Questões de Concurso sobre Ginecologia

 
 
Disciplina
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
9.562 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Na consulta de avaliação inicial da paciente com desejo de congelar seus óvulos, entender o seu contexto de vida e o planejamento reprodutivo é de extrema importância. Essas informações são essenciais para guiar o momento ideal do tratamento e estabelecer uma possível meta de número de óvulos congelados. Além disso, o seu histórico de saúde pode trazer dados relevantes sobre doenças, cirurgias ou outras condições capazes de impactar a reserva ovariana ao longo da vida.

Com o objetivo de predizer a resposta da paciente à estimulação, é necessário realizar avaliação quantitativa da reserva ovariana.


Sobre a avaliação da reserva ovariana, assinale a alternativa correta.


A

A CFA (contagem de folículos antrais) considera folículos com diâmetro entre 5 e 15 mm como critério de avaliação.


B

Um valor de HAM inferior a 1,1 ng/mL está associado à baixa reserva ovariana.


C

O FSH basal é um marcador altamente sensível e o primeiro a se alterar com a queda da reserva ovariana.


D

Níveis elevados de estradiol no início do ciclo aumentam a confiabilidade da dosagem de FSH basal.


E

A estimulação ovariana não é possível de ser realizada em pacientes usuárias de DIU-levonorgestrel.

As alterações benignas da mama são motivos frequentes de consulta ginecológica. O diagnóstico diferencial entre nódulos sólidos e císticos é o primeiro passo na propedêutica. Assinale a alternativa CORRETA sobre o fibroadenoma mamário.


A

É o tumor benigno mais comum em mulheres jovens (20 a 30 anos), apresentando-se clinicamente como nódulo móvel, indolor, bem delimitado e de consistência fibroelástica.


B

É classificado na categoria BI-RADS 4 na ultrassonografia, exigindo biópsia excisional imediata devido ao alto risco de carcinoma oculto.


C

Sua transformação maligna é extremamente frequente, o que justifica a exérese cirúrgica obrigatória em todos os casos diagnosticados.


D

Origina-se da obstrução dos ductos lactíferos principais, acumulando secreção purulenta e necessitando de drenagem cirúrgica.


E

Caracteriza-se por ser um tumor de crescimento rápido, fixo aos planos profundos e à pele, comum na pós-menopausa.

O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos e sua incidência vem aumentando. O conhecimento sobre seus fatores de risco e apresentação clínica é fundamental para o diagnóstico precoce. Acerca das patologias do corpo uterino, analise as afirmativas abaixo e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.


(__)A hiperplasia endometrial com atipia é considerada uma lesão precursora do câncer de endométrio do tipo endometrioide (Tipo I) e possui alto risco de progressão para malignidade se não tratada.

(__)A obesidade é um fator de risco bem estabelecido para o câncer de endométrio, devido à conversão periférica de andrógenos em estrona pelo tecido adiposo, gerando um estado de hiperestrogenismo sem oposição da progesterona.

(__)O sangramento uterino anormal, especialmente na pós-menopausa, é o sintoma mais precoce e comum do câncer de endométrio, exigindo investigação imediata com ultrassonografia ou biópsia.

(__)O uso de Tamoxifeno no tratamento do câncer de mama exerce um efeito protetor sobre o endométrio, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento de pólipos e carcinoma endometrial.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, F, V, V.


B

F, V, V, F.


C

V, V, V, F.


D

V, F, F, V.


E

V, V, F, V.

O ciclo vital da mulher na saúde reprodutiva é marcado por fases hormonais e fisiológicas distintas, e a caracterização precisa das fases do ciclo vital da mulher, considerando idades aproximadas, mudanças hormonais e manifestações clínicas principais, é:


A

Puberdade (14-18 anos): ciclos irregulares e declínio hormonal com sintomas vasomotores; menacme (19-30 anos): menarca e maturação com riscos cardiovasculares; climatério (31-40 anos): amenorreia e osteoporose; pós-menopausa (41-50 anos): fertilidade máxima e ovulação regular.


B

Puberdade (20-30 anos): hipoestrogenismo e fraturas de fragilidade; menacme (31-40 anos): transição com ondas de calor; climatério (41-50 anos): menarca e pubarca; pós-menopausa (51- 60 anos): ciclos regulares sem sintomas.


