Questões de Concurso sobre Traumatologia

 
 
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Ano: 2026
Prova: VUNESP - Prefeitura de Osasco - Médico Ortopedista Pediátrico - 2026

Ao atender no pronto-socorro uma criança com história de trauma, deve-se ficar atento aos sinais de abuso.


Com base nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma alteração que deve elevar o grau de suspeita para um quadro de abuso.


A

Idade menor que 5 anos.


B

Fratura em um ou mais dedos da mão.


C

Crianças cuidadas por adultos que não são os pais.


D

Fratura na região posterior do gradeado costal.


E

Diferença de idade para um irmão maior que 10 anos.

O manejo adequado das queimaduras depende da correta avaliação da profundidade e da extensão da lesão, fatores determinantes para a reposição volêmica e prognóstico. Um paciente é admitido após acidente térmico. Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.As queimaduras de segundo grau profundo atingem a derme reticular, são dolorosas, podem apresentar flictenas (bolhas) e geralmente deixam cicatrizes.

II.De acordo com a 'Regra dos Nove' de Wallace para adultos, uma queimadura que acomete todo o membro superior direito corresponde a 18% da superfície corporal total (SCQ (Sulfassalazina)).

III.Queimaduras de terceiro grau caracterizam-se por serem indolores (devido à destruição das terminações nervosas), apresentando textura coriácea e cor variável (branca, preta ou vermelha cereja não depressível).

IV.Em queimaduras elétricas, a lesão cutânea visível frequentemente subestima a extensão da destruição tecidual interna, havendo risco elevado de rabdomiólise e síndrome compartimental.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:


A

I e II.


B

II, III e IV.


C

I, II, III e IV.


D

I, II e III.


E

I, III e IV.

Um paciente politraumatizado é admitido no pronto-socorro com sinais de choque hipovolêmico, sangramento ativo ainda não controlado e indicação de abordagem cirúrgica em curto prazo. Considerando os princípios atuais da Reposição Volêmica e o manejo hemodinâmico no trauma, assinale a alternativa correta:


A

A infusão de grandes volumes de cristaloides é recomendada inicialmente, pois está associada a menor mortalidade e não interfere na coagulação.


B

O uso de coloides é preferencial nesse cenário, pois aumenta a pressão coloidosmótica e reduz o risco de edema pulmonar.


C

A estratégia de hipotensão permissiva pode ser adotada, visando manter a pressão arterial reduzida temporariamente para evitar exacerbação da hemorragia até o controle cirúrgico do sangramento.


D

A solução salina deve ser utilizada como fluido inicial em todos os pacientes traumatizados, independentemente da presença de trauma cranioencefálico.


E

A transfusão sanguínea não tem papel relevante no choque hipovolêmico crítico, devendo ser evitada nas fases iniciais do atendimento.

Um homem de 38 anos chega ao pronto-socorro após uma colisão automobilística, com dor torácica intensa e dispneia progressiva. Ao realizar exame, há hipotensão, taquicardia, turgência jugular, desvio traqueal, hemitórax direito hiperinsuflado, ausência de murmúrio vesicular e hipersonoridade à percussão. A equipe decide intervir imediatamente, antes de qualquer imagem, para reverter a causa mecânica do choque. Indique a conduta imediata mais apropriada:


A

Drenagem torácica em selo d’água.


B

Toracotomia de reanimação.


C

Punção descompressiva imediata.


D

Intubação orotraqueal e sedação.


E

FAST abdominal e observação.

Paciente, 24 anos, vítima de acidente automobilístico de alta velocidade, dá entrada na emergência com dor lombar esquerda intensa e hematúria macroscópica. Após estabilização hemodinâmica, a tomografia computadorizada com contraste revela laceração parenquimatosa profunda (>1 cm) que se estende ao sistema coletor, com extravasamento de urina para o espaço perirrenal, porém sem envolvimento do pedículo vascular. Não há sinais de instabilidade hemodinâmica ou sangramento ativo. De acordo com a classificação da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) para traumas renais, a lesão descrita é classificada como:


A

Grau I


B

Grau II


C

Grau III


D

Grau IV


E

Grau V

Sobre os principais achados tomográficos no Traumatismo Craneoencefálico, ENUMERE a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, ao final, responda o que se pede:


(1) Contusão

(2) Lesão axonal difusa

(3) Edema Cerebral

(4) Hemorragia Subaracnóidea

(5) Hemorragia Extradural


(---) Coleção hiperdensa biconvexa que geralmente não cruza as suturas.

