

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Um paciente politraumatizado é admitido no pronto-socorro com sinais de choque hipovolêmico, sangramento ativo ainda não controlado e indicação de abordagem cirúrgica em curto prazo. Considerando os princípios atuais da Reposição Volêmica e o manejo hemodinâmico no trauma, assinale a alternativa correta:
A infusão de grandes volumes de cristaloides é recomendada inicialmente, pois está associada a menor mortalidade e não interfere na coagulação.
O uso de coloides é preferencial nesse cenário, pois aumenta a pressão coloidosmótica e reduz o risco de edema pulmonar.
A estratégia de hipotensão permissiva pode ser adotada, visando manter a pressão arterial reduzida temporariamente para evitar exacerbação da hemorragia até o controle cirúrgico do sangramento.
A solução salina deve ser utilizada como fluido inicial em todos os pacientes traumatizados, independentemente da presença de trauma cranioencefálico.
A transfusão sanguínea não tem papel relevante no choque hipovolêmico crítico, devendo ser evitada nas fases iniciais do atendimento.
Um homem de 38 anos chega ao pronto-socorro após uma colisão automobilística, com dor torácica intensa e dispneia progressiva. Ao realizar exame, há hipotensão, taquicardia, turgência jugular, desvio traqueal, hemitórax direito hiperinsuflado, ausência de murmúrio vesicular e hipersonoridade à percussão. A equipe decide intervir imediatamente, antes de qualquer imagem, para reverter a causa mecânica do choque. Indique a conduta imediata mais apropriada:
Drenagem torácica em selo d’água.
Toracotomia de reanimação.
Punção descompressiva imediata.
Intubação orotraqueal e sedação.
FAST abdominal e observação.
Paciente, 24 anos, vítima de acidente automobilístico de alta velocidade, dá entrada na emergência com dor lombar esquerda intensa e hematúria macroscópica. Após estabilização hemodinâmica, a tomografia computadorizada com contraste revela laceração parenquimatosa profunda (>1 cm) que se estende ao sistema coletor, com extravasamento de urina para o espaço perirrenal, porém sem envolvimento do pedículo vascular. Não há sinais de instabilidade hemodinâmica ou sangramento ativo. De acordo com a classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) para traumas renais, a lesão descrita é classificada como:
Grau I
Grau II
Grau III
Grau IV
Grau V
Sobre os principais achados tomográficos no Traumatismo Craneoencefálico, ENUMERE a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, ao final, responda o que se pede:
(1) Contusão
(2) Lesão axonal difusa
(3) Edema Cerebral
(4) Hemorragia Subaracnóidea
(5) Hemorragia Extradural
(---) Coleção hiperdensa biconvexa que geralmente não cruza as suturas.
(---) Hemorragia linear ou serpentiforme que preenche os sulcos e cisternas.
(---) Hemorragias petequiais na transição da substância branca com cinzenta, no corpo caloso e no mesencéfalo.
(---) Hemorragia cortical com edema perilesional em regiões próximas a superfícies do crânio.
(---) Apagamento de sulcos e cisternas e perda de diferenciação corticosubcortical.
Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo.
3, 2, 1, 5, 4.
3, 4, 2, 5, 1.
5, 4, 2, 1, 3.
5, 1, 2, 4, 3.
Um pintor de 53 anos apresenta traumatismo cranioencefálico após queda de escada cuja altura aproximada era de 3 metros. Durante a avaliação médica, o paciente apresenta a abertura ocular com estímulos verbais, resposta confusa, mas obedecendo aos comandos. De acordo com a escala de coma de Glasgow, a pontuação para esse caso é:
10
11
12
13
14
Após um TCE (traumatismo cranioencefálico) grave, um idoso apresenta a abertura ocular somente após estímulo no leito ungueal, emite alguns sons incompreensíveis e realiza movimento de retirada do estímulo doloroso. Considerando a Escala de Coma de Glasgow, a pontuação adequada, nesse caso, será:
7
8
9
10
Paciente com trauma raquimedular cervical apresenta PA 80×50 mmHg, FC 52 bpm, pele quente e seca, sem sangramento evidente. A melhor conduta inicial é:
Expansão volêmica agressiva isolada.
Transfusão maciça.
Noradrenalina após reposição volêmica inicial.
Dopamina como droga de escolha.
Observação clínica.
Homem, 26 anos, é vítima de trauma por esmagamento em membro inferior direito. Apresenta fratura exposta de fêmur distal. Ao exame inicial, o membro encontra-se frio, com pulso pedioso ausente, porém o paciente encontra-se hemodinamicamente estável. Qual é a conduta mais adequada nesse momento?
Proceder à redução e imobilização da fratura, seguidas de observação clínica.
Solicitar arteriografia antes de qualquer intervenção.
Fazer anticoagulação plena empírica.
Realizar angiotomografia após estabilização ortopédica provisória.
Proceder à exploração cirúrgica imediata do eixo vascular.