C

Puberdade (8-13 anos): surgimento de telarca, pubarca, menarca e maturação gonadal com elevação de estrogênio/progesterona; menacme (14-45 anos): ciclos regulares, ovulação mensal e pico de fertilidade; climatério (45-55 anos): perimenopausa com irregularidades, declínio estrogênico e sintomas vasomotores/ urogenitais; pós-menopausa (>55 anos): amenorreia persistente, hipoestrogenismo e riscos osteometabólicos/cardiovasculares.


D

Puberdade (45-55 anos): amenorreia e declínio cognitivo; menacme (55+ anos): telarca e menarca; climatério (8-13 anos): fertilidade pico com irregularidades; pós-menopausa (14-45 anos): sintomas urogenitais e vasomotores.


E

Puberdade (31-40 anos): riscos osteometabólicos e cardiovasculares; menacme (41-50 anos): maturação gonadal; climatério (51-60 anos): ovulação mensal; pós-menopausa (8-13 anos): irregularidades cíclicas e insônia.

Mulher de 55 anos de idade, menopausa aos 50 anos, refere sangramento vaginal intermitente nos últimos 3 meses. Faz uso de tamoxifeno para tratamento de câncer de mama há 2 anos. Apresenta outras comorbidades, como obesidade, hipertensão arterial sistêmica e diabetes tipo 2. Ao exame, pressão arterial: 130/90 mmHg, IMC: 30 Kg/m², exame especular: mucosa atrófica, com colo e vagina sem lesões visíveis, com pequena quantidade de sangue coletado em fundo vaginal, sem sangramento ativo. Realizada ultrassonografia transvaginal (US-TV) que evidencia útero AVF, com volume de 120cm³, miométrio homogêneo, endométrio heterogêneo com espessura de 4 mm, ovários atróficos. Qual é a conduta adequada nessa situação?


A

Realizar ablação endometrial por histeroscopia.


B

Suspender o tamoxifeno.


C

Suspender o tamoxifeno e prescrever um inibidor de aromatase.


D

Realizar biópsia endometrial.


E

Realizar conduta expectante com nova US-TV em 3 meses.

O prolapso de órgãos pélvicos é avaliado objetivamente pela classificação POP (Pílula Oral Progestativa)-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification). Compreender os pontos de referência é essencial para o estadiamento. Acerca da classificação POP-Q, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)O ponto Aa situa-se na parede vaginal anterior, 3 cm proximais ao meato uretral externo.

(__)O ponto C representa a borda distal do colo uterino ou a cúpula vaginal (em histerectomizadas).

(__)O Estádio 0 é definido quando não há prolapso demonstrável, com os pontos Aa, Ap, Ba e Bp em -3 cm.

(__)O comprimento total da vagina (TVL) não é mensurado no POP-Q, sendo irrelevante para o estadiamento.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, F, V, V.


B

F, V, V, F.


C

V, F, F, V.


D

V, V, V, F.


E

V, V, F, V.

Paciente de 38 anos, assintomática, refere saída espontânea de secreção pela mama esquerda. Ao exame físico, observa-se saída de líquido serossanguinolento, por ducto único, unidigital e unilateral à expressão da zona areolar esquerda. Não há nódulos palpáveis. A mamografia e a ultrassonografia mamária são classificadas como BI-RADS 1. Qual é a conduta propedêutica ou terapêutica mais adequada para este caso de descarga papilar patológica?


A

Ressonância Magnética das mamas para exclusão de carcinoma oculto antes de qualquer intervenção.


B

Citologia do fluxo papilar, visto que possui alta sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de malignidade.


C

Exérese seletiva do ducto acometido (microdochectomia) ou dos ductos principais (exérese da pirâmide mamária) para diagnóstico histopatológico.


D

Tratamento clínico com Bromocriptina, assumindo provável hiperprolactinemia funcional oculta.


E

Seguimento clínico semestral, pois a ausência de achados nos exames de imagem afasta a necessidade de intervenção cirúrgica.

Paciente de 27 anos vem à primeira consulta ginecológica, dizendo que já havia iniciado atividade sexual. Submetida à pesquisa DNA-HPV, que veio positivo para HPV subtipo 58.


