Uma mulher de 45 anos de idade é levada pelos colegas de trabalho para o atendimento de urgência. Ela relata que estava trabalhando, quando começou a se sentir pressionada com os prazos do trabalho. Pensou, então, que não seria capaz de atender às demandas da empresa e começou a chorar. Algum tempo depois, e há aproximadamente 30 minutos, começou a sentir seu coração “quase pular para fora da boca”, acelerado, apresentando também falta de ar, dor precordial e sensação de desmaio. Pensou que estava morrendo e agora acredita que pode estar com “um problema grave de coração”, uma vez que também tem vivenciando episódios de palpitação nos últimos meses. Conta, ainda, que há aproximadamente três anos, no dia da morte de sua mãe, apresentou um episódio semelhante ao atual.
Ao realizar o atendimento, o médico responsável pelo atendimento deve:
Orientar a paciente de que se trata de transtorno do pânico, iniciar o uso de benzodiazepínico de uso diário e explicar que é necessário dar início a um acompanhamento ambulatorial psiquiátrico, com emprego de psicoterapia.
Iniciar protocolo clínico para a identificação precoce do risco de eventos ameaçadores à vida, visando descartar, especialmente, a presença de doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio.
Identificar que se trata de um típico ataque de pânico, não realizando, portanto, o diagnóstico de transtorno do pânico e encaminhar a paciente para dar início ao tratamento ambulatorial.
Orientar a paciente de que não é possível realizar o diagnóstico no pronto-atendimento, encaminhando-a para acompanhamento psiquiátrico e orientar a paciente a realizar técnicas de relaxamento, como a respiração diafragmática, até o início do acompanhamento.