Paciente politraumatizado evolui com choque séptico refratário e disfunção de múltiplos órgãos. Acerca do tema, a intervenção considerada fundamental para reduzir a mortalidade é:
Uso rotineiro de bicarbonato intravenoso para corrigir acidose metabólica.
Administração precoce de antibióticos de amplo espectro após coleta de culturas.
Restrição hídrica rigorosa para evitar edema pulmonar.
Infusão contínua de dopamina em doses baixas para proteção renal.
Ventilação mecânica com FiO₂ máxima para garantir saturação arterial > 100%.
Ao atender no pronto-socorro uma criança com história de trauma, deve-se ficar atento aos sinais de abuso.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma alteração que deve elevar o grau de suspeita para um quadro de abuso.
Idade menor que 5 anos.
Fratura em um ou mais dedos da mão.
Crianças cuidadas por adultos que não são os pais.
Fratura na região posterior do gradeado costal.
Diferença de idade para um irmão maior que 10 anos.
O manejo adequado das queimaduras depende da correta avaliação da profundidade e da extensão da lesão, fatores determinantes para a reposição volêmica e prognóstico. Um paciente é admitido após acidente térmico. Assim, analise as afirmativas a seguir.
I.As queimaduras de segundo grau profundo atingem a derme reticular, são dolorosas, podem apresentar flictenas (bolhas) e geralmente deixam cicatrizes.
II.De acordo com a 'Regra dos Nove' de Wallace para adultos, uma queimadura que acomete todo o membro superior direito corresponde a 18% da superfície corporal total (SCQ (Sulfassalazina)).
III.Queimaduras de terceiro grau caracterizam-se por serem indolores (devido à destruição das terminações nervosas), apresentando textura coriácea e cor variável (branca, preta ou vermelha cereja não depressível).
IV.Em queimaduras elétricas, a lesão cutânea visível frequentemente subestima a extensão da destruição tecidual interna, havendo risco elevado de rabdomiólise e síndrome compartimental.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
I e II.
II, III e IV.
I, II, III e IV.
I, II e III.
I, III e IV.
Paciente de 22 anos vítima de trauma abdominal fechado por acidente automobilístico, hemodinamicamente estável (PA de 120/80 mmHg, FC de 88 bpm e tomografia computadorizada mostrando laceração esplênica grau III). Qual é o critério mais importante para indicar tratamento não operatório (TNO) e o parâmetro de monitorização que determina falha do TNO, respectivamente?
Considerar idade jovem como fator favorável e monitorar variações significativas da hemoglobina ao longo das primeiras horas.
Utilizar a ausência de lesões associadas como referência inicial e interpretar achados contrastados na angiotomografia de acordo com a evolução clínica.
Valorizar lacerações mais superficiais como indicativas de menor gravidade e acompanhar surgimento de sinais peritoneais como alerta clínico.
Selecionar pacientes com menor gravidade global do trauma e acompanhar alterações ultrassonográficas como parte do seguimento seriado.
Adotar a estabilidade hemodinâmica como critério principal para TNO e avaliar aumento da necessidade transfusional como sinal de possível falha.
No contexto do Atendimento Avançado ao Traumatizado (Advanced Trauma Life Support - ATLS), a avaliação do choque hemorrágico é classificada em quatro classes. Acerca das características fisiológicas dessas classes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O choque Classe I, correspondendo a uma perda de até 15% do volume sanguíneo, caracteriza-se por taquicardia leve e queda na pressão de pulso.
(__)A taquicardia (frequência cardíaca > 100 bpm) e a diminuição da pressão de pulso são achados esperados no choque Classe II (perda de 15-30%).
(__)A hipotensão arterial sistólica (queda da Pressão Arterial Sistólica) é um sinal tardio, manifestando-se tipicamente apenas no choque Classe III (perda de 30-40%).
(__)No choque Classe IV (perda > 40%), o paciente apresenta-se confuso e taquipneico, mas a reposição volêmica com cristaloides isoladamente é geralmente suficiente.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, V, V, F.
V, F, F, V.
F, F, V, V.
V, V, F, F.
Paciente adulto jovem do sexo masculino dá entrada em prontosocorro, trazido pelo Corpo de Bombeiros, no contexto de tentativa de autoextermínio após saltar de janela de prédio, com a altura da queda estimada em 15 metros.
Dá entrada grave, arresponsivo, com deformidade evidente em ambos os membros inferiores, sem sangramentos massivos evidentes, com a roupa do corpo, prancha rígida e colar cervical. Sobre as roupas que o paciente está usando ao chegar na sala de trauma, considerando o ABCDE da avaliação inicial do paciente politraumatizado, assinale a afirmativa correta.
Não deverão ser cortadas e removidas no atendimento inicial.
Devem ser cortadas e retiradas à chegada na sala de trauma.
Devem ser cortadas e retiradas no mesmo momento da retirada do colar cervical e da prancha rígida.
Devem ser cortadas e retiradas logo após a avaliação de via aérea e imediatamente antes da avaliação do sistema respiratório, até para que possa ser avaliada adequadamente a expansibilidade torácica.
Devem ser cortadas e removidas após finalizada a avaliação de eventuais disfunções neurológicas.
O trauma torácico é uma causa importante de morbimortalidade. Um paciente vítima de colisão automobilística chega ao pronto-socorro com instabilidade hemodinâmica, ausência de murmúrio vesicular à esquerda e hipertimpanismo à percussão. Após a descompressão torácica imediata, observa-se drenagem de 1.600 mL de sangue de início imediato no dreno de tórax. A indicação de toracotomia de urgência neste caso baseia-se no volume de hemotórax drenado, cujo ponto de corte inicial é:
> 500 mL
> 800 mL
> 1.000 mL
> 1.500 mL
> 2.500 mL
Nas queimaduras de 3º grau ou espessura total, em que ocorre a destruição completa da epiderme e da derme por necrose de coagulação, o tratamento atual do tecido queimado, após a estabilização hemodinâmica, é:
Excisão tangencial precoce (até o 7º dia) do tecido queimado e cobertura após 48 a 72 horas sendo a primeira opção o enxerto autólogo laminar ou expandido.
Excisão tangencial tardia (após o 7º dia) do tecido queimado e cobertura imediata sendo a primeira opção o enxerto homólogo laminar ou expandido.
Excisão tangencial tardia (após o 7º dia) do tecido queimado e cobertura após 48 a 72 horas sendo a primeira opção o enxerto homólogo laminar ou expandido.
Excisão tangencial precoce (até o 7º dia) do tecido queimado e cobertura imediata, sendo a primeira opção o enxerto autólogo laminar ou expandido.
Tratamento tópico da escara com sulfadiazina de prata e debridamento após 21º dia e cobertura com enxerto autólogo.
Paciente de 22 anos, previamente hígido, dá entrada no pronto-socorro após ser atingido na região torácica pelo retrovisor de um carro que estava em alta velocidade. Sobre o trauma torácico contuso, é correto afirmar que:
As fraturas que envolvem do 3º ao 6º arco costal estão mais comumente associadas a lesões de fígado, baço e rins.
O hemotórax é a lesão mais comum nos traumas contusos, podendo ser classificado como simples, maciço ou oculto.
A contusão pulmonar é uma das lesões mais comuns no trauma torácico contuso e pode evoluir com piora progressiva da oxigenação nas primeiras 24 a 48 horas após o trauma.
Em caso de pneumotórax, a drenagem de tórax deve ser realizada no 5º espaço intercostal, na linha hemiclavicular, no lado acometido.
A drenagem torácica no trauma torácico contuso deve ser sempre realizada com pinçamento intermitente do dreno nas primeiras horas, para evitar reexpansão pulmonar rápida e edema pulmonar de reexpansão.
Paciente de 33 anos, vítima de colisão de moto com carro. Foi ejetado. Estava em uso de capacete e foi ejetado. O trauma aconteceu há cerca de 2 horas. Na avaliação primária, tem-se:
Considerando o caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.
Pacientes jovens podem apresentar choque hemorrágico com pressão arterial normal.
O índice de choque é calculado dividindo a pressão sistólica pela frequência cardíaca, e valores acima de 0,9 marcam pior prognóstico.
Alteração do nível de consciência (agitação), pode ser consequência de um quadro de choque hemorrágico.
O uso de tromboelastografia pode auxiliar no diagnóstico e manejo de coagulopatia.
O choque do tipo hemorrágico deve ser considerado como etiologia principal.
Homem de 23 anos, da entrada no pronto socorro após acidente automobilistico, com o seguinte quadro: sem abertura ocular ao estímulo doloroso, emitindo sons incompreensíveis ao chamado verbal, e como resposta motora retirada ao estímulo doloroso. De acordo com a Escala de Glasgow, qual a pontuação do paciente em questão?
3
5
7
10
14
Um atleta amador de 28 anos, praticante regular de crossfit, sofreu uma queda sobre a mão espalmada durante um treino e foi diagnosticado com fratura distal do rádio. Ele foi imobilizado no pronto-socorro com gesso circular axilopalmar e orientado a retornar para reavaliação em 7 dias. Após 24 horas, o paciente retorna ao serviço de emergência referindo dor intensa e progressiva no antebraço, que não melhora com analgesia, acompanhada de parestesia nos dedos e palidez da mão.
Considerando o quadro, a conduta mais correta é:
administrar analgésico mais potente, aguardar melhora e liberá-lo para casa.
reforçar que esse desconforto é esperado nas primeiras 48 horas e manter a imobilização.
abrir imediatamente o gesso para aliviar a compressão e reavaliar a perfusão distal.
manter o gesso fechado para não perder a redução obtida, utilizando apenas gelo e elevação do membro.
solicitar apenas um Doppler periférico e manter o gesso até liberação pelo radiologista.