De acordo com o caso clínico e, com base nas novas Diretrizes para o Rastreamento do Câncer de Colo Uterino, publicadas em agosto de 2025, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.


A

Solicitar nova pesquisa DNA-HPV em 1 ano.


B

Solicitar imediatamente a citologia.


C

Solicitar nova citologia em 1 ano.


D

Solicitar a colposcopia.


E

Realizar a cauterização do colo uterino com alta frequência.

Em relação ao sangramento uterino anormal (SUA), analise as assertivas abaixo:


I. Imaturidade do eixo hipotálamo-hipófise-ovário, endocrinopatias e endometrite são causas não estruturais de SUA.

II. A investigação inicial do SUA em mulheres no menacme deve incluir hemograma e teste de gravidez.

III. Em mulheres no menacme e com mais de 45 anos de idade, a biópsia de endométrio deve ser realizada como primeira linha de investigação nas pacientes com SUA e, em qualquer idade, na presença de fatores de risco para câncer de endométrio.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas III.


D

Apenas I e III.


E

I, II e III.

Na UBS, uma paciente de 50 anos com queixa de fogachos e ressecamento vaginal busca informações para saber se poderia fazer uso de reposição hormonal, pois ouviu dizer que os hormônios podem fazer muito mal. Assinale a alternativa que apresenta contraindicações à terapia hormonal na menopausa.


A

Doença hepática descompensada e doença cerebrovascular.


B

Dislipidemia e porfiria.


C

Doença coronariana e diabetes.


D

Tromboembolismo venoso e nódulo de mama.


E

Histórico familiar de câncer de mama e meningioma.

No ambulatório de pré-natal, você fornece à gestante informações sobre os benefícios da via de parto vaginal e ela questiona sobre a relação de incontinência urinária de esforço (IUE) após o parto. Diante desse questionamento, quanto à IUE, assinale a alternativa que apresenta uma informação correta a ser fornecida a essa gestante.


A

A multiparidade, o parto prolongado ou obstrutivo, assim como a história de IUE durante a gestação são reconhecidos fatores de risco.


B

Não são conhecidos fatores desencadeantes.


C

O peso fetal não representa risco.


D

A circunferência cefálica maior que 30 cm é um fator agravante.


E

O período expulsivo maior que 1 hora precede o seu desenvolvimento.

Em um hospital referência para atendimento de vítimas de violência sexual, a ordem preconizada das etapas de atendimento a essas pacientes é:


A

acolhimento; registro da história; coleta de vestígios; exames clínicos e ginecológicos; exames complementares; comunicação a autoridades e notificação; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


B

acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; exames complementares; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


C

acolhimento; registro da história; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


D

registro da história; acolhimento; exames clínicos e ginecológicos; coleta de vestígios; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.


E

registro da história; acolhimento; coleta de vestígios; exames clínicos e ginecológicos; contracepção de emergência e profilaxia para HIV, IST e hepatite B; comunicação a autoridades e notificação; exames complementares; acompanhamento social, psicológico e seguimento ambulatorial.

O médico plantonista chamado para avaliar uma paciente em pós-operatório de videolaparoscopia por endometriose profunda que estava internada no setor de ginecologia e havia sido operada pela tarde. Como não conseguiram contato com o ginecologista responsável, solicitaram avaliação do plantonista do período noturno. A paciente se queixa de parestesia em coxa esquerda. Com base nas informações mencionadas, a lesão nervosa dessa paciente provavelmente ocorreu no


A

nervo epigástrico superficial.


B

nervo epigástrico profundo.


C

nervo íleo inguinal.


D

nervo obturatório.


E

nervo cutâneo femoral lateral.

Todo ginecologista brasileiro deve estar habilitado para prover atenção integral a mulheres em situação de interrupção intencional da gravidez com fundamento e amparo legais. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta os casos nos quais é permitido aborto legal no Brasil.


A

Risco de morte materna, malformação não compatível com a vida e cromossomopatia grave.


B

Anencefalia, risco de morte materna e gravidez decorrente de estupro.


C

Malformação não compatível com a vida e anencefalia.


D

Gravidez decorrente de estupro e malformação não compatível com a vida.


