Questões de Concurso sobre Infectologia

 
 
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Sobre a meningite bacteriana, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A meningite bacteriana resulta, mais frequentemente, da disseminação hematogênica de microrganismos de um local distante de infecção.


B

O impacto do uso das vacinas contra o meningococo C e contra o pneumococo foi positivo no momento em que reduziram os casos de doença.


C

Observou-se um impacto altamente positivo após a introdução da vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae, principalmente contra infecções respiratórias, mas não diminuiu os casos de meningite.


D

A patogênese da meningite bacteriana se estabelece em sucessivas etapas descritas a seguir: colonização nasofaríngea; invasão e sobrevivência intravascular; invasão meníngea e da barreira hematoliquórica.


E

Com menor frequência, a meningite pode ocorrer após invasão bacteriana de um processo infeccioso adjacente às meninges, como as sinusites e otites médias agudas.

A criptococose é uma micose sistêmica causada por fungos do gênero Cryptococcus, principalmente C. neoformans, transmitida pela inalação de esporos presentes principalmente em fezes de pombos.


A doença pode se manifestar, dentre outras formas, como meningoencefalite e, nesses casos, o padrão-ouro para o diagnóstico é


A

a sorologia para anticorpos antifúngicos.


B

a pesquisa de galactomanano no sangue.


C

o teste rápido do antígeno capsular no líquor


D

a cultura do líquor.


E

a preparação com hidróxido de potássio.

Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico - Área: Pneumologista Infantil - 2026

Nos erros inatos da imunidade (EII), as apresentações clínicas e complicações dependem dos tipos de defeitos, e há grande variabilidade pela relação entre genótipos e fenótipos. Sintomas e complicações respiratórias representam uma causa significativa de morbimortalidade de pacientes com alguns EII específicos.


Correlacione os agentes etiológicos frequentemente associados aos EII e infecções respiratórias de repetição.


A

Aspergillus, Nocardia e Candida sp – imunodeficiência fagocítica.


B

Burkholderia cepacia, Pseudomonas, Serratia – imunodeficiência combinada de células NK.


C

Neisseria sp., Streptococcus pneumoniae – deficiência de autoanticorpos.


D

Streptococcus pneumoniae, Staphilococcus. aureus, Bordetella pertussis – imunodeficiência de complemento.


E

Streptococcus pneumoniae, Staphiloccocus aureus, Haemophilus influenza – síndrome de DiGeorge.

O diagnóstico da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e o manejo das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) seguem fluxogramas técnicos rigorosos. Acerca do HIV e sífilis, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)O diagnóstico da infecção pelo HIV em adultos é realizado por meio de dois testes rápidos validados, sendo necessário um teste imunoenzimático (ELISA) de quarta geração para confirmação em casos de discordância.

(__)A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição e no máximo até 72 horas, com duração do esquema por 28 dias.

(__)O teste não treponêmico (Veneral Disease Research Laboratory − VDRL) reagente com título baixo (ex: 1:2) em paciente sem histórico de tratamento para sífilis deve ser sempre interpretado como cicatriz sorológica e dispensa investigação.

(__)A Sífilis Secundária manifesta-se tipicamente com exantema maculopapular difuso, incluindo as regiões palmoplantares, linfadenopatia generalizada e presença de condilomas planos em áreas de dobras.

(__)A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso diário de antirretrovirais por indivíduos não infectados que apresentam risco aumentado de adquirir a infecção pelo HIV.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, V, F, V, V.


B

V, V, F, F, V.


C

F, F, V, V, F.


D

V, V, F, V, V.


E

V, F, V, V, F.

A medicação utilizada no tratamento da hanseníase que tem como evento adverso a pigmentação da pele, variando de vermelho a castanho-escuro, dependendo da dosagem é a:


A

dapsona.


B

minociclina.


C

rifampicina.


D

clofazimina.


E

claritromicina.

Um homem de 32 anos, agricultor, é trazido à emergência após sofrer mordida e arranhadura na mão e no antebraço direito enquanto trabalhava em sua propriedade rural. Segundo relato, um saruê (gambá de orelha preta) o agrediu sem provocação aparente. O animal não foi capturado e desapareceu na mata adjacente. Ao exame, o paciente apresenta ferimento profundo na mão e no antebraço direito com cerca de 5 cm. A ferida apresenta sinais de contaminação com sujidade do solo. O paciente relata ter recebido última dose de vacina contra tétano há 8 anos. Nega comorbidades e alergias medicamentosas. O tempo transcorrido desde a agressão até a procura pelo atendimento foi de 4 horas.


A conduta adequada em relação à profilaxia antirrábica nesse caso é


A

aplicar a vacina antirrábica com 5 doses, sem a indicação da imunoglobulina, que está indicada quando ocorrer a exposição de mucosas.


B

capturar e observar o animal por 10 dias.


C

aplicar soro antirrábico intralesional e a vacinação antirrábica 3 doses intradérmica.


D

aplicar soro antirrábico intralesional, sendo o restante administrado com dose calculada por peso via intramuscular, e vacinação antirrábica com 4 doses.


E

aplicar a vacina antirrábica com 5 doses associada a soro antirrábico intralesional, sem a necessidade da complementação intramuscular.

Uma gestante de 30 anos, no segundo trimestre, apresenta uma infecção bacteriana que requer tratamento com antibióticos. Considerando a segurança fetal, é fundamental evitar medicamentos que possam causar teratogenicidade ou outros efeitos adversos no feto.


Assinale a alternativa que apresenta antibióticos contraindicados na gestação e que devem ser evitados.


A

Clindamicina e metronidazol.


B

Amoxicilina e azitromicina.


C

Cefalexina e ampicilina.


D

Eritromicina e amoxicilina.


E

Doxiciclina e ciprofloxacino.

Na abordagem das doenças infecciosas na atenção primária, a presença de exantema maculopapular, febre alta e conjuntivite caracteriza clinicamente a(o):


A

rubéola.


B

varicela.


C

escarlatina.


D

sarampo.


E

dengue.

A enterobiase, também conhecida como oxiuríase, é uma verminose intestinal cosmopolita causada pelo nematoide Enterobius vermicularis, altamente prevalente em crianças em idade escolar e pré-escolar, manifestando-se principalmente por prurido anal intenso e noturno.


Qual é o método diagnóstico confirmatório para essa verminose em crianças, priorizando coleta simples e não invasiva?


A

Exame parasitológico de fezes (EPF) em série (3 amostras), com detecção de vermes adultos ou larvas, dispensando coleta perianal se sintomas forem típicos.


B

Endoscopia digestiva baixa (colonoscopia) para visualização direta de vermes no reto, recomendada como primeira linha em crianças >5 anos.


C

Dosagem sérica de IgE específica para Enterobius vermicularis, combinada com hemograma para eosinofilia, confirmando hipersensibilidade sem exame local.


D

Método de Graham ou fita adesiva aplicada na região perianal pela manhã, para detecção microscópica de ovos (sensibilidade >90% em 3 coletas consecutivas), sem necessidade de exame de fezes rotineiro, pois ovos raramente são encontrados nelas.


E

Ultrassonografia abdominal para identificação de massas ou obstruções intestinais, com biópsia se necessário, priorizando em casos assintomáticos.

No diagnóstico diferencial das infecções bacterianas de pele e partes moles, é fundamental distinguir clinicamente a erisipela da celulite infecciosa. A erisipela caracteriza-se por ser uma infecção mais superficial, atingindo a derme superior e os linfáticos superficiais. O sinal semiológico clássico que diferencia a erisipela da celulite (que é mais profunda e de bordas imprecisas) é a presença de:


A

bordas bem delimitadas e elevadas em degrau em relação à pele sã.


B

vesículas agrupadas sobre base eritematosa seguindo um dermátomo.


C

crepitação à palpação devido à produção de gás subcutâneo.


D

úlcera profunda com crosta melicérica aderente.


E

flutuação central com ponto de necrose.

A presença de broncoespasmo, hemoptise e pneumonite, caracterizando a síndrome de Löefler, pode ocorrer em virtude do ciclo pulmonar de uma doença parasitária. Qual doença é essa?


A

Ascaridíase.


B

Toxoplasmose.


C

Criptococose.


D

Doença de Lyme.


E

Brucelose.

Uma estudante de enfermagem, durante seu estágio, teve um acidente com material perfurocortante de um paciente com diagnóstico de hepatite B (HBV). A jovem comprovou seu esquema vacinal completo para hepatite B e tinha o resultado de anti-HBs superior a 10 UI/mL no momento do ocorrido. Em relação a esse caso e à profilaxia pós-exposição para HBV, assinale a alternativa correta.


A

A estudante deve ser vacinada com o esquema completo com a vacina hepatite B.


B

A estudante é considerada imune à infecção pelo HBV e, portanto, não há necessidade de nenhuma medida adicional.


C

Deve ser realizada a administração da imunoglobulina em dose única, concomitantemente com a vacina hepatite B.


D

Há indicação de duas doses de imunoglobulina, com intervalo de um mês entre as doses.


E

A estudante deve receber uma dose adicional da vacina hepatite B.

Assinale a alternativa que descreve uma das manifestações da sífilis terciária.


A

Presença de gomas sifilíticas na pele, ossos ou qualquer outro tecido.


