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Sobre a meningite bacteriana, assinale a alternativa INCORRETA.
A meningite bacteriana resulta, mais frequentemente, da disseminação hematogênica de microrganismos de um local distante de infecção.
O impacto do uso das vacinas contra o meningococo C e contra o pneumococo foi positivo no momento em que reduziram os casos de doença.
Observou-se um impacto altamente positivo após a introdução da vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae, principalmente contra infecções respiratórias, mas não diminuiu os casos de meningite.
A patogênese da meningite bacteriana se estabelece em sucessivas etapas descritas a seguir: colonização nasofaríngea; invasão e sobrevivência intravascular; invasão meníngea e da barreira hematoliquórica.
Com menor frequência, a meningite pode ocorrer após invasão bacteriana de um processo infeccioso adjacente às meninges, como as sinusites e otites médias agudas.
A criptococose é uma micose sistêmica causada por fungos do gênero Cryptococcus, principalmente C. neoformans, transmitida pela inalação de esporos presentes principalmente em fezes de pombos.
A doença pode se manifestar, dentre outras formas, como meningoencefalite e, nesses casos, o padrão-ouro para o diagnóstico é
a sorologia para anticorpos antifúngicos.
a pesquisa de galactomanano no sangue.
o teste rápido do antígeno capsular no líquor
a cultura do líquor.
a preparação com hidróxido de potássio.
Nos erros inatos da imunidade (EII), as apresentações clínicas e complicações dependem dos tipos de defeitos, e há grande variabilidade pela relação entre genótipos e fenótipos. Sintomas e complicações respiratórias representam uma causa significativa de morbimortalidade de pacientes com alguns EII específicos.
Correlacione os agentes etiológicos frequentemente associados aos EII e infecções respiratórias de repetição.
Aspergillus, Nocardia e Candida sp – imunodeficiência fagocítica.
Burkholderia cepacia, Pseudomonas, Serratia – imunodeficiência combinada de células NK.
Neisseria sp., Streptococcus pneumoniae – deficiência de autoanticorpos.
Streptococcus pneumoniae, Staphilococcus. aureus, Bordetella pertussis – imunodeficiência de complemento.
Streptococcus pneumoniae, Staphiloccocus aureus, Haemophilus influenza – síndrome de DiGeorge.
O diagnóstico da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e o manejo das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) seguem fluxogramas técnicos rigorosos. Acerca do HIV e sífilis, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O diagnóstico da infecção pelo HIV em adultos é realizado por meio de dois testes rápidos validados, sendo necessário um teste imunoenzimático (ELISA) de quarta geração para confirmação em casos de discordância.
(__)A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição e no máximo até 72 horas, com duração do esquema por 28 dias.
(__)O teste não treponêmico (Veneral Disease Research Laboratory − VDRL) reagente com título baixo (ex: 1:2) em paciente sem histórico de tratamento para sífilis deve ser sempre interpretado como cicatriz sorológica e dispensa investigação.
(__)A Sífilis Secundária manifesta-se tipicamente com exantema maculopapular difuso, incluindo as regiões palmoplantares, linfadenopatia generalizada e presença de condilomas planos em áreas de dobras.
(__)A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) consiste no uso diário de antirretrovirais por indivíduos não infectados que apresentam risco aumentado de adquirir a infecção pelo HIV.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, F, V, V.
V, V, F, F, V.
F, F, V, V, F.
V, V, F, V, V.
V, F, V, V, F.
A meta da cobertura vacinal da vacina de papilomavírus humano 6, 11, 16 e 18 – recombinante (HPV quadrivalente) é
95%
100%
80%
90%
85%


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A medicação utilizada no tratamento da hanseníase que tem como evento adverso a pigmentação da pele, variando de vermelho a castanho-escuro, dependendo da dosagem é a:
dapsona.
minociclina.
rifampicina.
clofazimina.
claritromicina.
Um homem de 32 anos, agricultor, é trazido à emergência após sofrer mordida e arranhadura na mão e no antebraço direito enquanto trabalhava em sua propriedade rural. Segundo relato, um saruê (gambá de orelha preta) o agrediu sem provocação aparente. O animal não foi capturado e desapareceu na mata adjacente. Ao exame, o paciente apresenta ferimento profundo na mão e no antebraço direito com cerca de 5 cm. A ferida apresenta sinais de contaminação com sujidade do solo. O paciente relata ter recebido última dose de vacina contra tétano há 8 anos. Nega comorbidades e alergias medicamentosas. O tempo transcorrido desde a agressão até a procura pelo atendimento foi de 4 horas.
A conduta adequada em relação à profilaxia antirrábica nesse caso é
aplicar a vacina antirrábica com 5 doses, sem a indicação da imunoglobulina, que está indicada quando ocorrer a exposição de mucosas.
capturar e observar o animal por 10 dias.
aplicar soro antirrábico intralesional e a vacinação antirrábica 3 doses intradérmica.
aplicar soro antirrábico intralesional, sendo o restante administrado com dose calculada por peso via intramuscular, e vacinação antirrábica com 4 doses.
aplicar a vacina antirrábica com 5 doses associada a soro antirrábico intralesional, sem a necessidade da complementação intramuscular.
Uma gestante de 30 anos, no segundo trimestre, apresenta uma infecção bacteriana que requer tratamento com antibióticos. Considerando a segurança fetal, é fundamental evitar medicamentos que possam causar teratogenicidade ou outros efeitos adversos no feto.
Assinale a alternativa que apresenta antibióticos contraindicados na gestação e que devem ser evitados.
Clindamicina e metronidazol.
Amoxicilina e azitromicina.
Cefalexina e ampicilina.
Eritromicina e amoxicilina.
Doxiciclina e ciprofloxacino.
Na abordagem das doenças infecciosas na atenção primária, a presença de exantema maculopapular, febre alta e conjuntivite caracteriza clinicamente a(o):
rubéola.
varicela.
escarlatina.
sarampo.
dengue.
A enterobiase, também conhecida como oxiuríase, é uma verminose intestinal cosmopolita causada pelo nematoide Enterobius vermicularis, altamente prevalente em crianças em idade escolar e pré-escolar, manifestando-se principalmente por prurido anal intenso e noturno.
Qual é o método diagnóstico confirmatório para essa verminose em crianças, priorizando coleta simples e não invasiva?
Exame parasitológico de fezes (EPF) em série (3 amostras), com detecção de vermes adultos ou larvas, dispensando coleta perianal se sintomas forem típicos.
Endoscopia digestiva baixa (colonoscopia) para visualização direta de vermes no reto, recomendada como primeira linha em crianças >5 anos.
Dosagem sérica de IgE específica para Enterobius vermicularis, combinada com hemograma para eosinofilia, confirmando hipersensibilidade sem exame local.
Método de Graham ou fita adesiva aplicada na região perianal pela manhã, para detecção microscópica de ovos (sensibilidade >90% em 3 coletas consecutivas), sem necessidade de exame de fezes rotineiro, pois ovos raramente são encontrados nelas.
Ultrassonografia abdominal para identificação de massas ou obstruções intestinais, com biópsia se necessário, priorizando em casos assintomáticos.


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No diagnóstico diferencial das infecções bacterianas de pele e partes moles, é fundamental distinguir clinicamente a erisipela da celulite infecciosa. A erisipela caracteriza-se por ser uma infecção mais superficial, atingindo a derme superior e os linfáticos superficiais. O sinal semiológico clássico que diferencia a erisipela da celulite (que é mais profunda e de bordas imprecisas) é a presença de:
bordas bem delimitadas e elevadas em degrau em relação à pele sã.
vesículas agrupadas sobre base eritematosa seguindo um dermátomo.
crepitação à palpação devido à produção de gás subcutâneo.
úlcera profunda com crosta melicérica aderente.
flutuação central com ponto de necrose.
A presença de broncoespasmo, hemoptise e pneumonite, caracterizando a síndrome de Löefler, pode ocorrer em virtude do ciclo pulmonar de uma doença parasitária. Qual doença é essa?
Ascaridíase.
Toxoplasmose.
Criptococose.
Doença de Lyme.
Brucelose.
Uma estudante de enfermagem, durante seu estágio, teve um acidente com material perfurocortante de um paciente com diagnóstico de hepatite B (HBV). A jovem comprovou seu esquema vacinal completo para hepatite B e tinha o resultado de anti-HBs superior a 10 UI/mL no momento do ocorrido. Em relação a esse caso e à profilaxia pós-exposição para HBV, assinale a alternativa correta.
A estudante deve ser vacinada com o esquema completo com a vacina hepatite B.
A estudante é considerada imune à infecção pelo HBV e, portanto, não há necessidade de nenhuma medida adicional.
Deve ser realizada a administração da imunoglobulina em dose única, concomitantemente com a vacina hepatite B.
Há indicação de duas doses de imunoglobulina, com intervalo de um mês entre as doses.
A estudante deve receber uma dose adicional da vacina hepatite B.
Assinale a alternativa que descreve uma das manifestações da sífilis terciária.
Presença de gomas sifilíticas na pele, ossos ou qualquer outro tecido.