(---) Hemorragia linear ou serpentiforme que preenche os sulcos e cisternas.

(---) Hemorragias petequiais na transição da substância branca com cinzenta, no corpo caloso e no mesencéfalo.

(---) Hemorragia cortical com edema perilesional em regiões próximas a superfícies do crânio.

(---) Apagamento de sulcos e cisternas e perda de diferenciação corticosubcortical.


Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo.


A

3, 2, 1, 5, 4.


B

3, 4, 2, 5, 1.


C

5, 4, 2, 1, 3.


D

5, 1, 2, 4, 3.

Um pintor de 53 anos apresenta traumatismo cranioencefálico após queda de escada cuja altura aproximada era de 3 metros. Durante a avaliação médica, o paciente apresenta a abertura ocular com estímulos verbais, resposta confusa, mas obedecendo aos comandos. De acordo com a escala de coma de Glasgow, a pontuação para esse caso é:


A

10


B

11


C

12


D

13


E

14

Após um TCE (traumatismo cranioencefálico) grave, um idoso apresenta a abertura ocular somente após estímulo no leito ungueal, emite alguns sons incompreensíveis e realiza movimento de retirada do estímulo doloroso. Considerando a Escala de Coma de Glasgow, a pontuação adequada, nesse caso, será:


A

7


B

8


C

9


D

10

Paciente com trauma raquimedular cervical apresenta PA 80×50 mmHg, FC 52 bpm, pele quente e seca, sem sangramento evidente. A melhor conduta inicial é:


A

Expansão volêmica agressiva isolada.


B

Transfusão maciça.


C

Noradrenalina após reposição volêmica inicial.


D

Dopamina como droga de escolha.


E

Observação clínica.

Homem, 26 anos, é vítima de trauma por esmagamento em membro inferior direito. Apresenta fratura exposta de fêmur distal. Ao exame inicial, o membro encontra-se frio, com pulso pedioso ausente, porém o paciente encontra-se hemodinamicamente estável. Qual é a conduta mais adequada nesse momento?


A

Proceder à redução e imobilização da fratura, seguidas de observação clínica.


B

Solicitar arteriografia antes de qualquer intervenção.


C

Fazer anticoagulação plena empírica.


D

Realizar angiotomografia após estabilização ortopédica provisória.


E

Proceder à exploração cirúrgica imediata do eixo vascular.

Paciente politraumatizado evolui com choque séptico refratário e disfunção de múltiplos órgãos. Acerca do tema, a intervenção considerada fundamental para reduzir a mortalidade é:


A

Uso rotineiro de bicarbonato intravenoso para corrigir acidose metabólica.


B

Administração precoce de antibióticos de amplo espectro após coleta de culturas.


C

Restrição hídrica rigorosa para evitar edema pulmonar.


D

Infusão contínua de dopamina em doses baixas para proteção renal.


E

Ventilação mecânica com FiO₂ máxima para garantir saturação arterial > 100%.

Paciente de 22 anos vítima de trauma abdominal fechado por acidente automobilístico, hemodinamicamente estável (PA de 120/80 mmHg, FC de 88 bpm e tomografia computadorizada mostrando laceração esplênica grau III). Qual é o critério mais importante para indicar tratamento não operatório (TNO) e o parâmetro de monitorização que determina falha do TNO, respectivamente?


A

Considerar idade jovem como fator favorável e monitorar variações significativas da hemoglobina ao longo das primeiras horas.


B

Utilizar a ausência de lesões associadas como referência inicial e interpretar achados contrastados na angiotomografia de acordo com a evolução clínica.


C

Valorizar lacerações mais superficiais como indicativas de menor gravidade e acompanhar surgimento de sinais peritoneais como alerta clínico.


D

Selecionar pacientes com menor gravidade global do trauma e acompanhar alterações ultrassonográficas como parte do seguimento seriado.


E

Adotar a estabilidade hemodinâmica como critério principal para TNO e avaliar aumento da necessidade transfusional como sinal de possível falha.

No contexto do Atendimento Avançado ao Traumatizado (Advanced Trauma Life Support - ATLS), a avaliação do choque hemorrágico é classificada em quatro classes. Acerca das características fisiológicas dessas classes, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)O choque Classe I, correspondendo a uma perda de até 15% do volume sanguíneo, caracteriza-se por taquicardia leve e queda na pressão de pulso.

(__)A taquicardia (frequência cardíaca > 100 bpm) e a diminuição da pressão de pulso são achados esperados no choque Classe II (perda de 15-30%).

(__)A hipotensão arterial sistólica (queda da Pressão Arterial Sistólica) é um sinal tardio, manifestando-se tipicamente apenas no choque Classe III (perda de 30-40%).

(__)No choque Classe IV (perda > 40%), o paciente apresenta-se confuso e taquipneico, mas a reposição volêmica com cristaloides isoladamente é geralmente suficiente.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, V, V, F.


B

V, F, F, V.


C

F, F, V, V.


D

V, V, F, F.

Paciente adulto jovem do sexo masculino dá entrada em prontosocorro, trazido pelo Corpo de Bombeiros, no contexto de tentativa de autoextermínio após saltar de janela de prédio, com a altura da queda estimada em 15 metros.

Dá entrada grave, arresponsivo, com deformidade evidente em ambos os membros inferiores, sem sangramentos massivos evidentes, com a roupa do corpo, prancha rígida e colar cervical. Sobre as roupas que o paciente está usando ao chegar na sala de trauma, considerando o ABCDE da avaliação inicial do paciente politraumatizado, assinale a afirmativa correta.


A

Não deverão ser cortadas e removidas no atendimento inicial.


B

Devem ser cortadas e retiradas à chegada na sala de trauma.


C

Devem ser cortadas e retiradas no mesmo momento da retirada do colar cervical e da prancha rígida.


D

Devem ser cortadas e retiradas logo após a avaliação de via aérea e imediatamente antes da avaliação do sistema respiratório, até para que possa ser avaliada adequadamente a expansibilidade torácica.


E

Devem ser cortadas e removidas após finalizada a avaliação de eventuais disfunções neurológicas.

O trauma torácico é uma causa importante de morbimortalidade. Um paciente vítima de colisão automobilística chega ao pronto-socorro com instabilidade hemodinâmica, ausência de murmúrio vesicular à esquerda e hipertimpanismo à percussão. Após a descompressão torácica imediata, observa-se drenagem de 1.600 mL de sangue de início imediato no dreno de tórax. A indicação de toracotomia de urgência neste caso baseia-se no volume de hemotórax drenado, cujo ponto de corte inicial é:


A

> 500 mL


B

> 800 mL


C

> 1.000 mL


D

> 1.500 mL


E

> 2.500 mL

Nas queimaduras de 3º grau ou espessura total, em que ocorre a destruição completa da epiderme e da derme por necrose de coagulação, o tratamento atual do tecido queimado, após a estabilização hemodinâmica, é:


A

Excisão tangencial precoce (até o 7º dia) do tecido queimado e cobertura após 48 a 72 horas sendo a primeira opção o enxerto autólogo laminar ou expandido.


B

Excisão tangencial tardia (após o 7º dia) do tecido queimado e cobertura imediata sendo a primeira opção o enxerto homólogo laminar ou expandido.


C

Excisão tangencial tardia (após o 7º dia) do tecido queimado e cobertura após 48 a 72 horas sendo a primeira opção o enxerto homólogo laminar ou expandido.


D

Excisão tangencial precoce (até o 7º dia) do tecido queimado e cobertura imediata, sendo a primeira opção o enxerto autólogo laminar ou expandido.