B

Erupção macular eritematosa no tronco.


C

Lesões cutâneas papulosas e eritematoacastanhadas que acometem região plantar e palmar.


D

Úlcera genital única e indolor com borda bem definida e regular.


E

Úlcera genital única acompanhada de linfadenopatia regional.

A transferência horizontal de genes é a principal responsável pela rápida proliferação de genes de resistência aos antimicrobianos entre bactérias. Qual é o mecanismo mais comum pelo qual os genes de resistência são transferidos entre as bactérias?


A

Transposição.


B

Transdução especializada.


C

Transformação.


D

Transdução generalizada.


E

Conjugação.

Um paciente em falha virológica ao esquema TARV de primeira linha (Tenofovir/Lamivudina + Efavirenz) realiza uma genotipagem que evidencia a presença isolada da mutação M184V na transcriptase reversa. Ao analisar as implicações virológicas e clínicas desta mutação para a terapia de resgate, é correto afirmar que:


A

A mutação M184V, embora confira resistência de alto nível à Lamivudina e Emtricitabina, reduz a capacidade replicativa viral (fitness) e aumenta a suscetibilidade (hipersuscetibilidade) ao Tenofovir e à Zidovudina.


B

A presença da M184V indica resistência cruzada completa a todos os inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa (ITRNs), exigindo a substituição de toda a classe por agentes poupadores de nucleosídeos no resgate.


C

Esta mutação restaura a competência replicativa viral perdida por mutações de timidina (TAMs), devendo-se evitar a manutenção da Lamivudina no esquema subsequente para não facilitar a replicação viral.


D

A M184V é uma mutação polimórfica secundária que não altera fenotipicamente a resposta aos fármacos, servindo apenas como marcador de má adesão recente ao tratamento.


E

A detecção da M184V contraindica formalmente o uso de Dolutegravir no esquema de resgate, pois esta mutação reduz a barreira genética dos inibidores de integrase de segunda geração.

Paciente virgem de tratamento (naïve), com contagem de CD4 de 25 céls/mm³, é admitido com cefaleia intensa e febre. A punção lombar e análise do líquor confirmam o diagnóstico de Meningite Criptocócica. Foi iniciada terapia de indução com Anfotericina B Lipossomal e Fluconazol (na indisponibilidade de 5-flucitosina). Em relação ao momento ideal para o início da Terapia Antirretroviral (TARV) neste cenário específico, visando reduzir a mortalidade associada à Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS) grave no SNC, a recomendação atual é:


A

Iniciar a TARV imediatamente (nas primeiras 48 horas), simultaneamente à terapia antifúngica, para recuperar a imunidade e auxiliar no <i>clearance</i> do fungo.


B

Aguardar de 4 a 6 semanas após o início do tratamento antifúngico eficaz para iniciar a TARV.


C

Iniciar a TARV após 2 semanas de tratamento antifúngico, independentemente da cultura de controle do líquor, alinhado ao protocolo de coinfecção TB-HIV.


D

Iniciar a TARV apenas após a fase de manutenção (após 10 semanas), quando o paciente já estiver em uso de Fluconazol 200 mg/dia.


E

Iniciar a TARV assim que houver melhora clínica dos sintomas neurológicos (cefaleia), geralmente entre o 3º e 5º dia de internação.

No controle de infecção hospitalar, as precauções baseadas em transmissão complementam as precauções padrão. A precaução indicada para pacientes com tuberculose pulmonar bacilífera, que exige quarto privativo com pressão negativa e uso de respirador N95, denomina-se precaução:


A

De contato ampliada.


B

Para gotículas respiratórias.


C

Para aerossóis ou via aérea.


D

Entérica de isolamento reverso.


E

Universal de barreira máxima.

A respeito das parasitoses intestinais, marque a alternativa CORRETA.


A

A pneumonite eosinofílica está frequentemente associada à teníase.


B

O tratamento da oclusão intestinal na ascaridíase é feito com o uso de levamisol.


C

O tiabendazol é utilizado por sua ótima ação na estrongiloidíase, porém é um antiparasitário considerado dos mais tóxicos, sobretudo em neurotoxicidade.


D

Prolapso retal é comumente visto na oxiuríase.

A respeito da doença leishmaniose visceral, marque a alternativa CORRETA.


A

Dada a sua alta especificidade, os testes sorológicos são úteis como critério de cura ou para identificar casos de recidiva.


B

A hipercalemia é o distúrbio hidroeletrolítico mais associado ao tratamento.


C

A Leishmania donovani é o agente etiológico da leishmaniose visceral no Brasil.


D

A anfotericina B lipossomal é indicada para crianças com coinfecção por HIV.

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