Erupção macular eritematosa no tronco.
Lesões cutâneas papulosas e eritematoacastanhadas que acometem região plantar e palmar.
Úlcera genital única e indolor com borda bem definida e regular.
Úlcera genital única acompanhada de linfadenopatia regional.
A transferência horizontal de genes é a principal responsável pela rápida proliferação de genes de resistência aos antimicrobianos entre bactérias. Qual é o mecanismo mais comum pelo qual os genes de resistência são transferidos entre as bactérias?
Transposição.
Transdução especializada.
Transformação.
Transdução generalizada.
Conjugação.


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Um paciente em falha virológica ao esquema TARV de primeira linha (Tenofovir/Lamivudina + Efavirenz) realiza uma genotipagem que evidencia a presença isolada da mutação M184V na transcriptase reversa. Ao analisar as implicações virológicas e clínicas desta mutação para a terapia de resgate, é correto afirmar que:
A mutação M184V, embora confira resistência de alto nível à Lamivudina e Emtricitabina, reduz a capacidade replicativa viral (fitness) e aumenta a suscetibilidade (hipersuscetibilidade) ao Tenofovir e à Zidovudina.
A presença da M184V indica resistência cruzada completa a todos os inibidores nucleosídeos da transcriptase reversa (ITRNs), exigindo a substituição de toda a classe por agentes poupadores de nucleosídeos no resgate.
Esta mutação restaura a competência replicativa viral perdida por mutações de timidina (TAMs), devendo-se evitar a manutenção da Lamivudina no esquema subsequente para não facilitar a replicação viral.
A M184V é uma mutação polimórfica secundária que não altera fenotipicamente a resposta aos fármacos, servindo apenas como marcador de má adesão recente ao tratamento.
A detecção da M184V contraindica formalmente o uso de Dolutegravir no esquema de resgate, pois esta mutação reduz a barreira genética dos inibidores de integrase de segunda geração.
Paciente virgem de tratamento (naïve), com contagem de CD4 de 25 céls/mm³, é admitido com cefaleia intensa e febre. A punção lombar e análise do líquor confirmam o diagnóstico de Meningite Criptocócica. Foi iniciada terapia de indução com Anfotericina B Lipossomal e Fluconazol (na indisponibilidade de 5-flucitosina). Em relação ao momento ideal para o início da Terapia Antirretroviral (TARV) neste cenário específico, visando reduzir a mortalidade associada à Síndrome Inflamatória de Reconstituição Imune (IRIS) grave no SNC, a recomendação atual é:
Iniciar a TARV imediatamente (nas primeiras 48 horas), simultaneamente à terapia antifúngica, para recuperar a imunidade e auxiliar no <i>clearance</i> do fungo.
Aguardar de 4 a 6 semanas após o início do tratamento antifúngico eficaz para iniciar a TARV.
Iniciar a TARV após 2 semanas de tratamento antifúngico, independentemente da cultura de controle do líquor, alinhado ao protocolo de coinfecção TB-HIV.
Iniciar a TARV apenas após a fase de manutenção (após 10 semanas), quando o paciente já estiver em uso de Fluconazol 200 mg/dia.
Iniciar a TARV assim que houver melhora clínica dos sintomas neurológicos (cefaleia), geralmente entre o 3º e 5º dia de internação.
No controle de infecção hospitalar, as precauções baseadas em transmissão complementam as precauções padrão. A precaução indicada para pacientes com tuberculose pulmonar bacilífera, que exige quarto privativo com pressão negativa e uso de respirador N95, denomina-se precaução:
De contato ampliada.
Para gotículas respiratórias.
Para aerossóis ou via aérea.
Entérica de isolamento reverso.
Universal de barreira máxima.
A respeito das parasitoses intestinais, marque a alternativa CORRETA.
A pneumonite eosinofílica está frequentemente associada à teníase.
O tratamento da oclusão intestinal na ascaridíase é feito com o uso de levamisol.
O tiabendazol é utilizado por sua ótima ação na estrongiloidíase, porém é um antiparasitário considerado dos mais tóxicos, sobretudo em neurotoxicidade.
Prolapso retal é comumente visto na oxiuríase.
A respeito da doença leishmaniose visceral, marque a alternativa CORRETA.
Dada a sua alta especificidade, os testes sorológicos são úteis como critério de cura ou para identificar casos de recidiva.
A hipercalemia é o distúrbio hidroeletrolítico mais associado ao tratamento.
A Leishmania donovani é o agente etiológico da leishmaniose visceral no Brasil.
A anfotericina B lipossomal é indicada para crianças com coinfecção por HIV.


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