E

Tratamento tópico da escara com sulfadiazina de prata e debridamento após 21º dia e cobertura com enxerto autólogo.

Paciente de 22 anos, previamente hígido, dá entrada no pronto-socorro após ser atingido na região torácica pelo retrovisor de um carro que estava em alta velocidade. Sobre o trauma torácico contuso, é correto afirmar que:


A

As fraturas que envolvem do 3º ao 6º arco costal estão mais comumente associadas a lesões de fígado, baço e rins.


B

O hemotórax é a lesão mais comum nos traumas contusos, podendo ser classificado como simples, maciço ou oculto.


C

A contusão pulmonar é uma das lesões mais comuns no trauma torácico contuso e pode evoluir com piora progressiva da oxigenação nas primeiras 24 a 48 horas após o trauma.


D

Em caso de pneumotórax, a drenagem de tórax deve ser realizada no 5º espaço intercostal, na linha hemiclavicular, no lado acometido.


E

A drenagem torácica no trauma torácico contuso deve ser sempre realizada com pinçamento intermitente do dreno nas primeiras horas, para evitar reexpansão pulmonar rápida e edema pulmonar de reexpansão.

Paciente de 33 anos, vítima de colisão de moto com carro. Foi ejetado. Estava em uso de capacete e foi ejetado. O trauma aconteceu há cerca de 2 horas. Na avaliação primária, tem-se:


  1. Via aérea pérvia.
  2. Expansibilidade torácica simétrica, murmúrio vesicular simétrico.
  3. Pulsos radiais filiformes, tempo de enchimento capilar de 4 segundos, pele fria.
  4. Escala de coma de Glasgow 13 (abertura ocular 3, resposta verbal 4, resposta motora 6), pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits focais.
  5. Equimose em flanco esquerdo, presença de escoriações em dorso.
  6. Sinais vitais: PA:100x80 mmHg, FC:120 bpm, FR:24 irpm, SpO2:98% em ar ambiente, glicemia capilar 120 mg/dL.


Considerando o caso descrito, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Pacientes jovens podem apresentar choque hemorrágico com pressão arterial normal.


B

O índice de choque é calculado dividindo a pressão sistólica pela frequência cardíaca, e valores acima de 0,9 marcam pior prognóstico.


C

Alteração do nível de consciência (agitação), pode ser consequência de um quadro de choque hemorrágico.


D

O uso de tromboelastografia pode auxiliar no diagnóstico e manejo de coagulopatia.


E

O choque do tipo hemorrágico deve ser considerado como etiologia principal.

Homem de 23 anos, da entrada no pronto socorro após acidente automobilistico, com o seguinte quadro: sem abertura ocular ao estímulo doloroso, emitindo sons incompreensíveis ao chamado verbal, e como resposta motora retirada ao estímulo doloroso. De acordo com a Escala de Glasgow, qual a pontuação do paciente em questão?


A

3


B

5


C

7


D

10


E

14

Um atleta amador de 28 anos, praticante regular de crossfit, sofreu uma queda sobre a mão espalmada durante um treino e foi diagnosticado com fratura distal do rádio. Ele foi imobilizado no pronto-socorro com gesso circular axilopalmar e orientado a retornar para reavaliação em 7 dias. Após 24 horas, o paciente retorna ao serviço de emergência referindo dor intensa e progressiva no antebraço, que não melhora com analgesia, acompanhada de parestesia nos dedos e palidez da mão.


Considerando o quadro, a conduta mais correta é:


A

administrar analgésico mais potente, aguardar melhora e liberá-lo para casa.


B

reforçar que esse desconforto é esperado nas primeiras 48 horas e manter a imobilização.


C

abrir imediatamente o gesso para aliviar a compressão e reavaliar a perfusão distal.


D

manter o gesso fechado para não perder a redução obtida, utilizando apenas gelo e elevação do membro.


E

solicitar apenas um Doppler periférico e manter o gesso até liberação pelo radiologista.

 
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