grau I, com antecedente de dois partos vaginais instrumentais, refere perda urinária aos esforços associada, nos últimos 8 meses, a episódios de urgência miccional com perdas precedidas de forte desejo de urinar. Relata noctúria (2–3 episódios/noite) e sensação ocasional de esvaziamento vesical incompleto. Nega infecções urinárias recentes. Ao exame físico, observa-se discreto prolapso anterior (Pelvic Organ Prolapse Quantification / POP-Q estágio II), teste de esforço negativo em repouso e positivo apenas com bexiga repleta.


Foi realizada urodinâmica multicanal, que demonstrou capacidade cistométrica máxima: 420 mL; sensibilidade vesical preservada; contrações detrusoras involuntárias fásicas durante o enchimento, associadas a desejo miccional súbito; pressão de perda ao esforço (VLPP): 85 cm H₂O; fluxo máximo reduzido (Qmax 11 mL/s), com pressão detrusora normal e resíduo pós-miccional: 90 mL.


Com base nos achados clínicos e urodinâmicos, é correto afirmar que


A

o diagnóstico é de incontinência urinária de esforço pura, sendo indicada cirurgia anti-incontinência como tratamento inicial.


B

o quadro é compatível com hiperatividade detrusora isolada, devendo-se excluir completamente componente esfincteriano.


C

trata-se de incontinência urinária mista, com predomínio do componente de esforço, e a urodinâmica contraindica tratamento cirúrgico.


D

o diagnóstico é de incontinência urinária mista, e a presença de hiperatividade detrusora não contraindica cirurgia, devendo o tratamento ser individualizado.


E

os achados indicam disfunção miccional obstrutiva funcional, sendo o tratamento cirúrgico prioritário.

 
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