E

Cromossomopatia grave, malformação não compatível com a vida e gravidez decorrente de estupro.

Mulher, 63 anos de idade, G5P4A1, foi encaminhada para o ambulatório de cirurgia ginecológica devido a uma distopia genital. Comorbidades: hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia. Exame ginecológico: genitália externa com sinais de atrofia; POP-Q = Aa -3, Ba -2, C -1, Ap -3, Bp -2, D -3. Assinale a alternativa que apresenta respectivamente o compartimento mais prolapsado e o estadiamento.


A

Prolapso uterino; estágio II.


B

Retocele; estágio II.


C

Cistocele; estágio II.


D

Cistocele; estágio I.


E

Prolapso uterino; estágio III.

Mulher, 50 anos de idade, G3P2A1, procura o ambulatório de ginecologia com queixa de fogachos intensos, insônia e irritabilidade com piora há 10 meses. Foi histerectomizada há 2 anos devido a quadro de endometriose. Nega história pessoal de câncer ou trombose. Nega comorbidades. Os exames de rastreamentos ginecológicos não apresentam alterações. A paciente deseja iniciar tratamento para melhora dos sintomas, pois afirma que a sua qualidade de vida está comprometida. O tratamento mais eficaz nesse caso é a


A

terapia hormonal com estrogênio isolado.


B

terapia com fitoterápicos.


C

terapia hormonal com estrogênio e progesterona.


D

terapia com inibidores seletivos da recaptação da serotonina.


E

terapia hormonal com estrogênio e testosterona.

Adolescente, 17 anos de idade, procura atendimento médico devido a quadro de amenorreia primária. Ao exame: fenótipo feminino. Tanner: M1 e P1. Dosagens hormonais: FSH = 70 mUI/mL, LH = 45 mUI/mL, estradiol = indetectável, testosterona total = 15 ng/dL. Ultrassonografia pélvica: útero hipoplásico; anexo esquerdo apresenta estrutura nodular sem folículos. Cariótipo: 46,XY. Qual é o diagnóstico mais provável?


A

Síndrome de Morris.


B

Síndrome de Swyer.


C

Síndrome de Rokitansky.


D

Síndrome de Turner.


E

Síndrome dos ovários policísticos.

Mulher de 40 anos, G2P2, com ligadura tubária há 3 anos e ciclos menstruais mensais, refere aumento do fluxo menstrual de até 10 dias, presença de coágulos e cólicas há um ano, que se intensificaram há 4 meses quando precisou ir à emergência devido à hemorragia uterina. Ao exame ginecológico, observa-se útero aumentado de volume, de consistência amolecida, superfície regular, mobilidade preservada e indolor ao toque. Realizada ultrassonografia transvaginal com o seguinte resultado: útero AVF, globoso, com volume de 310 cm³, miométrio heterogêneo com aumento assimétrico da parede posterior do útero, mioma intramural em parede anterior medindo 1,5 cm no seu maior diâmetro, eco endometrial de 5,5 mm, com perda do limite endomiometrial e ovários sem particularidades. Qual é a causa do sangramento uterino anormal?


A

Endometriose.


B

Adenomiose.


C

Mioma intramural.


D

Pólipo endometrial.


E

Anovulação.

Qual é a propedêutica que poderá elucidar a etiologia da amenorreia?


A

Teste do GnRH.


B

Cariótipo.


C

Ultrassonografia pélvica.


D

Teste do progestágeno.


E

Tomografia computadorizada de abdome total.

Mulher de 46 anos, obesa, apresenta, de longa data, sangramento uterino anormal (SUA) de causa ovulatória devido à síndrome dos ovários policísticos. Nos últimos 6 meses, o sangramento vaginal está mais frequente e volumoso. Não tem atividade sexual há 4 anos e não faz uso de hormônios. Nessa situação, qual é a conduta adequada?


A

Iniciar anticoncepcional combinado oral para proteção endometrial.


B

Indicar uso de DIU hormonal para corrigir o SUA.


C

Prescrever um progestágeno por 10 dias de uso mensal para regular o ciclo.


D

Realizar biópsia de endométrio para descartar patologia endometrial.


E

Indicar ablação endometrial para manter a paciente em amenorreia.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado